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Charles, Diana e o conto de fadas que abalou a realeza: 'Era como ficar presa com um homem de 80 anos'

História do casal foi marcada pela exposição midiática, conflitos e traições

Revista Caras - Especial Lady Di, 60 (ED. 1442A) Publicado em 31/08/2021, às 08h00

O casal em aparição pública
O casal em aparição pública - Getty Images

A relação de Charles (72) e Diana (1961–1997) começou como um meteoro. Aos 32 anos, o herdeiro da Coroa Britânica sofria pressão para se casar e construir sua família e, ao conhecer a jovem Spencer, foi convencido de que ela seria a mulher ideal — apesar de nunca ter escondido que seu grande amor era Camilla Parker Bowles (73), com quem hoje é casado.

Jovem e inocente, Diana teve poucos momentos a sós com Charles antes de eles anunciarem o noivado, em fevereiro de 1981. “Quando ele pediu minha mão em casamento, achei que era uma piada. Ele me questionou se eu sabia que um dia seria rainha. No fundo, eu sabia que nunca seria uma rainha, mas teria um papel difícil pela frente”, contou ela, que se mudou para o Palácio de Buckingham após o noivado.

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No cinco meses até o casamento, quase não se encontrava com o futuro marido. Às vesperas do grande dia, Charles chegou a dizer para Diana que não a amava, fazendo com que a jovem quase desistisse da união.

O desejo de ter o seu próprio conto de fadas, no entanto, falou mais alto. “Na noite anterior ao casamento, eu estava calma, mortalmente calma. Senti que era um cordeiro indo para o massacre. Eu sabia a verdade e não podia fazer nada sobre
isso”, desabafou ela.

Assistida por cerca de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo e com a presença de 3500 convidados, a boda do século teve como palco a Catedral de St. Paul. Como uma verdadeira princesa, Diana surgiu deslumbrante em vestido com cauda de quase 8 m e véu com incríveis 140 m.

Por trás da figura irretocável, porém, se escondia uma mulher triste e decepcionada. “Enquanto eu caminhava pelo corredor da catedral de braços dados com meu pai, pensei: que diabos estou fazendo aqui?”, confessou ela.

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A cerimônia seguiu todos os protocolos reais, com desfile em carruagem pelas ruas de Londres e a aguardada aparição na sacada do palácio para o beijo em público.

A lua de mel, em meio ao Mar do Mediterrâneo, também foi traumática. “Lembro-me de chorar muito, mas pelos motivos errados… Eu tinha grandes esperanças para mim, mas elas foram destruídas”, contou Diana ao biógrafo Andrew Morton (67).

Foi ali que o casal teve a primeira oportunidade de ficar a sós, mas, ao invés de encontrar
suas semelhanças, só viram o quanto eram diferentes. “Eu estava entediada, era como ficar presa com um homem de 80 anos”, emendou a então princesa de Gales.

Mantendo as aparências, diante do olhar público, Charles e Diana formavam o casal perfeito, mas, nos bastidores, a relação era conturbada. A princesa passava boa parte do tempo sozinha e, aos poucos, se transformou na integrante mais popular da família real britânica.

Solidária, engajada, acessível e dona de beleza singular, ela passou a ser chamada de Princesa do Povo e sua popularidade começou a incomodar Charles, que sempre foi mais reservado. “Como em qualquer casamento, especialmente quando você vem de pais divorciados como eu, você faz o possível para o seu dar certo”, explicou Diana.

A chegada dos filhos, William (38) e Harry (36), reacendeu as esperanças de Diana ter sua família perfeita, mas, para decepção da princesa, Charles ainda mantinha às escondidas sua relação com Camilla.

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“Éramos três neste casamento, então, estava um pouco lotado”, disparou ela, que passou a sofrer com problemas de bulimia e depressão. A separação veio em 1992. “As pessoas pensam que, no final do dia, um homem é a única resposta. Na verdade, um trabalho gratificante é o que importa”, resumiu a eterna princesa de Gales.


**Esse texto foi extraído do Especial Lady Di, 60 (ED. 1442A), da Revista Caras. Todos os direitos reservados