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Revolucionárias e, muitas vezes, sem reconhecimento: 10 inventoras que mudaram o mundo

Do Wi-Fi até as escadas de incêndios, diversas engenheiras, arquitetas e cientistas desenvolveram projetos que ficaram marcados na história

Pamela Malva / Atualizado por Fabio Previdelli Publicado em 06/04/2021, às 16h00 - Atualizado às 16h21

Hedwig Eva Maria Kiesler, Maria Telkes e Marie Van Brittan Brown
Hedwig Eva Maria Kiesler, Maria Telkes e Marie Van Brittan Brown - Wikimedia Commons

Por muito tempo, as mulheres no mundo da ciência e das invenções não receberam reconhecimento que mereciam. Ainda que seus projetos e protótipos tenham mudado muito a rotina das pessoas, pouco se sabe sobre cada uma delas, muito em virtude do machismo presente na sociedade da época — embora ainda hoje ele exista.

De máquinas de sorvete, a escadas de incêndio e aquecedores de carros, engenheiras, arquitetas e cientistas colocaram seus nomes entre algumas das invenções mais relevantes da história. Pensando nisso, a equipe do site Aventuras na História separou 10 invenções de mulheres que inovaram diversos cenários. Confira nossa lista:

1. Escadas de incêndio, de Anna Connelly

Em 1887, Anna Connelly inventou uma espécie de rampa de metal retrátil, diferente das escadas que conhecemos hoje.

Anna Connelly e a patente das escadas de incêndio / Crédito: Reprodução/Facebook

 

Em formato de ponte, a invenção ligava um prédio ao outro, facilitando fugas seguras em casos de incêndio — antes disso, as pessoas fugiam para o topo do edifício em chamas.


2. Máquina de fazer sorvete , de Nancy Johnson

Não apenas pioneira na produção dos sorvetes, Nancy Johnson também descobriu como produzir dois sabores de sorvete ao mesmo tempo. Sua invenção,  criada em 1843, ganhou o nome de Dasher. A engenhoca era composta por um cilindro de estanho dentro de um balde de madeira cheio de gelo.

A máquina de sorvetes de Nancy Johnson / Crédito: Wikimedia Commons

 

O mecanismo era acionado manualmente e contava com uma tampa para facilitar o congelamento da mistura. Dividido ao meio, o cilindro de metal girava e poderia comportar duas massas diferentes de sorvete, que eram produzidas simultaneamente.


3. Aquecedor de carros, de Margaret A. Wilcox

Uma das primeiras engenheiras mecânicas já registradas, Margaret A. Wilcox criou o aquecedor dos carros. Em 1893, a engenheira percebeu que poderia redirecionar o ar quente do motor para o interior dos veículos.

Margaret A. Wilcox e a patente do aquecedor de carros / Crédito: Wikimedia Commons

 

Assim, criou uma câmara de combustão com tubos de água, que ficava na parte de baixo dos carros. O sistema permitia que ar quente fosse jogado diretamente aos pés dos passageiros e tornou-se uma base para os aquecedores modernos.


4. Refrigerador elétrico, de Florence Parpart

A história de Florence Parpart no mundo das invenções e patentes começou em 1904, quando ela ainda era solteira. Naquela época, patenteou e, depois, vendeu uma melhoria para as máquinas industriais de varrer.

Florence Parpart e uma geladeira elétrica / Crédito: Reprodução/Twitter

 

Anos mais tarde, já casada, a jovem patenteou sua maior invenção: a geladeira elétrica, em 1914. Com a invenção, Florence atualizou modelos já existentes e facilitou o processo de refrigeração, o que levou as caixas de gelo ao esquecimento.


5. Limpador de para-brisa, de Mary Anderson

Andando na rua, Mary Anderson percebeu que, constantemente, motoristas de bondes tinham que descer do veículo para retirar neve e gelo dos vidros da parte da frente de seus carros. Assim, em 1903, ela criou o primeiro limpador de para-brisas.

Mary Anderson e a patente dos limpadores de para-brisas / Crédito: Wikimedia Commons

 

Com um braço oscilante, o mecanismo tinha uma lâmina de borracha e era acionado pelo motorista, através de uma alavanca dentro do carro. Naquela época, os limpadores poderiam ser removidos em períodos quentes e reinstalados em momentos de chuva ou nevasca.


