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De onde vem a fortuna de Elizabeth II?

A família real já se envolveu em escândalos devido aos investimentos pessoais da soberana

Nicoli Raveli Publicado em 18/04/2020, às 08h00

Rainha Elizabeth II em evento oficial
Rainha Elizabeth II em evento oficial - Getty Images

Elizabeth II é conhecida por ser a mais antiga monarca e a que está a mais tempo no trono. Entretanto, pouco se sabe sobre os detalhes de sua vida. Como consequência, muito se questiona. Uma das dúvidas se referem à sua fortuna.

No Reino Unido, são duas fontes distintas de financiamento da monarquia: Sovereign Grant, que funciona como um auxílio do governo e Privy Purse, que é classificado como a renda privada da rainha. Além disso, também existem os próprios investimentos da soberana.

O auxílio do governo

No país, essa parcela já foi considerada propriedade real. Todavia, todo o seu rendimento pertence ao tesouro público, sem pertencer ao Estado ou à Coroa. De acordo com a Câmara dos Comuns, o órgão independente que o administra precisa prestar contas todo ano.

Não obstante, cerca de 15% da receita do governo é encaminhada à Casa Real. De acordo com um levantamento, entre os anos de 2018 a 2019, o valor total foi de 440 milhões de reais. Grande parte foi destinada as restaurações e obras do Palácio de Buckinghan, enquanto 13 milhões de reais foi usado para os reparos de Frogmore Cottage, antiga residência de Harry e Meghan Markle.

Palácio de Buckinghan / Crédito: Divulgação

 

Além das restaurações reais – que Elizabeth II tem o poder de escolher quais locais receberão parte da fortuna - esse auxílio soberano também é destinado às despesas de alimentação, viagens e segurança.

Ademais, a soberana também é responsável pela divisão do orçamento entre os membros da família real. William e Harry, recebiam, juntos, cerca de 28 milhões anualmente. Entretanto, o valor não era dividido igualmente. A maior parte do auxílio pertencia ao então duque de Sessex, uma vez que o duque de Cambrigge também recebia renda de outras fontes.

Renda privada

A renda é oriunda do Ducado de Lancaster, ou seja, diversas propriedades rurais e urbanas que pertencem à família real britânica desde 1265. Devido à herança, mais de 100 milhões de reais são destinados anualmente à soberana.

Entretanto, o valor também é distribuído por Elizabeth II, já que é usado para as contas privadas e oficiais da família real. Além disso, o orçamento também é encaminhado para os membros da família real que não participam de atos oficiais, como as filhas do príncipe Andrew, Beatrice e Eugenia.

Assim como o Ducado de Lancaster, o Ducado da Cornualha, também é administrado pelo príncipe Charles, herdeiro direto do trono. Dessa maneira, ele consegue manter sua independência financeira e também destina parte do dinheiro a rainha, que o distribui para a família real.

Rainha Elizabeth e Príncipe Charles na abertura do parlamento, em outubro de 2019 / Getty Images

 

Investimentos pessoais 

Os investimentos estão completamente fora de controle público, já que a riqueza inclui as construções simbólicas monárquicas, como o Castelo de Balmoral e o Palácio de Sandringham, localizados na Escócia e na Inglaterra, respectivamente. Além disso, as residências reais contam com grande coleção de arte e selos herdados de George V, avô de Elizabeth II.

Elizabeth II está no trono britânico há 68 anos / Getty Images

 

Entretanto, o fato mais relevante – e que chama mais atenção – são as ações em diversas empresas britânicas e também as iniciativas privadas na residência de Windsor. Entretanto, esses acontecimentos, que são pouco conhecidos pelo público, vêm causando certos questionamentos sobre a Coroa.

Dessa maneira, o caso apareceu nos Papers of Paradise, uma investigação feita por jornalistas sobre mais de diversos países que têm empresas offshores em paraísos fiscais. Não obstante, a verificação revelou que a soberana havia destinado parte de sua fortuna em um território nas Ilhas Cayman.

Após o escândalo, Jeremy Corbyn, principal líder da oposição, pediu que Elizabeth II fornecesse um pedido de desculpas por tirar dinheiro do Reino Unido e prejudicar a arrecadação de impostos.


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