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Confira as descobertas arqueológicas mais notáveis da semana

De túmulo de príncipe germânico com seis concubinas a restos de casal guerreiro de 2,5 mil anos, leia mais sobre o que pesquisadores encontraram nesta semana

Isabela Barreiros Publicado em 27/09/2020, às 08h00

Fotografia dos esqueletos e das armas encontrados na Sibéria
Fotografia dos esqueletos e das armas encontrados na Sibéria - Divulgação

1. Túmulo monumental de 1.500 anos na Alemanha

Artefato raro encontrado / Crédito: Divulgação/DPA/PA

 

Essa provavelmente foi a descoberta mais impressionante desta semana, principalmente porque pesquisadores a consideraram o maior achado da Alemanha dos últimos 40 anos. Arqueólogos encontraram, no estado de Saxônia-Anhalt, na Alemanha, um majestoso túmulo de um possível senhor ou príncipe germânico que morreu há 1.500 anos.

Não foram encontrados os restos mortais do homem em questão, mas os pesquisadores observaram que esqueletos de seis mulheres foram enterrados em círculo em volta de um caldeirão e ossos de pelo menos 11 animais distintos foram enterrados nas proximidades. Além disso, eles também encontraram objetos valiosos que demonstram o quão poderoso o indivíduo provavelmente era, como espadas, moedas de ouro e tigelas de vidro decoradas.

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2. Naufrágio do século 7 em Israel

Fotografia do mastro descoberto. Crédito: Divulgação/ Rony Levinson 

 

Para o pesquisador Maayan Cohen, do Departamento de Civilizações Marítimas da Universidade de Haifa, essa foi uma descoberta única. Escavações subaquáticas realizadas na costa de Israel revelaram restos bem preservados de um navio que remonta ao século 7 d.C. 

O naufrágio encontrado consiste principalmente em um mastro e velas, que foram conservados devido à falta de água e oxigênio por estarem muito fundo na areia. Foram descobertos ainda objetos que ajudam a entender a rotina da tripulação a bordo da embarcação, como tijolos de argila, onde os marinheiros cozinhavam suas refeiçõe, e peças de jogos usados para passar o tempo no alto-mar.

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3. Esqueletos de casal guerreiro de 2,5 mil anos na Sibéria

Crédito: Divulgação

 

Uma equipe de arqueólogos foi responsável por encontrar, em uma região da Sibéria, na Rússia, quatro esqueletos bem preservados datados de 2,5 mil anos atrás. Segundo os pesquisadores, tratam-se dos restos mortais de um casal de guerreiros, seu bebê e uma serva, que faziam parte da civilização cita. 

Além dos ossos dos indivíduos, que provavelmente morreram devido a uma infecção em comum, foram descobertos seus bens materiais, como vasos e frascos de comida e suas armas usadas em batalha, como machados e adagas de bronze. A dupla tinha por volta de 30 anos quando morreu e a serva deveria estar na casa dos 60. 

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4. Sarcófago da 25ª dinastia faraônica no Egito

O sarcófago / Crédito: Divulgação/Facebook/Ancient Egypt Artifacts

 

Na necrópole Tuna al-Jabal, localizada no sítio arqueológico de Gharaifa, cidade egípcia de Minya, arqueólogos descobriram um impressionante sarcófago acompanhado de inúmeros itens funerários. Acredita-se que o objeto com notável estado de conservação esteja lacrado desde sua produção, sendo encontrado a cinco metros de profundidade no local.

O artefato, feito de pedra calcária, foi decorado com desenhos em hieróglifos que representam os quatro filhos de Hórus. Análises preliminares realizadas na descoberta indicam que a pessoa abrigada pelo sarcófago se chamou Jahouti Umm Hoteb e viveu no período da 25ª dinastia do Egito Antigo.

