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Conheça 5 máscaras históricas assustadoras

Os acessórios foram usados desde uma forma de tortura até como modelo estético

Alana Sousa Publicado em 03/04/2019, às 16h00

Bebês em máscaras de gás
Reprodução

Máscaras são muitos comuns em rituais antigos, sejam religiosos ou apenas por celebração. Aqui reunimos máscaras que entraram para a história por serem assustadoras e criarem um visual macabro.

Confira abaixo:

1. Máscara de gás para bebês

Durante a Segunda Guerra Mundial, adultos, crianças e até mesmo animais tinham que usar constantemente máscaras de gás. O governo americano queria que a população estivesse preparada a todo momento caso acontecesse um ataque com armas químicas dentro de seu território.

As máscaras para adultos já eram bizarras, mas as infantis conseguiram superá-las. O equipamento era pesado e muito grande, sendo que maioria dos bebês eram engolidos pela máscara -- que não era feita em diferentes tamanhos. Para o dispositivo funcionar, um adulto tinha que manusear continuamente a bomba de ar, algo que não seria muito prático em situações de emergência.


2. Máscaras da morte

As máscaras da morte foram bastante populares ao longo da história. Elas existem desde os tempos antigos e entraram em desuso apenas no século XX. Logo nas primeiras horas após a morte de alguém, médicos eram responsáveis por usar a cabeça do morto para esculpir um modelo feito de cera ou gesso. A prática servia para eternizar uma lembrança para a família, e algumas vezes, usada para fins religiosos.

Na imagem está um das máscaras mortuárias mais famosas da história. A mulher anônima era L'Inconnue de la Seine , que foi retirada do rio Sena na década de 1880, após ter morrido possivelmente de afogamento.

Os rostos do leito de morte de Napoleão, do presidente americano Abraham Lincoln, da rainha Maria da Escócia, de Beethoven e de muitas outras figuras estão eternizados por meio de tais máscaras.


3. Máscaras da vergonha

As máscaras da vergonha, em alemão schandmaskes, foram uma forma de punição social alemã, que ficou em vigor nos séculos 17 e 18. A máscara era feita de ferro e seu uso era forçado em pessoas que violavam regras que hoje parecem banais, tais como fofocar, contar piadas sujas ou inventar mentiras.

Além do peso do artefato, o principal objetivo era humilhar o infrator. As máscaras eram feitas de detalhes que instigavam o crime cometido: orelhas de burro para indicar um indivíduo tolo, línguas longas para representar um fofoqueiro, e enormes narizes de porco para indicar que a pessoa estava “suja”.


4. Máscara geofagia

O hábito de comer sujeira ou substâncias terrestres pode ser considerado como um distúrbio psicológico na alimentação, apesar de não haver um consenso se isso é prejudicial ou não para a saúde.

Nos séculos 16 e 17, escravos adquiriram a prática em lugares na África Ocidental, onde a geofagia era bastante difundida, tendo as substâncias até mesmo comercializadas. Os donos de escravos no período acreditavam que esse costume não era saudável. Foram alertados por médicos de que ela daria depressão, dores no estômago, falta de apetite, falta de ar e vertigem aos escravos.

Então, em uma tentativa de proteger sua “mão de obra”, os proprietários de escravos equiparam os comedores de terra com máscaras que bloqueavam a boca, e quase metade do rosto inteiro. Eles eram obrigados a usar a máscara mesmo enquanto trabalhavam em condições úmidas e perigosamente quentes.


5. Máscara visard

As máscaras visard ou viseira eram comum no século 16. Grande parte das mulheres eram obrigadas a usar. O acessório era feito de veludo preto e usado para supostamente esconder a pele do sol e criar um ar de mistério no rosto da mulher.

Phillip Stubbes, um autor da época, descreveu o hábito dizendo que se um homem encontrasse uma dessas mulheres de máscara negra “ele pensaria que encontrou um monstro ou um demônio”. O objeto possuía apenas uma pequena abertura na boca, que ajudaria a manter a viseira no lugar certo, e outra nos olhos para permitir a visão.

O artefato saiu de moda no século 17, quando ele passou a ser associado a prostitutas.