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Conheça canibais modernos que chocaram o mundo

Nos séculos 20 e 21, criminosos já aterrorizantes ficaram conhecidos pelo hábito de comer carne humana

Lira Neto Publicado em 27/07/2019, às 14h00

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- Crédito: Divulgação

1. Georg Grossman

Crédito: Domínio Público

Durante a crise econômica vivida pela Alemanha depois da Primeira Guerra, a carne animal era produto raro na praça. Talvez por isso, as salsichas fabricadas pelo açougueiro Georg Grossman, vendidas a um preço camarada na estação ferroviária da cidade de Neuruppin, faziam tanto sucesso entre os alemães.

O que ninguém sabia era que elas eram produzidas com a carne das prostitutas que o açougueiro costumava levar para casa. Depois de fazer sexo com as mulheres, ele as matava, colocava a carne num moedor, separava alguns quilos para consumo próprio e vendia o resto na forma de salsichas.

Em uma noite de 1921, os vizinhos ouviram gritos agudos na casa de Grossman e fizeram uma denúncia. A polícia foi até a residência e encontrou quatro cadáveres humanos desmembrados. Numa frigideira, sobre o fogão, havia dezenas de dedos femininos prontos para serem fritos, como se fossem reles nuggets de frango.

2. Issei Sagawa 

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Japonês, fazia doutorado em Literatura Inglesa na Sorbonne, tradicional universidade parisiense. Certa noite, aos 32 anos, em 1981, ele convidou uma colega de classe para um jantar oriental na casa dele. A moça não sabia que, em vez de sushis e sashimis, ela seria o prato principal.

Sagawa a matou e comeu, literalmente. Parte crua, parte frita com sal, mostarda e pimenta. Depois de ficar internado em um manicômio, o canibal nipônico foi posto em liberdade.

Escreveu um livro a respeito do episódio, In the Fog (Sob a névoa), que virou cult entre os leitores japoneses. A obra vendeu 200 mil exemplares e foi adaptada para mangá. Sagawa virou celebridade em seu país e chegou a escrever a coluna de gastronomia de uma revista.

3. Jeffrey Dahmer

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Abordava jovens homossexuais em bares. Chamava-os até seu apartamento sob o pretexto de assistir a filmes pornôs, fazer fotografias eróticas ou ver sua coleção de borboletas. Mas os drogava, tirava suas roupas e depois os matava estrangulados ou com golpes de faca. Fazia sexo com os cadáveres e em seguida os dissecava.

As consideradas carnes nobres eram colocadas na geladeira em sacos plásticos, com etiquetas que diziam “para comer mais tarde”. Os ossos e a carcaça das vítimas eram dissolvidos com ácido, mas os crânios eram limpos e guardados, como em uma coleção. Os órgão genitais também eram conservados, em formol, como bibelôs.

Depois de fazer 17 vítimas, Dahmer deixou escapar uma presa, que procurou a polícia. Ele foi preso em 1991 – a notícia chocou os Estados Unidos — e acabou condenado a 957 anos de prisão. “Era apenas uma ânsia, uma fome. Não sei como descrever, era uma compulsão”, confessou no tribunal. Dahmer acabou morto por outro preso — um esquizofrênico que dizia ser a reencarnação de Jesus Cristo.

4. Armin Meiwes

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“Refoguei o filé de Bernd com sal, pimenta, alho e noz-moscada.” Parece papo de gourmet, mas o técnico de computação alemão se refere à carne de uma pessoa que se ofereceu para ser comida — no sentido bíblico.

Em 2001, Meiwes pôs um sinistro anúncio na internet: “Venha para mim e eu comerei sua deliciosa carne”. Nada menos que 430 malucos responderam ao carinhoso chamado. Meiwes escolheu o engenheiro Bernd Juergen, 43 anos, residente em Berlim, que tomou um trem até Rotenburgo, onde o amigo virtual e comilão morava.

Fizeram sexo e, depois de a vítima tomar dez analgésicos, Meiwes cortou seu pênis e fritou no óleo. Tentaram comer juntos, mas a carne era rígida e desistiram do almoço. Então, Juergen desmaiou, foi morto e esquartejado. Sua carne foi colocada no congelador e alimentou Meiwes ao longo de vários meses.

Quando o suprimento acabou, o Canibal de Rotenburgo pôs novo anúncio na internet, em dezembro de 2002, e foi descoberto pela polícia. “A carne tem sabor de porco, um pouco mais amarga e forte. Tem um gosto bom”, disse Meiwes em sua primeira entrevista depois de ser condenado.