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De O Iluminado a Último Tango em Paris: 5 filmes de Hollywood que tiveram bastidores absurdos

Abuso psicológico, estupro e falta de seguro, muitas produções tiveram sets de filmagens que eram o verdadeiro terror

Isabela Barreiros Publicado em 06/09/2020, às 08h00

Cena do filme O Iluminado (1980)
Cena do filme O Iluminado (1980) - Divulgação/The Producer Circle Company

Bastidores de produções cinematográficas podem ser verdadeiros filmes de terror. Ao longo da história, diretores foram ao extremo “em nome da arte”, o que muitas vezes gerou situações desconfortáveis, de abuso e até mesmo de quase morte. 

O elenco geralmente é a maior vítima das gravações que podem se transformar em cenários de pânico e dor. A integridade tanto ética quanto até mesmo física dos atores frequentemente é rompida exigências de alguns cineastas que foram longe demais para realizarem seus filmes

Confira a seguir 5 filmes cujos diretores passaram dos limites “em nome da arte”:

1. O Iluminado (1980)

Crédito: Divulgação/The Producer Circle Company

 

Embora O Iluminado seja considerado por muitos como um dos mais importantes filmes de terror já produzidos, seus bastidores foram, de fato, um cenário passível a produções de horror das mais assustadoras. Isso tudo porque o diretor estadunidense Stanley Kubrick era extremamente exigente e exagerava nas repreensões.

A maior vítima do cineasta era Shelley Duvall, que interpretava Wendy Torrance, sofrendo constantemente com os abusos mentais causados por Kubrick. No documentário Stanley Kubrick: A Life in Pictures’ (2001), o ator Jack Nicholson, Jack Torrance na trama, revelou que a mulher foi obrigada a regravar a cena do machado 127 vezes. Ela mesmo afirmou depois que o set a causou problemas de saúde mental e queda de cabelo.


2. Último Tango em Paris (1972)

Crédito: Divulgação/Produzioni Europee Associati (PEA)

 

Mesmo que o filme tenha sido lançado em 1972, as polêmicas acerca de uma cena específica vieram à tona principalmente em 2016, quase 50 anos depois. Em Último Tango em Paris, a atriz Maria Schneider é estuprada por Marlon Brando. Sim, não apenas a personagem, mas a própria artista.

O diretor Bernardo Bertolucci revelou: “queria sua reação como menina, não como atriz". Assim, os dois combinaram que não contariam à jovem de 19 anos, planejando a famosa e grotesca cena da manteiga sem o consentimento de Schneider. Em 2007, ela afirmou que se sentiu "um pouco estuprada" por ambos devido à situação.


3. Irreversível (2002)

Crédito: Divulgação

 

Como é possível imaginar, cenas de estupro quase sempre causam polêmicas e inúmeras vezes questiona-se a necessidade de incluir tamanha agressão nos longa-metragens. Ainda assim, muitos diretores continuam retratando esses ataques em suas produções. No entanto, o caso de Irreversível mostra-se ainda mais controverso.

No filme, há uma longa cena que representa o ato do estupro na íntegra. Mais especificamente, são nove minutos de pura tensão e abuso sexual. O cineasta Gaspar Noé foi muito criticado por se pensar que tamanha duração ininterrupta era, de certa forma, um exagero.


4. Os Pássaros (1963)

Crédito: Divulgação/Universal Studios

 

Os Pássaros é um dos filmes mais importantes da carreira do cineasta Alfred Hitchcock. No entanto, para Tippi Hedren, na pele de Melanie Daniels, as gravações em set foram especialmente terríveis. Ela sofria constantemente com agressões verbais vindas do diretor, que ficou conhecido por esse comportamento.

Ao jornal britânico The Daily Telegraph, a atriz afirmou: "Hitchcock me colocou em uma prisão mental". Fora o abuso mental e verbal, ela também era vítima dos pássaros que voavam em sua direção. Eles tinham faixas de borracha em seus bicos e eram arremessados contra a protagonista, causando inúmeras feridas.


5. Amargo Pesadelo (1972)

Crédito: Divulgação/Warner Bros. Entertainment

 

Em Amargo Pesadelo, a situação do elenco era tão irresponsável e precária que os atores não tinham nem ao menos seguro de vida durante as gravações. Com o dinheiro curto para a produção, os artistas foram convocados e aceitaram as condições drásticas nas quais estavam sendo inseridos.

Na obra Burt Reynolds: But Enough about Me (1994), em que o ator Burt Reynolds recorda sua trajetória no cinema, ele próprio conta as situações horríveis por quais teve que passar em set. Ele narrou que, em uma cena em que tinha que descer uma cachoeira, acabou quebrando o cóccix e quase se afogando, além de ter sido tirado de um redemoinho.


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