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Do diário a morte no campo de concentração: 5 fatos sobre a trágica vida de Anne Frank

Uma das mais notórias vítimas do Holocausto, a jovem judia registrou seus dias escondida dos nazistas com sua família

Alana Sousa Publicado em 12/10/2020, às 07h00

Anne Frank, jovem judia morta no Holocausto
Anne Frank, jovem judia morta no Holocausto - Domínio Público

Um dos maiores símbolos do Holocausto, a vida da jovem judia Anne Frank foi um grande exemplo de esperança durante tempos sombrios e uma prova dos horrores da Alemanha Nazista, que não poupava nenhuma vida.

Confira abaixo cinco fatos da saga de Anne Frank.

1. Início da vida

Nascida em junho de 1929, na antiga cidade de Frankfurt, na Alemanha, que então era conhecida por República de Weimar. Anne Frank era filha do casal Otto Frank e Edith Frank-Holländer, ela tinha apenas uma irmã mais velha, Margot Frank. De origem judia, sua família nunca seguiu totalmente os costumes da religião, vivendo em uma região onde não só o judaísmo era presente.

Família Frank / Crédito: Divulgação 

 

Passou a primeira infância na cidade onde nasceu. A vida era calma, até que em 1933, a vitória do Partido Nazista no conselho municipal se mostrou uma ameaça grave para os Frank, que tiveram que se separar. Anne, com a mãe a irmã, passou a viver em Aachen, enquanto o pai foi trabalhar em Amsterdã.


2. Anne Frank em Amsterdã

Com o comércio de Otto cada vez dando mais certo, ele levou sua família para morar em um apartamento em Amsterdã, pois lá ficava sua empresa Opekta Works, que vendia extrato de frutas para fazer geleia. Em 1934, os Frank estavam se estabelecendo em Rivierenbuurt, com as duas meninas matriculadas em boas escolas.

Foto de Anne Frank / Crédito: Wikimedia Commons

 

Apesar de parecer que tinham encontrado um local relativamente seguro, no ano de 1940 tudo começou a mudar. Com a invasão da Alemanha Nazista nos Países Baixos, a opressão contra judeus crescia em ritmo acelerado.


3. Esconderijo

A guerra se mostrava cada vez mais impiedosa, Anne e Margot foram expulsas da escola com a ordem de que teriam que frequentar uma instituição apenas para judeus. As coisas pioraram em julho de 1942, quando a irmã mais velha de Anne recebeu um comunicado dizendo que ela deveria comparecer a um campo de trabalho forçado.

Esconderijo de Anne Frank / Crédito: Anne Frank Stichting Fundation

 

Então, Otto, temendo pela segurança de sua esposa e filhas, decidiu que eles deveriam procurar um abrigo seguro: em um pequeno local acima das instalações da Opekta, em Amsterdã. Um dia antes de entrar no esconderijo, onde seriam ajudados por amigos confiáveis, Anne deu alguns pertences para sua vizinha zelar — sem saber que jamais voltaria para recuperá-los.


4. O Diário de Anne Frank

Pouco antes de se mudar de sua casa e partir em rumo ao abrigo secreto, Anne havia ganhado de aniversário de 13 anos um diário. Entusiasta da leitura e da escrita, a menina confessava seus pensamentos, medos e rotina no livro que viria a ser uma das obras mais lidas do mundo. Com o nome de Kitty, Frank escreveu pela primeira vez em 12 de junho daquele ano: "Espero poder confiar inteiramente em você, como jamais confiei em alguém até hoje, e espero que você venha a ser um grande apoio e um grande conforto para mim”.

Página do Diário de Anne Frank / Crédito: Getty Images

 

Por pouco mais de dois anos, Anne registrou sua vida, com medo dos oficiais da Gestapo, da morte iminente em um campo de concentração e, dos horrores do Holocausto. Entre piadas sujas, um amor não correspondido e a mudança repentina de rotina, as páginas acompanharam a família Frank até dia 1 de agosto de 1944, três dias antes de serem descobertos e levados para o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia.

Até hoje, mais de 30 milhões de cópias foram vendidas ao redor do mundo. Sendo que os textos originais foram reunidos por seu pai, e publicados pela primeira vez em 1947.


5. Dias finais e morte

Em 4 de agosto de 1944, o Anexo Secreto em Amsterdã de Anne Frank foi descoberto, os moradores, então, encaminhados para a prisão. Um mês depois, em setembro, Anne, Margot e outras pessoas do abrigo foram levados para Auschwitz, em um trem que transportou mais de mil judeus para a morte certa.

Anne estava muito calma e quieta e um pouco retraída. O fato de terem terminado ali a afetou profundamente — isso era óbvio”, relatou a sobrevivente Ronnie Goldstein-van Cleef, que conheceu a família Frank e era próximo de Anne no campo de trabalho de Birkenau. Após contraírem uma doença que causa sarna, as irmãs foram alocadas em um local específico para pessoas da mesma condição, foi quando se separam da mãe.

Túmulo de Anne e Margot Frank / Crédito: Getty Imagens

 

No início de 1945, os prisioneiros precisaram ser transferidos para Bergen-Belsen, Edith Frank morrera no caminho, e as duas filhas, já em severo estado de saúde, pois sofriam de tifo, morriam aos poucos. Pouco antes da libertação do campo, Margot veio a óbito; um dia depois, Anne também morreu, ela já sofria de alucinações e não tinha mais esperança de sair do campo com vida.


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