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Como surgiu o refrigerante?

A novidade revolucionou o consume das bebidas, e grandes marcas, que existem até hoje, foram criadas em pouco mais de 10 anos

Redação AH Publicado em 12/02/2019, às 16h00

Refrigerantes: Uma revolução no mundo das bebidas
Getty Images

A bebida teve origem em farmácias, em uma época em que eram populares as propriedades medicinais das fontes de águas minerais para curar várias enfermidades. O americano Joseph Priestley já criara, em 1767, um meio de produzir água gaseificada, a soda. Mais tarde, em 1832, seu conterrâneo John Mathews desenvolveu um aparato que fazia o mesmo, mas no balcão da farmácia. Ela era receitada para tratamentos que iam de simples cólicas à poliomielite.

No meio do século 19, as farmácias de todo o território dos Estados Unidos tinham fontes de soda. Foi numa delas, não se sabe exatamente onde, que um farmacêutico teve a ideia de adicionar açúcar e corante ao preparado.

Primeiro foi xarope de limão – e estava criada a soda limonada. Depois, vieram as misturas com morango, noz-de-cola – um fruto africano parente do cacau, rico em cafeína – e ginger-ale, feito de gengibre. Os xaropes gasosos, como eram chamados, eram vendidos a 1 centavo de dólar e viraram um sucesso.

Com isso, muitas farmácias se transformaram em pontos de encontro. Algumas até deixaram de vender remédio para se dedicar à nova bebida. As três atuais maiores marcas americanas foram criadas em um espaço de pouco mais de dez anos, por três ex-farmacêuticos. Charles Alderton inventou a fórmula da Dr. Pepper, em 1885. Um ano depois, John Pemberton criou uma à base de noz-de-cola, folhas de coca e outros ingredientes, a Coca-Cola. Em 1898, surgiu a Pepsi-Cola, que usava a mesma noz-de-cola e uma enzima para “ajudar na digestão”, a pepsina.