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Bruxa da Escócia, Senhor de Sipán e homem mesolítico: 5 reconstruções faciais instigantes

Por meio da inovadora tecnologia, é possível imaginar o rosto de pessoas que viveram no passado

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 04/02/2021, às 08h00

Reconstruções faciais de homem mesolítico e Ava
Reconstruções faciais de homem mesolítico e Ava - Divulgação - Oscar Nilsson / Hew Morrison

A tecnologia, hoje, permite que, com um arranjo entre as áreas da ciência, história e arte, pesquisadores formulem rostos de pessoas que viveram antigamente. Por meio da reconstrução facial forense, que utiliza digitalizações de crânios, podemos imaginar como muitos indivíduos do passado poderiam se parecer.

É claro, porém, que o melhor resultado possível ainda pode conter algum toque de subjetividade. Os cientistas podem contar também com evidências genéticas e análises históricas das regiões que os restos mortais foram encontrados.

O site Aventuras na História separou 5 reconstruções faciais impressionantes. Confira!

1. Ava

Reconstrução facial de Ava / Crédito: Divulgação - Hew Morrison

 

No sítio arqueológico Achavanich, em Caithness, na Escócia, pesquisadores encontraram em 1987 uma tumba peculiar com o esqueleto de uma mulher que morreu há 3.700 anos. Apelidada de Ava, ela foi objeto de uma reconstrução facial realizada pelo artista forense da Universidade de Dundee Hew Morrison em 2016, revelando os traços comuns da moça. 

Ava viveu durante a Idade do Bronze, entre 2.900 a.C. e 1.900 a.C e faleceu entre os seus 18 e 22 anos, tendo 1,67 m de altura, olhos azuis e cabelos claros. Ela, porém, apresentava uma característica peculiar: seu crânio era irregular, achatado no topo e na parte de trás, um indicativo de que ele foi achatado antes do enterro. Por isso, é possível que a mulher tenha sido importante na sociedade em que vivia.


2. Senhor de Sipán

Reconstrução facial do Senhor de Sipán / Crédito: Cícero Moraes

 

O Senhor de Sipán, como ficou conhecido, foi um dos dignitários mais importantes da cultura pré-incaica moche, responsável por dominar quase todos os vales ao noroeste do Peru entre os séculos 2 e 3. A tumba e o esqueleto do governante foram encontrados em 1987, mas sua reconstrução facial veio apenas anos depois, com o avanço da tecnologia.

Análises de DNA revelaram que o líder peruano tinha 1,63 m de altura e que tinha por volta dos 40 anos quando morreu. Foi possível identificar a cor de sua pele, o formato dos olhos, lábios e cabelo do Senhor de Sipán, além de um processo estético em sua orelha, que provavelmente servia para pendurar argolas.


3. A Bruxa da Escócia

Crédito: Divulgação - Christopher Rynn

 

O artista forense Christopher Rynn do Centro de Anatomia e Identificação Humana, da Universidade de Dundee, Escócia, foi o responsável por reconstruir o rosto de uma mulher que ficou conhecida como “bruxa da Escócia”. Tratava-se de Lilias Adie, que viveu em Fife, na Escócia, e morreu na prisão em 1704. O motivo? Supostamente ser uma bruxa.

A mulher teria confessado ter relações sexuais com o diabo e era uma das mais temidas da cidade em que vivia. Tanto que os pesquisadores descobriram seus restos mortais sob uma pedra no século 19. O crânio da bruxa acabou sendo perdido ao longo do século 20, mas fotografias do esqueleto possibilitaram a reconstrução facial 3D.


4. Senhora de El Paraíso

Reconstrução da Senhora de El Paraíso / Crédito: Divulgação - Museu Mineral Andrés Del Castillo

 

Em dezembro do ano passado, pesquisadores do Museu Mineral Andrés Del Castillo, em Lima, no Peru, divulgaram o resultado de um projeto impressionante. Eles desenvolveram uma reconstrução facial para o esqueleto de uma mulher que foi enterrada há pelo menos 3.700 anos no país.

Ela foi encontrada em uma tumba próxima do templo principal de El Paraíso e, por isso, ficou conhecida como Senhora de El Paraíso. A mulher morreu entre os 20 e 25 anos de idade e tinha 1,5 metros de altura e provavelmente foi uma figura da alta sociedade da época em que viveu devido a localização de seu enterro.


5. Homem mesolítico

Crédito: Divulgação - Oscar Nilsson

 

O artista forense sueco Oscar Nilsson, por meio de tomografia computadorizada (TC) do crânio, reconstruiu o rosto de um homem que viveu durante o período mesolítico. O crânio foi encontrado em 2012 fincado em uma estaca em um lago seco na cidade de Motala, no centro-leste da Suécia.

O enterro peculiar fazia parte de uma cultura de caçadores e coletores que tinha herança genética de pessoas que vieram para a Escandinávia. O pesquisador utilizou os dados genéticos para reconstruir o rosto do homem, determinando que ele tinha olhos azuis, cabelos castanhos, pele clara, e que morreu com mais ou menos 50 anos de idade. 


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