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Da vizinhança dos ditadores ao naufrágio do Titanic: 5 coincidências históricas bizarras

Stalin, Hitler e outros líderes históricos moraram na mesma cidade, ao mesmo tempo; mas essa não é a mais improvável das coincidências

Caio Tortamano Publicado em 19/04/2020, às 08h00

Adolf Hitler e Josef Stalin estiveram durante o mesmo período em Viena, sem nem se conhecerem
Adolf Hitler e Josef Stalin estiveram durante o mesmo período em Viena, sem nem se conhecerem - Divulgação

1. O naufrágio mais famoso da História

Todos conhecem a narrativa trágica do Titanic, o navio britânico que naufragou em sua viagem inaugural e foi responsável pela morte de centenas de pessoas. No entanto, uma das maiores curiosidades sobre o caso é desconhecida por grande parte do público.

O naufrágio do Titanic no clássico filme / Crédito: Divulgação

 

14 anos antes do acidente, em 1898, o escritor Morgan Robertson lançou o conto Futility, or the Wreck of the Titan, no qual relata a história do transatlântico Titan que afunda no Atlântico Norte depois de bater em um iceberg. Alguns detalhes são assustadores: o nome do capitão, nas duas ocasiões, é Smith. O mês em que os acidentes aconteceram também é o mesmo, em abril. 


2. Vizinhança indiscreta de Viena

A capital da Áustria foi, durante muito tempo, uma das cidades de maior movimentação cultural e política da Europa, especialmente durante o século 20. Tanto que, ao mesmo tempo na notória cidade (durante o verão de 1913, pelo menos), moravam simplesmente algumas das personalidades mais insólitas do século: Adolf Hitler, Josef Stalin, Leon Trotsky e Josip Broz Tito.

O futuro líder nazista estava tentando (sem sucesso) ganhar a vida sendo um artista enquanto Stalin passou apenas um mês na cidade, onde se encontrou com Trotsky — esse residente da capital austríaca. Tito viria a ser um revolucionário comunista da Iugoslávia (presidente do país de 1953 a 1980), mas na época, era um maquinista envolto pelos movimentos trabalhistas locais.


3. Pouso duplamente forçado

Joseph Figlock era um humilde varredor de rua que trabalhava na cidade de Detroit, nos Estados Unidos do século 30. Certo dia, enquanto varria um beco na cidade, uma criança caiu da janela, quatro andares acima dele. A menina caiu justamente na cabeça de Figlock, amortecendo a queda e salvando sua vida.

Um ano depois, enquanto o varredor fazia seu trabalho pelas ruas da cidade, outra criança, dessa vez um garoto, caiu pela janela. Assim como da vez anterior, os dois tiveram um final feliz, e ninguém saiu muito ferido.


4. O primeiro e o último

Os túmulos dos mortos de guerra, principalmente os da Primeira e Segunda são conhecidos por terem visuais semelhantes, uma vez que o Estado se incubia dos custos. A atitude representava um alívio para muitas das famílias dos soldados, que em momento de guerra, enfrentavam a pobreza.

Túmulo e placa em memória à John Parr / Crédito: Divulgação

 

O primeiro soldado britânico a entrar em ação durante a Primeira Guerra foi John Parr, atingido por um alemão em agosto de 1914, na Bélgica. O último soldado britânico a ser morto em ação no mesmo conflito foi George Ellison, morto também na Bélgica em 1918, uma hora e meia antes do armistício ter sido efetivado. A coincidência? Eles foram enterrados no mesmo cemitério, 5 metros um do outro.


5. Crimes iguais, com 157 anos de diferença

Dois capítulos obscuros e muito estranhos marcam a história secular de Erdington, um subúrbio de Birmingham, na Inglaterra. Em 27 de maio de 1817, o corpo de Mary Ashford, de 20 anos de idade, foi encontrado em uma vala. As autoridades perceberam que Mary Ashford estava de bruços e havia sido estuprada antes de morrer. Naquela noite, a moça foi até uma casa de shows, a Tyburn House, onde tinha dançado com uma amiga.

Se passaram exatamente 157 anos, quando um segundo crime muito semelhante ocorreu, no mesmo dia 27 de maio, só que de 1974. Outra moça, também de 20 anos de idade, foi assassinada na mesma região, e seu corpo foi encontrado em uma vala próximo à estrada principal, em Erdington.

Ela chamava Barbara Forrest e era enfermeira em um hospital pediátrico. O corpo dela - assim como o de Mary Ashford - tinha sinais de estupro. A moça também tinha saído para curtir na noite em que fora morta. 


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