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Cruéis torturas: 5 fatos sobre Irma Grese, a Cadela de Belsen

A supervisora sênior da SS era responsável pelas mais sádicas torturas, escolhendo ainda as moças mais bonitas de Auschwitz para enviar primeiro para a câmara de gás

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 27/01/2021, às 15h44 - Atualizado às 18h44

Imagem colorida de Irma Grace
Imagem colorida de Irma Grace - Wikimedia Commons

Muito além de Hitler, inúmeras foram as pessoas que fizeram com que a Alemanha se transformasse em uma máquina nazista. Oficiais, médicos, ministros, carrascos e muitos outros foram responsáveis por atos cruéis que perduraram durante o período histórico.

Josef Mengele e o cruel ministro da propaganda Joseph Goebbels são alguns dos nomes lembrados quando se fala sobre os “braços” de Hitler. Mas outra, menos conhecida, também cometeu crimes horrendos em nome do nazismo: Irma Grese.

A Aventuras na História separou 5 fatos sobre Irma Grese, a Cadela de Belsen. Confira!

1. Começo da vida

Irma Grace (no meio) quando tinha 17 anos/ Crédito: Wikimedia Commons

 

Uma dos cinco filhos de um leiteiro, Irma Grese nasceu no município alemão de Feldberger Seenlandschaft. Ela teve uma juventude difícil: aos 13 anos de idade, assistiu o suicídio de sua mãe. A mulher descobriu que estava sendo traída com a filha de um dono de bar local. Durante sua adolescência, também teve problemas na escola.

Segundo Helene, uma de suas irmãs, ela era maltratada no colégio, mas não tinha coragem de se defender. Esse foi um dos principais motivos para Grese ter abandonado o ensino aos somente 15 anos. A partir disso, ela teve que começar a ganhar dinheiro, trabalhando em uma fazenda, numa loja e um sanatório da SS, onde tentou se formar como enfermeira, mas não conseguiu.


2. O nazismo

Embora tenha tentado se formar enfermeira em um sanatório da organização paramilitar ligada ao partido nazista e a Adolf Hitler, Irma ainda não estava ligada ao nazismo na época: isso veio depois. Com 18 anos, ela se voluntariou para treinamento no campo de Ravensbruck.

Com o começo desse envolvimento com o nazismo, seu pai acabou expulsando a filha de casa. Mas nem isso mudou a mentalidade da jovem, que acabou crescendo ainda mais dentro do partido. Assim, Grese foi transferida para Auschwitz, o maior campo de extermínio nazista. Depois, tornou-se supervisora sênior da SS, o segundo mais alto que mulheres poderiam ocupar.


3. Sexismo

Irma Grese e Josef Kramer / Crédito: Wikimedia Commons

 

Como mencionado, Grese chegou a um cargo elevado, especialmente para espaços que mulheres poderiam ocupar durante o nazismo. Com isso, ela se transformou em uma figura completamente sadista, capaz das mais diferentes atrocidades. Ainda assim, segundo Wendy Lower, autora de As Mulheres do Nazismo, grande parte dos registros sobre mulheres nazista foi obscurecido pelo sexismo e estereótipos.

Além disso, a própria mulher apresentava comportamentos marcados pelo machismo. Por exemplo, ela sempre escolhia as moças mais bonitas para enviar primeiro para a câmara de gás, fora as torturas feitas especialmente para as prisioneiras. De acordo com Wendy Adele-Marie Sarti, no estudo Women and Nazis: Perpetrators of Genocide and Other Crimes During Hitler's Regime, Irma golpeava mulheres em seus seios.


4. As atrocidades 

Sarti descreveu em sua pesquisa que a nazista tinha comportamentos extremamente sadistas e crueis. Durante seu tempo como guarda feminina no complexo de Auschwitz, ela foi responsável por inúmeras mortes, embora esses dados sejam geralmente ocultados.

Ela forçava garotas judias a serem suas vigias enquanto ela estuprava outros reclusos, atiçava cachorros com chutes e chicoteadas para que eles se tornassem agressivos e atacassem os prisioneiros e muito mais. De acordo com registros da Biblioteca Virtual Judaica, Grese tinha abajures feitos com a pele de três prisioneiros mortos.


5. Julgamento

Irma Grase (número 9) no tribunal esperando por seu julgamento / Crédito: Wikimedia Commons

 

Junto de outros 45 nazistas, a Cadela de Belsen, como ficou conhecida, foi presa pelos britânicos durante a primavera de 1945. Mesmo sendo acusada de crimes de guerra, ela se declarou inocente. Grese não conseguiu sustentar isso por muito tempo, afinal, muitas pessoas que sobreviveram testemunharam contra ela.

Depois das acusações serem comprovadas pelos testemunhos, ela foi condenada à morte. A nazista foi enforcada no dia 13 de dezembro daquele ano, com apenas 22 anos, tornando-se a pessoa mais jovem a ser enforcada pela lei britânica durante o século 20.  Suas últimas palavras ao carrasco foram Schnell  (Rápido).


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