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Da sobrevivência em alto-mar a captura por japoneses: 5 fatos sobre a saga de Louis Zamperini

O americano passou por momentos de pânico e tortura, mas sobreviveu e serviu como exemplo de inspiração para o mundo

Alana Sousa Publicado em 05/09/2020, às 07h00

Louis Zamperini
Louis Zamperini - Divulgação/Universal Pictures

Nascido nos Estados Unidos em 1917, Louis Zamperini viveu longos 97 anos, e colecionou histórias quase inacreditáveis para contar. O americano que era uma criança problemática encontrou na corrida uma motivação. Rapidamente se tornou um astro mundial, mas esse foi apenas um capítulo de sua jornada.

Confira abaixo 5 fatos sobre a incrível saga de Zamperini.

1. Olímpiadas de Inverno: o início de tudo

O primeiro momento em que Louis Zamperini teve contanto com o atletismo foi através de seu irmão mais velho, Peter. Ele o incentivou a se juntar a uma equipe de maratona, em pouco tempo, o que era para ser um hobby se tornou uma atividade que o jovem levava com total seriedade.

Louis Zamperini quando era atleta / Crédito: Getty Images

 

Por seus resultados positivos, foi chamado para representar os Estados Unidos nas Olimpíadas de Berlim, em 1936. Zamperini terminou em 8º lugar na prova de 5m mil metros; mas se destacou em sua volta final, na qual foi tão rápida que quebrou o recorde mundial e atraiu atenção do público — até mesmo de Adolf Hitler, que o parabenizou com um aperto de mão ao final da competição.


2. Sobrevivendo no mar na Segunda Guerra

Em setembro de 1941, já durante a Segunda Guerra Mundial, Louis foi recrutado pelas forças armadas e atuou como aviador; recebeu a comissão de segundo-tenente de um esquadrão aéreo de bombardeiros. Em uma missão de resgate sobre o Pacífico, no dia 27 de maio de 1943, sua vida seria colocada à prova.

“Ninguém vai conseguir sobreviver a isto”. É o que pensou Louis enquanto a aeronave caía em direção à água. De todos os onze tripulantes, sobraram apenas três: Zamperini, o piloto, Russell Allen Phillips, e o artilheiro da cauda, Francis McNamara. Os três soldados logo buscaram refúgio em um pequeno bote, com pouca comida e nenhuma água.

Por semanas os homens sobreviveram comendo peixe cru e capturando pássaros que pousavam no barco. No 33º dia, McNamara não resistiu e morreu; os colegas embrulharam seu corpo e jogaram-no ao mar. Foi apenas no 47° dia à deriva, que o resgate apareceu. Entretanto, esse só seria a continuação do pesadelo.


3. Prisioneiro de Guerra

Próximo às Ilhas Marshall, a mais de 1700 milhas marítimas do local da queda, o americano foi resgatado. Para o azar de Zamperini, por militares japoneses. De dias de pânico em alto mar, ele foi encaminhado para um campo de prisioneiros norte-americanos.

Louis Zamperini enquanto soldado na Segunda Guerra / Crédito: Getty Images

 

Em Kwajalein, conhecida como Ilha da Execução, o cotidiano era cruel. Passava a maior parte do tempo com a cabeça em um buraco, bebendo água suja e alimentando-se com pequenas porções de arroz. Louis, que estava pesando 30 kg, era submetido a experimentos médicos. A todo momento achava que não ia aguentar mais e, enfim, desistir.


4. Tortura e O Pássaro

Durante seu tempo no campo de prisioneiros, Zamperini experienciou na pele que o que está ruim poderia ficar pior. Após Mutsuhiro "O Pássaro" Watanabe, guarda da prisão e um dos criminosos de guerra mais procurados do Japão da época, perceber que ele era importante para os EUA, sua nação, decidiu usar métodos ainda mais brutais de tortura.

“Eu rezava para voltar no tempo, para ficar à deriva no mar”, contou Louis no livro Invencível (2011), da autora Laura Hillenbrand. O Pássaro tornava as agressões e humilhações mais intensas a cada dia, levando o ex-atleta além de seu limite.


5. Resgate e vida pós-guerra

Após o fim da guerra, Zamperini retornou para casa e foi recebido como um herói. Porém, seus dias de desespero estavam gravados em sua mente, por anos ele sofreu com pesadelos e flashbacks de quando achou que iria perder sua vida.

O corredor Louis Zamperini em 2004 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Um ano depois de voltar para os EUA, em 1946, se casou com Cynthia Applewhite. Juntos tiveram dois filhos e permaneceram casados até a morte da mulher, em 2001. Para superar os traumas do passado, o sobrevivente se voltou à religião, dando entrevistas e palestras para contar as histórias mais insólitas de sua vida. Ele morreu de pneumonia, em 2014, aos 97 anos.


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