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Do rancho de Neverland ao casamento de fachada: 5 polêmicas envolvendo a carreira de Michael Jackson

Com um sucesso absoluto e crescente, inúmeras controversas marcaram a vida do Rei do Pop

Isabela Barreiros Publicado em 21/08/2020, às 07h00

O Rei do Pop, Michael Jackson
O Rei do Pop, Michael Jackson - Wikimedia Commons

Na década de 1970, um grupo formado por 5 jovens roubou o cenário musical dos EUA. Todos irmãos, o The Jackson 5, era composto por Jackie, Tito, Jermaine, Marlon, Randy e Michael. O último, porém, destacava-se mais que os outros, principalmente devido ao seu grande alcance vocal para apenas uma criança. Em carreira solo, começou a crescer cada vez mais, primeiro nos Estados Unidos — mas logo chegou ao topo das paradas no mundo todo.

O ápice de Michael chegou com o lançamento do disco Thriller, em 1979. Apenas um ano depois da estreia, o álbum já tinha se tornado o mais vendido do mundo com 66 milhões de cópias. Além do sucesso em números, o cantor também foi responsável por uma revolução na indústria musical, tornando-se um dos mais importantes artistas de todos os tempos. No entanto, com a fama, as polêmicas logo chegam. E Michael não esteve imune delas. Pelo contrário.

Confira 5 polêmicas que envolveram a carreira do Rei do Pop, Michael Jackson:

1. Rancho de Neverland

Michael Jackson e Lisa Marie Presley em Neverland / Crédito: Getty images

 

Talvez essa seja uma das residências mais polêmicas de artistas. O Rancho de Neverland era uma grande propriedade, que tinha pelo menos dez quilômetros quadrados, localizada em Los Olivos, na Califórnia. O nome faz referência a uma famosa terra fantasiosa de um conto de fadas infantil, mas explica muitas das controvérsias que a envolviam.

A mansão era muito mais do que isso: ela era um paraíso feito para crianças. Tinha estações de trem, estátuas, barcos em forma de cisne, uma enorme roda-gigante, entre outras extravagantes atrações. No entanto, quando Michael fez um evento infantil no local, apenas um ano depois de polêmicas envolvendo pedofilia, a situação ficou ainda mais complicada.

200 crianças foram convidadas para brincar em Neverland, poucos dias antes do Natal daquele ano. Na época, a porta-voz do cantor, Raymone K. Bain, explicou que seu chefe decidiu espalhar alegria e surpreender as crianças com algum espírito festivo. Com um espírito de criança, o artista teria convidado os jovens para se divertirem com seus espetáculos infantis.


2. Pedofilia

A suspeita de pedofilia nunca abandonou Michael. A primeira vez em que o cantor foi acusado de abusar sexualmente de crianças foi em 1993, quando o dentista Evan Chandler afirmou que o artista havia cometido tal crime com seu filho de 13 anos, Jordan Neil Chandler. Ele foi inocentado, mas a mesma coisa aconteceu novamente, dessa vez com proporções catastróficas, em 2003.

No documentário Living With Michael (2003), Michael afirmou que faria uma festa do pijama em Neverland e não via problema em “dormir” com crianças. O maior problema disso tudo foi que a mãe de um garoto envolvido no episódio afirmou que o artista havia se comportado de maneira “inadequada” com seu filho. Uma investigação criminal foi feita e ele foi preso com sete acusações de abuso sexual e duas de dar bebidas alcoólicas ao garoto.

Ele foi inocentado com o fim do julgamento, que aconteceu até maio de 2005, mas acabou se retirando da vida pública. Os problemas envolvendo esse assunto não acabaram mesmo com a morte de Michael. O documentário Leaving Neverland (2019) conta ainda a história de dois homens que alegaram terem sido sexualmente abusados pelo cantor durante a infância.

Em fevereiro deste ano, ator Macauley Culkin, ex-astro mirim, que frequentemente passava noites com o artista em Neverland, afirmou: “ele nunca fez nada comigo. Eu nunca o vi fazer qualquer coisa”, quando questionado sobre sua relação com Michael.


3. Sexualidade

Com a fama aumentando cada vez mais, junto com as polêmicas, a imprensa de celebridades e até mesmo parte do público começaram a querer saber cada vez mais sobre a vida íntima de um dos maiores artistas da época. Foi assim que muitas pessoas que já estiveram próximas de Michael começaram a vender informações extremamente pessoais sobre o cantor. Verdadeiras ou não, elas foram repassadas pela mídia.

Sandy Domz, assistente administrativa do rancho Neverland entre 1994 e 1996, deu uma entrevista à CBS afirmando que Michael fazia de tudo para fingir que tinha uma vida sexual ativa com mulheres, chegando até mesmo a espalhar calcinhas em seu quarto. Adrian McManus, outra funcionária da propriedade, também afirmou a mesma coisa, mas aumentou a história.

Segundo McManus, o cantor, inúmeras vezes, quebrava copos para provar sua selvageria entre quatro paredes. “Senti que Michael estava brincando comigo. Tudo parecia tão colocado, isto nunca tinha acontecido antes”, disse a mulher.


4. Casamento de fachada

MIchael Jackson e sua então esposa, Lisa Marie Presley, caminhando em seu rancho - Divulgação / YouTube

 

Junto com as polêmicas da sexualidade, veio o casamento com Lisa Marie Presley, a única filha do Rei do Rock, Elvis Presley. Na época, muitos especulavam que a união não passava de um golpe de publicidade, principalmente devido ao fato de que o relacionamento aconteceu logo após as acusações de pedofilia contra o cantor. Ainda assim, muitos amigos próximos de Michael, e a própria Lisa, tentaram ao máximo afastar esse boato.

O autor Anthony Gregorelli foi uma das pessoas que investigou e escreveu sobre o relacionamento. Na obra Dark Lady: Uma biografia não autorizada de Lisa Marie Presley, ele afirma que Michael e Lisa Marie tiveram “momentos íntimos selvagens” antes mesmo do casamento. A ideia da moça era confirmar se o artista realmente gostava de mulheres — nem mesmo ela estava imune dos boatos acerca da sexualidade do cantor, que era tratado ora como homossexual, ora como assexual pela mídia.

Outros livros também narraram o relacionamento dos dois. Segundo J. Randy Taraborrelli, em Michael Jackson: The Magic and the Madness (1991), Michael tinha um comportamento sexual muito peculiar: ele pedia que Lisa Marie usasse joias durante os atos sexuais e só se relacionava com a luz apagada.


5. Morte

Michael Jackson deixou o mundo no dia 25 de junho de 2009. A causa da morte, porém, também virou polêmica. Com a autópsia, descobriu-se que não havia evidências de traumas ou ação de terceiros, mas sim uma combinação mortal de remédios, como o anestésico Propofol, o ansiolítico Lorazepam, e entre outros em menores quantidades, o midazolam, diazepam, lidocaína e efedrina.

A questão era que o médico de Michael, o cardiologista Conrad Murray, havia receitado drogas, sob uso diário, após a reclamação de insônia do cantor. Durante o julgamento, que foi iniciado para investigar a culpabilidade do doutor em relação à morte do artista, ele admitiu que administrou, na noite anterior ao falecimento de Jackson, 25 mg de propofol diretamente na veia.

Murray foi condenado por homicídio involuntário com uma pena de quatro anos em 29 de novembro do mesmo ano. No entanto, o médico ficou apenas dois anos em regime fechado, sendo liberado devido a uma crise estadual de superlotação nas penitenciárias da Califórnia.


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