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5. Pássaros sacrificados no Egito Antigo

Um dos muitos pássaros encontrados / Crédito: Divulgação/Romain Amiot/LGL-TPE/CNRS

 

Escavações realizadas na necrópole do Vale do Nilo, no Egito, revelaram a existência de milhões de aves selvagens, que provavelmente foram sacrificadas para deuses egípcios, no subsolo da região. Os pesquisadores as identificaram como pertencentes ao grupo heterogêneo de aves de rapina. 

A maior hipótese dos especialistas é que esses animais serviram como oferenda para os deuses egípcios Hórus, Rá ou Thoth. No entanto, não se sabe ainda a origem dessas aves: é possível que elas tenham sido tanto criadas para o sacrifício quanto caçadas durante o Egito Antigo. 

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6. 14 novos sarcófagos de 2,5 mil anos no Egito

Fotografias registram ministro com itens encontrados / Crédito: Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

 

Um time de arqueólogos do Ministério de Antiguidades do Egito foi responsável por encontrar mais 14 ornamentos funerários, datados de 2,5 mil anos, uma semana depois de identificar 13 sarcófagos com estruturas de madeira. A descoberta impressionante foi feita necrópole do deserto de Sacará, no Egito.

Todos os objetos impressionaram devido ao seu excelente estado de conservação, visto que não apresentam nenhum registro de interferência humana, provavelmente por estarem completamente selados. Com isso, o órgão arqueológico já contabiliza 27 estruturas funerárias descobertas apenas neste mês na região.

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7. Taverna do século 18 nos Estados Unidos

Crédito: Divulgação/Charles Ewen

 

O fazendeiro Free Perry encontrou, no quintal de sua casa, próxima à cidade de Raleigh, na Carolina do Norte, Estados Unidos, inúmeros artefatos que podem indicar que o local anteriormente foi uma taverna, durante o século 18. 

Escavações posteriores revelaram objetos como garrafas de vidro quebradas, restos de cachimbos, recipientes de cerâmica, conchas, chaves e uma fonte ornamentada feita de mármore. A descoberta mais impressionante foi uma joia de vidro com a frase “Wilkes e Liberty 45”, que representava uma declaração de oposição ao rei George III da Inglaterra.

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8. Pedra rúnica da Era Viking na Suécia

Crédito: Divulgação/Museu Västervik 

 

O agricultor Lennart Larsson foi responsável por descobrir, enquanto arava um terreno na cidade de Västervik, na Suécia, uma pedra rúnica de 2 metros de comprimento e 1 metro de largura que remonta ao período Viking, datando da primeira metade do século 11. Ela foi considerada como a descoberta do ano pelo especialista em runas Magnus Källström. 

O grande monumento possui inúmeras inscrições, como por exemplo a de um animal mordendo o próprio rabo, que pode estar ilustrando a famosa serpente nórdica de Midgard. A pedra também apresentava a gravura de uma cruz, indicando que ela foi uma homenagem a um morto. 

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9. Fábrica têxtil de 4 mil anos na Turquia

Crédito: Divulgação/ DHA

 

Uma série de escavações que vem sendo realizada no monte Beycesultan, oeste da Turquia, há pelo menos 12 anos, revelou, recentemente, evidências de que o local já abrigou uma fábrica têxtil há 4 mil anos.

Arqueólogos encontraram restos de um tear, que é uma máquina de tecelagem antiga, e ferramentas destinadas para produção de tecidos, adicionando mais camadas de evidências para a possibilidade de ter existido uma fábrica têxtil no local.

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10. Mosaicos de igreja de 1.600 anos na Turquia

Crédito: Divulgação/Agência Anadolu (AA)

 

Arqueólogos encontraram, na vila de Göktaş, ao sudeste da Turquia, vestígios de uma antiga igreja, que acredita-se remontar de 1.600 anos atrás. Foram descobertos principalmente mosaicos que antigamente faziam parte do piso da capela. 

O líder das escavações e diretor do Museu Mardin, Abdülgani Tarkan, disse que a basícila foi construída no ano de 396 d.C e que as peças encontradas contém representações muito interessantes. Alguns exemplos são “representações de animais, formas geométricas e figuras humanas, bem como cenas de pessoas caçando”. 

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