Como o pentagrama virou um símbolo satânico?

Ele ainda hoje decora igrejas e mesquitas - era usado para espantar o Diabo

Redação AH Publicado em 04/03/2017, às 15h08 - Atualizado em 16/10/2018, às 13h21

Pentagrama 'do bem' de Eliphas Levi
Wikimedia Commons
BANDEIRAS & BRASÕES 

O pentagrama apareceu pela primeira vez entre os Sumérios de 3000 a.C., com um significado astrológico. No século 5 a.C., os discípulos de Pitágoras adotaram o pentagrama como símbolo místico, representando os quatro elementos mais o quinto, o espírito. Em cada ponta, aparecia uma letra do nome da deusa da saúde, Hígia.

 

Na Idade Média, cristãos europeus passaram a usá-lo como amuleto contra demônios, representando as cinco chagas de cristo. Islâmicos o usaram como elemento decorativo - em mesquitas. Na Renascença, o alquimista alemão Heirich Cornelius Agrippa (1486-1535) resgatou o significado original dos cinco elementos. Essa é a interpretação do pentagrama, com a ponta para cima, no neopaganismo Wicca

Foi só no século 19 que surgiu a versão “satânica”, de cabeça para baixo, pelo ocultista francês Eliphas Levi. Ele afirmou que, se a ponta, que representa o espírito, fica para baixo, o pentagrama passa a simbolizar o domínio da matéria sobre as coisas elevadas, um símbolo de magia negra, no qual pode ser vista a face do bode Baphomet. 

Nessa versão, foi adotado pela Igreja de Satã, fundada por Anton LaVey em 1969. Insólita organização na qual é proibido acreditar realmente no Diabo.