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De Joana d'Arc a Virginia Woolf: 5 mulheres que revolucionaram a História

Saiba mais sobre a trajetória de mulheres que lutaram contra a opressão imposta pela sociedade

Victória Gearini Publicado em 18/12/2020, às 09h09 - Atualizado às 09h10

Joana d'Arc e Virginia Woolf, respectivamente
Joana d'Arc e Virginia Woolf, respectivamente - Creative Commons

Ao longo dos séculos, diversas mulheres lutaram contra a opressão disseminada pela sociedade patriarcal, misógina, racista, LGBTfóbica, etc. Em diferentes civilizações e culturas, personagens femininas reivindicaram seus direitos e enfrentaram Estados.

Como aponta o site Manas na Luta, muitas foram perseguidas, torturadas e até mesmo mortas pelas mãos de homens que não aceitavam a revolução feminina. 

Embora todas as nuances, obstáculos e preconceitos enfrentados por essas mulheres, elas impactaram a história da humanidade, sendo até hoje, amplamente lembradas.

Pensando nisso, selecionamos 5 nomes mulheres que revolucionaram a História. Confira abaixo:

1. Simone de Beauvoir

Simone foi uma escritora, filósofa existencialista e ativista política francesa. Em 1949, a escritora revolucionou a sociedade da época ao publicar a obra O Segundo Sexo.

Mundialmente conhecido, o livro abordava questões de gênero e, até hoje, é amplamente citado em qualquer debate feminista, sendo a base dos pensamentos do movimento que se conhece hoje. 

Simone de Beauvoir, escritora e filósofa francesa / Crédito: Wikimedia Commons

 

Por meio de uma análise minuciosa e criteriosa, Beauvoir mapeou as diferentes formas de opressão impostas pela sociedade patriarcal, debateu à inferiorização da mulher e questionou os laços matrimoniais.

Devido a forte crítica ao machismo estrutural da época, sua obra foi chamada de "um atentado ao pudor". Já em meados da década de 1960, o clássico tornou-se base para as reivindicações feministas. 


2. Maria Quitéria

Maria Quitéria, primeira mulher no Exército brasileiro / Crédito: Wikimedia Commons

 

Pouco se fala nos livros de história sobre a trajetória da heroína brasileira. Em 1822, a jovem Maria Quitéria de Jesus entrou para o exército nacional, vestida com trajes masculinos e sob o nome de Medeiros.

Disfarçada de homem, lutou na Guerra da Independência, até que sua verdadeira identidade foi descoberta. No entanto, devido à sua habilidade com armas e disciplina, passou a integrar o exército com seu verdadeiro nome, tornando-se a primeira mulher a fazer parte de uma unidade militar no país. 


3. Joana d'Arc

Joana d'Arc é um dos nomes mais emblemáticos e simbólicos da História da França. Considerada santa para alguns, bruxa para outros, a guerreira tornou-se uma das combatentes mais importantes da Guerra dos 100 anos (1337-1453). 

Santa Joana D'arc, de William Blake Richmond / Crédito: Getty Images

 

De origem humilde, Joana d'Arc entrou para o exército ainda na adolescência e aos 17 anos convenceu um grupo de soldados a segui-la para a guerra, salvando assim, a França da Inglaterra.

No entanto, mais tarde, a jovem de 19 anos foi traída e queimada na fogueira no dia 30 de maio de 1431. Já em 1920, foi canonizada pelo papa Bento XV, tornando-se padroeira da França.


4. Virginia Woolf

Virginia Woolf sentada em uma poltrona na Monk's House / Créditos: Wikimedia Commons

 

Considerada uma das maiores escritoras modernistas, Virginia Woolf revolucionou a literatura do século 20 ao abordar relações de gênero e questões homoafetivas — a romancista viveu um relacionamento amoroso com a escritora Vita Sackville-West.

Mais tarde, ao lado do marido, Leonard Woolf, a autora inglesa fundou a renomada editora Hogarth Press. Conhecida pelos clássicos Mrs. Dalloway e Ao Farol, Virginia é referência tanto na literatura, como no movimento feministas, sendo muito citada em debates.


5. Dandara 

Apesar de poucos dados sobre a trajetória de Dandara, esposa de Zumbi dos Palmares, sabe-se que esta personagem histórica tornou-se símbolo da luta de mulheres negras no Brasil.

Descrita na obra As Lendas de Dandara, de Jarid Arraes, sua história é marcada por incertezas. No entanto, a autora, a descreve como uma guerreira valente e que dominava técnicas de capoeira. 

Dandara dos Palmares, símbolo da luta de mulheres negras / Créditos: Wikimedia Commons

 

Dandara era veementemente contrária à escravidão e teria auxiliado Zumbi, liderando forças femininas e masculinas em batalhas para defender o Quilombo dos Palmares contra os ataques portugueses. Já em 2019, por meio da Lei de número 13.816, a guerreira foi oficialmente condecorada como a Heroína da Pátria.


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