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Condenada à morte dentro de uma caixa: a insólita imagem da execução de uma mulher mongol

A fotografia foi registrada em 1913, pelo banqueiro francês Albert Kahn durante uma viagem a Mongólia

Victória Gearini Publicado em 23/12/2020, às 17h15 - Atualizado às 17h44

Mulher mongol sendo torturada em 1913 em foto colorizada
Mulher mongol sendo torturada em 1913 em foto colorizada - Divulgação / Albert Kahn

Em julho de 1913, o banqueiro francês Albert Kahn registrou uma das cenas mais cruéis e pertubadoras da História. Considerado o pioneiro de fotografias coloridas — processo inventado pelos irmãos Lumière — o homem tirou uma foto de uma mulher mongol sendo torturada.

A insólita imagem

No ano do fatídico episódio, Kahn estava viajando pelo mundo e conhecendo países que para ele eram considerados “exóticos”. No entanto, durante sua estadia na Mongólia, o banqueiro registrou uma das cenas mais chocantes da humanidade.

Enquanto fotografava uma região remota do deserto, o milionário avistou uma caixa abandonada. Ao se aproximar, o fotógrafo se deparou com uma mulher presa no intrigante objeto. Contudo, o homem foi impedido de ajudá-la, pois, isso poderia ferir códigos que determinavam que um indivíduo de uma outra cultura não devia interferir diretamente no sistema de leis de outros países. 

O banqueiro francês Albert Kahn / Crédito: Wikimedia Commons

 

Sem poder fazer nada para salvá-la, Kahn foi obrigado a deixá-la sozinha no deserto enquanto a mulher ansiava pela morte. Já em 1922, a imagem do fotógrafo foi publicada pelo National Geographic sob a legenda: “Prisioneira da Mongólia em uma caixa”.

Na época, a fotografia viralizou no mundo e muitos editores de revistas presumiram que a mulher foi condenada à morte como punição por suposto adultério. No entanto, sabe-se que a vítima foi abandonada no deserto para morrer de fome, frio e sede, por meio de um processo lento e doloroso.

Os métodos de tortura 

Durante o período do Império Romano, prisioneiros eram submetidos ao método de tortura que ficou conhecido como “emparedamento”. Tal prática consistia em colocar o condenado dentro de um espaço lacrado e sem saídas, que o impossibilitava de se sentar ereto ou de se deitar. Já quando era usado para execução, o indivíduo era aprisionado em caixas ou caixões, onde morria de fome e desidratação.

Mongólia nos dias atuais / Crédito: Wikimedia Commons

 

Já na Mongólia, este método foi utilizado até o início do século 20. No entanto, mesmo que algumas pessoas fossem proibidas de receber alimentos — como no caso da mulher da foto em questão — elas poderiam clamar por comida. Entretanto, os prisioneiros muitas vezes agonizavam durante dias até morrerem. 

Na Europa, há outros relatos de descobertas de cadáveres que foram mortos desta forma durante períodos que remontam a Idade Média. Ao longo dos anos, os pesquisadores encontraram, ainda, uma série de canções folclóricas que mencionam tais métodos de tortura medieval.


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