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Depois de um tabuleiro Ouija: o caso Roland Doe, menino que passou por mais de 30 sessões de exorcismo

Deprimido com a morte do tio, o jovem de 13 anos tentou falar com o ente querido e, sem querer, abriu portas sobrenaturais

Pamela Malva Publicado em 02/05/2020, às 17h00

Imagem meramente ilustrativa de cruz
Imagem meramente ilustrativa de cruz - Divulgação

Uma grande parcela dos filmes de terror começam com um jovem brincando com um tabuleiro Ouija. Comumente usado nos longas, a peça é um instrumento espírita real, parte de diversas sessões mediúnicas.

No cinema, entretanto, o artefato é usado por curiosos que querem explorar o mundo dos portos, ou por pessoas em luto, que procuram falar com entes queridos. Apesar de muitas vezes ficcional, esse foi o caso de Roland Doe, um menino de 13 anos.

Vivendo em Maryland, nos Estados Unidos, o menino ganhou um tabuleiro Ouija do tio e passou a treinar sessões com a ferramenta. Após um acontecimento trágico, no entanto, as coisas começaram a ficar esquisitas.

Roland Doe, o jovem supostamente possuído / Crédito: Divulgação

Uma família da igreja

Roland Doe era o filho único de uma tradicional família da Igreja Cristã Luterana. Na infância, foi privado de toda e qualquer diversão pela Segunda Guerra Mundial e cresceu confiando na companhia de seu tio Harriet.

Sem ter muito o que fazer em casa, o menino demonstrou bastante interesse pelas práticas religiosas do tio, que era espírita. Ele, então, foi apresentado ao tabuleiro Ouija e nunca mais largou o artefato.

O uso da peça mediúnica ficou ainda mais recorrente quando Harriet morreu, em 1949. Do dia do enterro em diante, Roland passava horas tentando conversar com o tio e, aparentemente, abriu uma porta que nunca mais poderia ser fechada.

O começo do inferno

Logo depois da morte de Harriet, os pais de Roland começaram a notar barulhos estranhos na casa, viam móveis se movendo por conta própria e objetos voando pelos cômodos. Sempre que o menino estava perto, coisas estranhas aconteciam.

Desesperados, os adultos procuraram por Luther Miles Schulze, um pastor luterano. Em 17 de fevereiro de 1949, o religioso levou Roland para sua casa, a fim de observar o garoto durante a noite. Os acontecimentos sobrenaturais foram tantos que ele aconselhou a família a procurar um padre católico.

Roland, então, passou por médicos, psicólogos e padres, mas poucos sabiam o que ele tinha. Até que Edward Hughes, um padre católico, decidiu conduzir um exorcismo no Hospital Universitário Georgetown, uma instituição jesuíta.

Imagem meramente ilustrativa de tabuleiro Ouija / Crédito: Divulgação

 

Uma longa caminhada

O menino foi submetido ao exorcismo e, durante a sessão, arrancou uma mola do colchão onde estava deitado e cortou o braço de Edward. O ritual teve de ser interrompido e Roland voltou para casa.

Os episódios sobrenaturais, entretanto, continuaram acontecendo e a família decidiu viajar para  St. Louis. Lá, estudiosos da Universidade local estudaram e analisaram o caso de Roland e testemunharam o garoto falando com uma voz gutural, enquanto demonstrava aversão por qualquer objeto sagrado.

O padre William S. Bowdern, então, recebeu permissão do arcebispo para realizar outro exorcismo, ocorrido no Hospital Alexian Brothers. O religioso ainda contou com a ajuda dos jesuítas Walter Halloran e William Van Roo.

Imagem real do exorcismo de Roland / Crédito: Divulgação

 

Durante o ritual, palavras consideradas maléficas apareceram cravadas na pele de Roland e, de repente, o menino estava carimbado com dizeres como “inferno” e “diabo”. Segundo os padres, o jovem também gritava como "um carneiro sendo abatido" e só falava em latim.

Em determinado momento, o colchão de Roland começou a tremer e os padres perceberam que os trabalhos deveriam ser mais extensos do que pensavam. Todos, então, passaram por 30 sessões de exorcismo. No meio do caminho, o jovem supostamente possuído quebrou o nariz de Bowdern com uma força incomum.

Em 18 de abril de 1949, o último dia de sessões sobrenaturais, Roland acordou tranquilo, gentil e, aparentemente, não se lembrava de nada. A família, que fora atormentada por tanto tempo, voltou aliviada para casa. Segundo Walter Halloran, apesar do terror anterior, Roland cresceu e teve uma “vida bastante comum”.


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