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Do progressismo a sucessão real: 4 mitos sobre a Família Real Britânica

São muitas as histórias e teorias que surgem a respeito da Família Windsor, no entanto, a maior parte delas não chega sequer a ser real

Caio Tortamano Publicado em 06/06/2020, às 09h00

Rainha Elizabeth e o seu marido Philip, ao lado de Anne e Charles
Rainha Elizabeth e o seu marido Philip, ao lado de Anne e Charles - Wikimedia Commons

1. Uma família multibilionária

Essa ideia tem um sentido bem lógico, já que nos acostumamos a escutar histórias das riquezas de monarcas absolutos que construíram palácios e viviam no luxo enquanto o povo passava fome. Avaliado por uma consultoria de negócios, o patrimônio da família Windsor (realeza britânica) girava em torno dos 88 bilhões de dólares.

Esse valor inclui propriedades como o Palácio de Buckingham, as joias da coroa e a própria marca registrada Windsor, um atrativo para turistas e investidores. Porém, é importante lembrar que residências oficiais, como o Castelo de Windsor, não são propriedade privada. Em 1760, o rei George III institucionalizou essas propriedades para o governo britânico em troca de um salário, pertencendo aos Bens da Coroa.

A rainha Elizabeth, propriamente dita, tem um patrimônio de 425 milhões de dólares que envolve um castelo na Escócia e uma casa na Inglaterra. Claro, é um patrimônio significativo.

2. Próximos rei e rainha

O casamento de Charles (próximo na linha de sucessão)  e Camilla Shand ocorreu em 2005. Diante do episódio, a residência oficial do filho de Elizabeth II fez questão de notificar que “Pretende-se que a Sra. Shand use o título de Princesa Consorte quando o príncipe assumir o trono". 

Isso teria sido decidido como forma de minimizar os ataques que o casal receberia dos fãs da princesa Diana, que se divorciou do homem após casos de infidelidade. Entretanto, em 2016, a rainha adicionou a esposa de seu filho em um grupo de conselheiros da coroa conhecido como Conselho Privado.

A falecida princesa Diana ao lado de seus filhos Harry e Willian / Crédito: Divulgação

 

A ação mostra um passo da rainha em aceitar Camilla em seu círculo íntimo e privado.  Além disso, a declaração que a residência oficial postou na época do casamento foi retirada do site, o que indicaria também que as pretensões de Charles para com sua esposa mudaram.

3. Progressismo

Em 2002, a Igreja da Inglaterra, comandada pela família real com a rainha em seu governo máximo, permitiu que pessoas divorciadas casassem novamente. Isso ajudou Charles a se casar. Além disso, herdeiros masculinos não tinham prioridade frente aos femininos, algo que já está valendo para Willian e a filha mais velha, Charlotte, que o sucede na linha hereditária.

Porém, embora esses avanços nas normas da família real indiquem, de fato, uma adequação aos padrões modernos de sociedade, essa aristocracia ainda é um grande símbolo da superioridade de classes existente no mundo.

Muitos países abandonaram suas monarquias entendendo que elas não representam igualdade, mas sim a preferência de uma família em relação a todas as outras.

4. Americanos e os casamentos reais

Boa parte da mídia conservadora dos EUA critica a cobertura que emissoras dão nos casamentos reais, como se fosse um grande desrespeito com os ancestrais que lutaram para que o país fosse independente justamente da Inglaterra.

O que seria, na realidade, um grande anacronismo. O governo britânico já não é o mesmo do século 18. Além disso, a monarquia não exerce mais poder efetivo nenhum, estando nas mãos do Parlamento e do poder Executivo.


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