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Como encontraram o bunker de Hitler?

Ditador nazista passou seus últimos dias em esconderijo subterrâneo

Sérgio Miranda Publicado em 15/11/2019, às 09h00

Chapéu encontrado no interior do bunker de Hitler
Chapéu encontrado no interior do bunker de Hitler - Getty Images

Poucos meses após se tornar chanceler alemão, em 1933, Adolf Hitler construiu um complexo de abrigos antiaéreos sob a sede do governo, em Berlim. Mas o abrigo que ficaria conhecido como o bunker de Hitler não chegou a ficar pronto. Em 1945, ele tinha 16 ambientes, entre dormitórios, salas de lazer, refeitório, cozinha e quartos para os empregados. Faltava construir as guaritas e as torres de vigia quando, em abril, os soviéticos começaram a bombardear Berlim.

Hitler passou os últimos meses de vida nesse bunker, que virou seu quartel-general, de onde ele comandava as ações do Exército nas últimas batalhas da Segunda Guerra. O local era, claro, muito bem protegido, mas os Aliados sabiam de sua existência – mesmo que não conhecessem detalhes da estrutura.

Soldados vasculhando o jardim da Chancelaria do Reich, onde os corpos de Hitler e Eva Braun foram queimados após o suicídio / Crédito: Domínio Público

 

Os porões do complexo abrigavam os principais dirigentes do regime nazista e suas famílias, além de um grande número de oficiais e outros funcionários. Uma área servia de hospital militar de emergência, outra como refúgio para desabrigados e grávidas.

Foi nesse ambiente, cerca de 12 metros abaixo do solo, que Hitler resistiu até 30 de abril de 1945. Nesse dia, ele se despediu formalmente dos mais próximos e, depois do almoço, trancou-se em seus aposentos com Eva Braun, com quem havia se casado na véspera. Ouviu-se apenas um tiro. Hitler foi encontrado com a cabeça estraçalhada e a pistola caída no colo.

Na sua frente estava a mulher, sem nenhum ferimento visível, envenenada com cianureto. Os dois corpos foram removidos para o pátio, encharcados com 180 litros de gasolina e incendiados em meio a uma silenciosa saudação fascista.

Soldados examinam um sofá manchado de sangue localizado dentro do bunker de Hitler / Crédito: Getty Images

 

Outras mortes se seguiram no mesmo molde. Os que restaram vivos fugiram rapidamente do bunker pelos túneis que o ligavam ao metrô de Berlim. Mas não foram muito longe. Aos poucos, os boatos sobre o suicídio de Hitler tomaram conta dos comandantes e soldados alemães, enfraquecendo ainda mais os últimos focos de resistência à tomada da capital alemã pelos soviéticos.

Assim, no dia 2 de maio de 1945 o Exército Vermelho ocupou, com pouquíssima resistência, a sede do governo nazista – e, de quebra, o bunker de Hitler. O primeiro-tenente Ivan Klimenko, conduzido pelos funcionários do Führer que ainda estavam no local, foi o primeiro a entrar no abrigo. Pelo gesto, foi nomeado “herói da União Soviética”.


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