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Documentos revelam nazistas que foram à Argentina após roubar itens dos judeus

Muitos deles contribuíram para contas bancárias que hoje pertence ao Credit Suisse

Nicoli Raveli Publicado em 07/03/2020, às 11h30

As tropas do Führer na Segunda Guerra
As tropas do Führer na Segunda Guerra - Divulgação/Centro Simon Wiesenthal

Recentemente, o Centro Simon Wiesenthal revelou que recebeu uma lista com nomes de 12 mil nazistas que moraram na Argentina. Muitos deles contribuíram para contas bancárias que hoje pertence ao Credit Suisse.

Conhecido por combater o antissemitismo e o racismo, o centro informou que busca formas de acessar os arquivos do banco para confirmar se alguns dos fundos mantidos nas contas foram saqueados de vítimas judias durante o Holocausto.

Os documentos encontrados pela organização americana / Divulgação: Centro Simon Wiesenthal

 

Pedro Filipuzzi, investigador, forneceu a Shimon Samuels, diretor de Relações Internacinais da América Latina, e Ariel Gelblung, diretor da América Latina, a lista de nazistas que estavam na Argentina nas décadas de 30 e 40. De acordo com o centro, muitas pessoas que foram listadas tinham uma conta bancária no Schweizerische Kreditanstalt, banco que mais tarde se tornou Credit Suisse, com sede na Suíça.

O investigador encontrou a lista em um depósito e compartilhou com a organização Wiesenthal. "Temos uma cópia da lista de nazistas sediados na Argentina, entre os quais vários correntistas foram enviados para o então Schweizerische Kreditanstalt, agora Credit Suisse", confirmou o comunicado do centro.

Os nazistas roubaram diversos itens valiosos dos judeus / Crédito: United States Holocaust Memorial Museum

 

Após as leis raciais serem aprovadas em 1935, os nazistas começaram a roubar as diversas propriedades dos judeus, e muita parte das riquezas foram colocadas em contas secretas na Suíça.

"Acreditamos que é muito provável que essas contas inativas tenham dinheiro saqueado de vítimas judias, sob as leis alemãs de Nuremberg da década de 1930", disse o centro. 

O banco afirmou que a investigação é fruto de um trabalho longo e persistente dos especialistas. “Tornou possível elaborar uma tabela mais completa e exaustiva possível das contas suíças das vítimas”.


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