6. O Wi-fi, de Hedwig Eva Maria Kiesler

Quando tinha 19 anos, a atriz austríaca Hedwig Eva Maria Kiesler casou-se com um fabricante de armas que tinha contatos no partido nazista. Infeliz com o relacionamento, a jovem mudou-se para os Estados Unidos e, no pré-guerra, usou seu conhecimento de armas para um projeto.

Em 1940, Hedwig sabia como superar as forças bélicas dos nazistas e queria ajudar o estado americano no conflito. Assim, junto do amigo pianista George Antheil, desenvolveu um aparelho que minimizava a interferência nos sinais de rádio.

Hedwig Eva Maria Kiesler e imagem ilustrativa de wi-fi / Crédito: Wikimedia Commons e Getty Images

 

Ela sabia que os torpedos eram controlados por ondas de rádio e pensou nisso para criar um sistema específico. A novidade não só garantia que os torpedos chegassem aonde deveriam, como também fazia com que eles não fossem detectados por dispositivos inimigos.

A patente da invenção saiu em 1942. No entanto, naquela época, a Marinha não tinha o costume de implementar invenções civis. Por isso, a tecnologia de Lamarr e Antheil não foi utilizada.

Quando foi reconhecida, a patente já havia expirado e os dois nunca receberam um centavo pela criação. Hoje, o sistema de comunicações de Hedwig serviu de base para os celulares, os telefones e até mesmo o Wi-fi.


7. Painéis solares, de Maria Telkes

Junto da arquiteta Eleanor Raymond, a biofísica Maria Telkes construiu, em 1974, a primeira casa totalmente aquecida por energia solar.

Maria Telkes e uma casa com painéis solares / Crédito: Wikimedia Commons e Getty Images

 

Chamada de Dover Sun House, a invenção foi desenvolvida no Laboratório Solar do MIT e tinha receptores de calor de placas de vidro.


8. Bote salva-vidas, de Maria Beasley

Já conhecida por suas máquinas de aros para barris — que acelerou a produção diária — Maria Beasley fez história ao criar melhorias para os botes salva-vidas. Ela chegou a patentear outras dezessete invenções entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, como os aquecedores de pés e as panelas.

Maria Beasley e imagem meramente ilustrativa de bote salva-vidas / Crédito: Wikimedia Commons e Getty Images

 

Mesmo assim, foram os botes salva-vidas que receberam reconhecimento e fama, sendo usados, inclusive, no Titanic. Ela descobriu as melhorias ao procurar por uma alternativa de barco que fosse "à prova de fogo, compacto, seguro e prontamente lançado".

O novo design, patenteado em 1880, incluía grades de proteção e boias de metal retangulares. O bote poderia ser dobrado e desdobrado, facilitando o armazenamento em navios. Foi o caso do "Infundável", que continha 20 botes de Maria Beasley — a invenção salvou 706 pessoas no acidente.


9. Sistema fechado de câmeras de segurança, de Marie Van Brittan Brown

Reconhecida por diversos grupos e veículos de militância negra, Marie Van Brittan Brown decidiu criar algo que protegesse melhor a sua casa — afinal, seu bairro era pouco seguro e ela não gostava de abrir portas para desconhecidos.

Marie Van Brittan Brown e a patente do sistema de olhos-mágicos e uma câmera / Crédito: Wikimedia Commons 

 

Assim, Marie criou um sistema de quatro olhos-mágicos e uma câmera, que poderiam identificar quem estivesse batendo na porta. Movendo-se de cima para baixo, a câmera olhava através dos olhos-mágicos e enviava as imagens para um monitor, além de transmitir o som do lado de fora da casa.

Com um controle de rádio wireless, era possível instalar um monitor em qualquer lugar da casa. Além disso, um botão de pânico acionava as autoridades e um controle remoto permitia o destrave da porta, sem que o residente saísse do lugar.


10. A cama dobrável do armário, de Sarah E. Goode

Nascida como escrava, a inventora Sarah E. Goode foi a primeira mulher afro-americana a receber uma patente do Escritório de Marcas e Patentes dos EUA. Ela conquistou esse posto após criar a primeira cama dobrável, em 1885.

Sarah E. Goode e a patente da cama dobrável / Crédito: Wikimedia Commons 

 

Dona de uma loja de móveis, ela percebeu que seus clientes viviam em apartamentos apertados, sem espaço para camas grandes. Para ajuda-los e resolver o problema, ela inventou uma cama de armário, que chamou de cama dobrável. O modelo criado poderia ser usado como escrivaninha e, no projeto, a cama poderia ser guardada em uma parede ou atrás das portas de um armário.


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