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De reviver animais extintos a inundação de Moscou: 5 planos mirabolantes de Hitler

Projetos insólitos e cruéis tinham como objetivo aumentar o domínio nazista e também garantir o lazer dos alemães

Fabio Previdelli Publicado em 20/07/2020, às 17h22

Retrato de Adolf Hitler
Retrato de Adolf Hitler - Getty Images

Com a fragilidade da sociedade alemã pós Primeira Guerra Mundial, Hitler viu a oportunidade perfeita para galgar sua chegada ao poder e colocar em prática seus planos autoritários, cruéis, mirabolantes e muitíssimo elaborados — ou nem tanto assim.

A Solução Final foi somente a ponta desse iceberg alemão que prometia afundar quem tentasse atravessar seu caminho. Estima-se que, só entre os judeus, o número de vidas perdidas na Segunda Guerra chegue em torno dos seis milhões de pessoas. Mas as consequências do poder hitlerista poderiam ser muito maiores se o líder nazista tivesse êxito nestes 5 outros projetos:

1. Matar a população de Moscou e transformar a cidade em um lago

Apesar de ter assinado um tratado de não-agressão com Stalin, o líder nazista era um ferrenho crítico do comunismo e via na União Soviética a possibilidade de colocar em prática um de seus planos mais cruéis: o Projeto Geral Ost (ou Plano Mestre para o Leste).

Hitler ao lado das tropas nazistas / Crédito: Wikimedia Commons

 

Usando seu pensamento de superioridade ariana, Adolf planejava remover ou escravizar todos os russos, ucranianos e poloneses da região. Além do mais, ele buscava ocupar o maior número possível de territórios, com o intuito de instalar, inicialmente, quatro Reichskommissariats.

Posteriormente, descobriu-se que o Führer objetivava, em um primeiro momento, transformar Moscou na capital dos territórios alemães no Oriente. Porém, durante a guerra, Hitler teria mudado de ideia, temendo uma revolta generalizada de moscovitas.

Assim, o plano foi revertido numa potencial tragédia: após a ocupação, os alemães destruiriam a cidade, matando o máximo de russos possível e, depois, destruiriam parte dos canais do Rio Volga, fazendo com que a capital fosse inundada e transformada em um lago artificial.


2. Reviver animais extintos

Além dos médicos nazistas, como Josef Mengele, realizarem inúmeras experiências com seres humanos, o Reich tinha outros planos mirabolantes que envolviam testes insanos com animais.

Um deles consistia em recriar antigas florestas alemãs, não só sua flora, mas como toda sua fauna — com inúmeras espécies de animais primitivos. Porém, isso não era a parte mais bizarra de todo o projeto. Após realizar a tarefa, os nazistas planejavam caçar esses animais.

A ideia veio bem antes de Hitler, idealizada pelos irmãos zoólogos Lutz e por Heinz Heck. Porém, depois de um dos Lutz se envolver com Hermann Göring, um importante militar nazista, eles se propuseram a recriar espécies mais específicas: os auroques, grandes bovinos selvagens que viviam na Europa e na Ásia extintos no século 17; e os tarpãs, cavalos nativos da Mongólia também extintos.

Um tarpã / Crédito: Wikimedia Commons

 

O lugar escolhido pelos cientistas para essa “volta no tempo” foi a floresta de Bialowieza, na Polônia. Mas o plano acabou não indo para frente, pelo menos não durante a Segunda Guerra — e tampouco do modo que foi pensado originalmente.


3. O maior estádio do mundo

O Primeiro de Maio Rungrado comporta cerca de 150 mil espectadores e é o maior estádio ativo do mundo. Porém, o verdadeiro monumento de Pyongyang (Coreia do Norte), não chegaria nem aos pés do monstruoso projeto dos nazistas. Para se ter a real dimensão disso tudo, o Welthauptstadt Germania teria 800 metros de comprimento, cerca de 450 metros de largura e 91 de altura, acomodando por volta de 400 mil pessoas.

A ideia de Hitler era que o espaço servisse para todas as partidas dos Jogos Olímpicos, ainda que ele não estivesse nos padrões olímpicos necessários para esse acontecimento. Mas, como o próprio Führer teria dito: "Isso é totalmente sem importância. Somos nós quem determinará como o campo esportivo é medido".

Hitler e o arquiteto Albert Speer analisando o modelo do enorme estádio / Crédito: Getty Images

 

Apesar do início promissor, em 1937, o projeto — que tinha como intuito demolir e reconstruir a capital alemã depois do fim da Segunda Guerra Mundial — acabou sendo abortado. Afinal, apesar de o projeto ter sido muito bem elaborado, uma coisa que não saiu como os alemães planejaram acabou acontecendo: eles perderam a guerra.


4. O Holocausto Americano

Ao contrário do que muitos imaginam, o Holocausto não seria um evento restritamente europeu. Como o disse uma vez Micael Kent, curador da Biblioteca e Arquivos do Canadá, ele apenas “não teve a oportunidade de se espalhar para além da Europa”.

O que corrobora com essa visão é um livro Statistik, Presse und Organisationen des Judentums in den Vereinigten Staaten und Kanada (Estatísticas, Mídia e Organizações de Judeus nos Estados Unidos e no Canadá), que pertenceu a Adolf Hitler e que revela os planos do nazista para levar o Holocausto ao continente americano.

Livro fornecia dados sobre judeus que moravam na América do Norte / Crédito: Biblioteca e Arquivos do Canadá

 

Segundo o autor da obra, o nazista Heinz Kloss — que viveu nos Estados Unidos —, a população judaica era presente em grandes centros dos EUA e do Canadá, como Nova York e Montral. Assim, especialistas acreditam que Hitler planejava se infiltrar na América do Norte e tornar o holocausto um evento que abrangesse outros continentes.


5. Cidades subterrâneas

Em 1943, teve início o Projeto Riese, que consistia em um complexo subterrâneo que abrigaria sete bunkers — localizados nas Montanhas da Coruja e Castelo Książ, na Baixa Silésia. Esses espaços seriam interligados entre si, formando uma verdadeira cidade embaixo da terra, com cerca de 35 mil quilômetros quadrados de área que acolheria por volta de 20 mil pessoas.

O lugar abrigaria fábricas de bombas, que poderiam funcionar sem o perigo de serem alvejadas por bombardeiros inimigos, e também receberia todo o equipamento necessário para a construção da bomba atômica dos nazistas.

O Complex Rzeczka, um dos 7 bunkers nazistas / Crédito: Wikimedia Commons

 

O projeto, arquitetado por Albert Speer, acabou sendo abandonado às pressas quando o Exército Vermelho começou a ganhar terreno em 1945. Com isso, nenhum deles foi concluído e todos ficaram em diferentes estágios de conclusão. Posteriormente, com o chamado Decreto Nero, documentos que detalhavam os planos para o complexo foram queimados.


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