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Brasil contra Hitler: 5 curiosidades sobre os pracinhas

Conheça particularidades sobre a saga dos guerreiros que lutaram contra os nazistas na Segunda Guerra

Redação Publicado em 19/09/2020, às 09h00

Registro dos pracinhas durante a Segunda Guerra
Registro dos pracinhas durante a Segunda Guerra - Divulgação/FEB

Junho de 1944. Os primeiros dos mais de 25 mil soldados brasileiros que participaram da Segunda Guerra Mundial desembarcaram na gelada Itália. Era o pior inverno dos últimos cinquenta anos e os combatentes sentiam frio e medo. Assim começava uma missão inesperada e marcadas por importantes vitórias dos pracinhas, os brasileiros que enfrentaram os alemães durante a Segunda Guerra.

Pensando na trajetória dos combatentes, separamos cinco curiosidades sobre os combatentes. Confira abaixo.

1. Rumo ao desconhecido

O navio USS M.C. Meigs (AP-116) chegando no Rio de Janeiro /Crédito: Divulgação

 

Sem maiores avisos antes da viagem, muitos dos pracinhas apostavam que o destino final seria o norte da África e acreditavam que jamais entrariam em combate. Durante longos 13 dias, eles entregaram-se a uma rotina que consistia em tomar um lugar na fila do refeitório, fazer exercícios de salvamento em caso de ataque e voltar para os dormitórios. Todavia, o mistério acabou quando receberam aviso final. Os pracinhas estavam na Itália. E para combater num inferno gelado. 

2. Encarando o frio

O frio descrito acima era explicado pelos uniformes inadequados para a temperatura. O medo, pela própria estrutura da Força Expedicionária Brasileira, A maioria dos pracinhas era convocada e pertencia a famílias humildes. Grande parte dos soldados, inexperiente, teve de aprender a lutar lá mesmo, no front.

3. Dificuldades

Soldados da FEB/ Crédito: Divulgação

 

Apesar de todas as dificuldades e do número de soldados que perderam à vida, o saldo final do Brasil na guerra foi positivo. Ao lado de tropas americanas, os pracinhas venceram importantes batalhas ao lado de tropas americanas, como as de Monte Castelo (após quatro tentativas fracassadas) e Montese.

4. Conquista interna

Apesar das discussões sobre o fato de as tropas brasileiras terem realmente ajudado ou não os aliados a vencer a guerra, a maior conquista foi interna e política. Como lutou contra uma ditadura, o governo ditatorial de Vargas não fazia mais sentido.

5. E a Cobra Fumou

Quem nunca ouviu “A cobra está fumando”? Então, o nome do periódico editado nas linhas de frente pelos integrantes do 1° Batalhão do 6° Regimento de Infantaria da FEB era “E a Cobra Fumou”, que fora chamado carinhosamente de Cobra.


++Veja áudios raros dos pracinhas no vídeo abaixo.