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Cidade maia que esteve submersa por 2 mil anos é mapeada pela Unesco

O impressionante sítio arqueológico poderá ser explorado virtualmente; entenda

Ingredi Brunato, sob supervisão de Penélope Coelho Publicado em 07/04/2022, às 13h00

Fotografia de especialistas no sítio arqueológico
Fotografia de especialistas no sítio arqueológico - Divulgação/ National Institute of Anthropology and History (INAH)

A existência de ruínas e artefatos maias de 2 mil anos, enterrados no fundo do Lago de Atitlán, localizado na Guatemala, foi descoberta inicialmente 1997, e de lá para cá cada exploração revelou que o tesouro arqueológico era maior do que se achava anteriormente.

A última delas ocorreu entre março e abril de 2022, através dos esforços de uma equipe internacional de especialistas de diversos órgãos, incluindo a própria Unesco, a agência das Nações Unidas voltada para "educação, ciência e cultura". 

Especialista mergulhando em meio a sítio arqueológico / Crédito: Divulgação/ National Institute of Anthropology and History (INAH)

O projeto recente usou de tecnologias de georreferenciamento e planimetria que, de forma resumida, são capazes de coletar com precisão as coordenadas, medidas e formas dos objetos contidos em uma determinada área.

Esse mapeamento poderá ser usado para a construção de modelos do sítio arqueológico, permitindo que passeios virtuais sejam oferecidos para quem tiver interesse, de acordo com informações repercutidas pelo Heritage Daily. 

Um detalhe de relevância é que o estudo utilizou métodos não invasivos de análise para preservar os vestígios maias, que são considerados sagrados pela comunidade indígena local. 

A teoria mais aceita pelos arqueólogos atualmente é de que a cidade maia foi construída em uma ilha do Lago de Atítlan. Em algum momento, porém, o punhado de terra desmoronou para dentro da água.

Possivelmente, esse colapso teria ocorrido em razão de tremores de terra provocados pela atividade do vulcão San Pedro, que fica próximo dali.