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Comédia lendária: 10 fatos inusitados sobre o clássico Monty Python em Busca do Cálice Sagrado

Lançado em 1975, o longa conta a história do Rei Arthur, em busca do lendário artefato católico pela Inglaterra

Joseane Pereira e Caio Tortamano Publicado em 22/01/2020, às 13h54

Pôster do filme Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado
Pôster do filme Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado - Divulgação

Monty Python é um grupo de comédia britânico que marcou época durante a década de 70 por seu humor escrachado e surreal. O sucesso dos comediantes proporcionou aos mesmos a oportunidade de fazerem alguns filmes durante sua trajetória, e o primeiro filme propriamente dito dos Pythons foi Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado.

O falecimento recente de Terry Jones, diretor do longa, comoveu o mundo da arte. Jones morreu devido a uma demência frontotemporal, aos 77 anos, e deixou um legado na comédia britânica e mundial que o grupo de comédia ajudou a moldar.

Confira 10 curiosidades sobre o hilário filme:

1. O nome “Monty Python” não tem significado

Antes de criar o nome que conhecemos, o grupo formado por Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin pensou em vários apelidos, como “The Toad Eleving Moment” ( O Momento de Elevação do Sapo, tradução livre) e “Owl Stretching Time” (Tempo de Alongamento da Coruja, tradução livre). 

Entre eles, John Cleese sugeriu um nome como "Python", e Eric Idle pensou no nome "Monty" se inspirando no estereótipo de um britânico bêbado.

2. Monty Python e o Cálice Sagrado teve vários diretores

O filme marcou a primeira vez em que Gilliam e Jones dirigiram um longa-metragem. Além deles, os créditos oficiais registram que o longa foi dirigido por 14 guanacos chilenos do norte, 142 lhamas mexicanas, 6 lhamas venezuelanas e 40 lhamas equatorianas treinadas.

3. O que gerou a piada do coco foi a necessidade

A irreverência do grupo não vem somente por seu humor sarcástico e nonsense, mas também pela falta de recursos durante a produção do filme. Os cavalos serem substituídos por cocos foi um desses casos em que tiveram que improvisar.

4. O filme originalmente se passava tanto no passado como no presente

A ideia original dos comediantes era fazer uma história em que Arthur procurasse pelo Cálice Sagrado tanto na Idade Antiga como na Idade Moderna. O filme se passa em 932 D.C., e o artefato sagrado seria encontrado em uma loja de departamentos famosa da cidade de Londres.

5. Todos os interiores de castelos são, na verdade, uma fortaleza só

Durante a pré-produção do longa, Gilliam e Jones visitaram uma série de castelos pela Escócia, mas duas semanas antes da produção começar de fato a organização nacional que gere esses castelos (National Trust) proibiu as gravações para preservar a dignidade dos locais.

Terry Gilliam afirmou , ironicamente, em resposta: “A gente não iria respeitar a dignidade das estruturas onde as mais horríveis torturas e estripamentos ocorreram!”

Elenco em frente à uma das locações / Crédito: Getty Images

 

Sendo assim, duas fortalezas de propriedade privada foram alugados pelo grupo. Um desses seria o Castelo Aaargh, e ficava na costa oeste da Escócia. Já todos os outros locais presentes no filme são diferentes ângulos do Castelo Doune, em Glasgow.

6. Eles tiveram um primeiro dia de gravação difícil

Gilliam e Jones eram dois diretores estreantes, e no primeiro dia de filmagem do longa a câmera que tinham conseguido quebrou.

Devido ao baixo orçamento do grupo, o equipamento não era lá essas coisas. Quando finalmente fizeram ela funcionar, o problema agora foi com a sincronização de áudio, obrigando eles a gravarem cenas que não tinham diálogos.

7. A cena do Cavaleiro Negro veio de uma história que John Cleese ouviu na escola

A história em questão era sobre dois lutadores romanos. Enquanto travavam uma luta até a morte, o guerreiro vencedor (quando foi considerado vitorioso) descobriu que já tinha matado seu oponente muito antes do final da luta. Porém, como não sabia que havia ganho continuou até ter certeza de seu triunfo.

A moral da história era a de que, supostamente, se você não desistisse não havia como perder, o que era uma ideia que Cleese odiava, então ele parodiou o conto em uma cena quase sádica com nobres cavaleiros.

8. Investidores ilustres

Nada menos que as bandas Pink Floyd, Led Zeppelin e Genesis investiram 20.000 libras cada uma para a produção do filme.

Com uma quantia inicial de 200.000 libras, a produção conseguiu o apoio dessas bandas com a ajuda de Tony Stratton-Smith, diretor da Charisma Records, gravadora que lançou os primeiros álbuns de comédia do Monty Python.

9. A cena com os franceses foi inspirada em uma história real

Em determinada cena do filme, Arthur se depara com soldados franceses que, do alto de uma torre, provocaram incessantemente os homens que estavam em busca do Cálice Sagrado, chegando até a jogarem uma vaca do alto da torre na direção dos mesmos.

Cena do filme Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado / Crédito: Getty Images

 

Cleese teve a ideia da cena quando leu que tropas medievais tinham como técnica provocar adversários antes de batalhas, como uma forma de desestabilizá-los. Além disso, ele combinou esse fato com a informação de que os romanos catapulteavam animais mortos em direção à exércitos inimigos assim como jogavam fezes nos invasores dos castelos.

10. Uma exibição bombástica

Durante a sua pré-estreia em Cannes, a exibição do filme teve que ser interrompida devido a uma ameaça terrorista, obrigando os espectadores a abandonarem o lugar logo após os créditos iniciais.

Algumas pessoas estavam esperando uma explicação sobre uma suposta pegadinha do Monty Python e outras pessoas acreditaram que a evacuação fazia parte do filme. Mas nada disso foi confirmado.


Para ler mais sobre o grupo de comediantes veja as obras a seguir:

A História (Quase) Definitiva de Monty Python: Cinco britânicos e um americano que reinventaram o nonsense e viraram o mundo de ponta-cabeça, Thiago Meister Carneiro (ebook)

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Monty Python. Uma Biografia Escrita por Monty Python, Monty Python (2017)

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