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De onde vem a expressão 'negócio da China'?

Entenda como as Guerras do Ópio tiveram papel fundamental na origem

Juan Torres Publicado em 06/09/2020, às 09h00

Padrão chinês de L´Ornement Polychrome (1888)
Padrão chinês de L´Ornement Polychrome (1888) - Divulgação/Albert Racinet (1825-1893)

Não é necessário ter muita imaginação para pensar no potencial de venda de qualquer lojinha em um país com 1,4 bilhão de pessoas. É por isso que, tanto hoje como no passado, os grandes países produtores querem atuar na China.

No século 19, esse mercado gigantesco foi assediado pela Inglaterra, que estava no auge da Revolução Industrial e precisava de consumidores para seus produtos. Só que era difícil ter acesso ao país, que permanecia fechado ao Ocidente.

O jeito foi partir para a briga. Nessa época, ocorreram as Guerras do Ópio, em duas etapas (1839-1842 e 1856 1860). Vitoriosos, os ingleses impuseram o monopólio da comercialização do ópio com os chineses e ainda ocuparam a ilha de Hong Kong, só devolvida em 1997.  Um negócio da China mesmo. Ou seja: lucrativo.

Quadro representando a Guerra do Ópio /Crédito: Wikimedia Commons

 

Outra versão para a origem do termo está no livro de divulgação etimológica A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta. Segundo o autor, a expressão se originou das viagens de Marco Polo ao Oriente, no século 13. “Com a divulgação de sua narrativa, a China ficou conhecida como uma terra de coisas mirabolantes, exóticas, atraindo a ambição de comerciantes”, descreveu.