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Casamentos de fachada e estupros acobertados: 5 segredos de Hollywood

Muitas estrelas do cinema passaram pelo inferno em sets de gravação e em sua própria vida pessoal — situações que foram escondidas por grandes produtores

Isabela Barreiros Publicado em 12/11/2020, às 16h25

Rock Hudson e Judy Garland, artistas de Hollywood
Rock Hudson e Judy Garland, artistas de Hollywood - Wikimedia Commons

A Idade de Ouro de Hollywood guarda muitos segredos. Alguns continuam apenas como fruto de especulação, mas outros acabaram sendo revelados ao longo dos anos, tanto com fofocas quanto por confirmações de atores que se distanciaram dos holofotes depois de protagonizarem muitas produções.

Atualmente, muitos casos polêmicos tornaram-se conhecidos pelo público, finalmente colocando pontos finais em muitas histórias controversas. Envolvendo sexualidade, drogas e racismo, episódios do passado de Hollywood ainda chocam. 

Separamos 5 segredos de Hollywood que foram revelados ao longo das décadas. Confira!

1. Atores escondidos no armário

Rock Hudson ao lado de Lee Garlinton / Crédito: Divulgação

 

Se você não fosse heterossexual durante a Era de Ouro de Hollywood, teria que esconder sua sexualidade. Isso acontecia principalmente por meio de casamentos de fachada, em que atores e atrizes eram obrigados a se unirem oficialmente com pessoas do gênero oposto — que faziam parte das “cláusulas morais” dos contratos com produtoras.

Uma das histórias mais famosas é a de Rock Hudson, que se casou com a secretária de seu agente depois de rumores envolvendo sua sexualidade. Eles se separaram dois anos depois, apenas para que o artista pudesse conhecer o grande amor de sua vida, o corretor de ações, Lee Garlinton. O casal teve que manter o relacionamento escondido durante todo o tempo em que esteve junto.


2. Abortos de atrizes

Marilyn Monroe / Crédito: Getty Images

 

As diretrizes de Hollywood eram nebulosas e muitas vezes rompiam com a ética. Atrizes de sucesso foram obrigadas a realizar abortos porque poderiam perder contratos de filmes importantes ou ainda ter suas imagens “manchadas” com uma gravidez. Em alguns casos, os filhos eram de seus companheiros de fato, em outros, de casos extraconjugais.

Marilyn Monroe, um dos maiores ícones do cinema estadunidense, passou por pelo menos 12 abortos ao longo dos seus 30 anos de vida. Quem contou essa história foi Norman Mailer, no livro Marilyn: A Biography (1973). Judy Garland, a Dorothy do Mágico de Oz, também passou pelo procedimento com apenas 19 anos de idade para poder continuar sendo um ícone de “pureza” em Hollywood.


3. Drogas

Divulgação do filme O Mágico de Oz / Crédito: Domínio Público

 

Os bastidores do famoso O Mágico de Oz contaram com mais polêmicas. A experiência de Judy Garland durante toda a gravação do filme foi traumática e ela passou por inúmera situações que podem ser consideradas abusivas, envolvendo também o uso de drogas por uma jovem de apenas 16 anos.

Não que ela quisesse: para que o diretor pudesse terminar as cenas do filme mais rápido, ela tinha que permanecer acordada e atenta por um longo período. A atriz foi então obrigada a tomar muito café e usar drogas estimulantes e depressivas. Isso tudo acontecia na frente de sua mãe, sua empresária, que parecia não se incomodar com o bem estar da adolescente.


4. Estupros

Maria Schneider e Marlon Brando em Último Tango em Paris (1972) / Crédito: Divulgação - Produzioni Europee Associati (PEA)

 

Hollywood escondia muitas coisas. Uma indústria comandada por homens, não é surpresa que grandes empresários, diretores e atores importantes fossem acobertados após estuprarem mulheres nos sets, em festas e em qualquer outro lugar. 

O contexto, porém, não é apenas da Era do Ouro de Hollywood e mais casos recentes revelados ainda chocam. Em 1972, apenas um dos inúmeros episódios violentos da história do cinema, a atriz Maria Schneider foi estuprada por Marlon Brando no filme Último Tango em Paris (1972). Nem ele nem o diretor avisaram à jovem artista como a cena grotesca do abuso com manteiga seria feita.


5. Racismo

A atriz Hattie McDaniel / Crédito: Wikimedia Commons

 

A performance de Hattie McDaniel na icônica produção ...E o Vento Levou (1939) fez com que ela quebrasse barreiras: ela foi a primeira mulher negra a ganhar um Oscar. O racismo presente nos Estados Unidos estava visível por si só nessa conquista tardia, mas a própria cerimônia foi palco de um preconceito nada velado.

A atriz não pôde comparecer à estreia de seu próprio filme por ser negra. Ela foi proibida de entrar no evento por ele ser exclusivo para celebridades brancas. Se já não fosse o suficiente, McDaniel também sofreu racismo no Oscar, quando não pôde se sentar na mesma mesa que seu elenco.


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