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Dom Pedro I e Leopoldina: entenda como o casamento foi a arma dos Habsburgo

Destinada ao fracasso, a relação pode ser entendida como uma grande estratégia

Redação Publicado em 18/07/2020, às 08h00

Montagem das pinturas oficiais de Dom Pedro I e Leopoldina
Montagem das pinturas oficiais de Dom Pedro I e Leopoldina - Wikimedia Commons

Essa Habsburgo original pertencia a uma dinastia para a qual havia sido cunhada a frase: “Deixa que os outros façam a guerra; tu, feliz Áustria, casa-te” (“Bella gerant alli, tu felix Áustria, nube”), dado que o império que sua família governava fazia seis séculos havia utilizado uma acertada estratégia de casamentos dinásticos para se estender e ser mais poderoso, também em termos econômicos e comerciais.

Aquela máxima e essa última consideração estavam na mente do príncipe de Metternich, chanceler do império austríaco, quando, em meados de 1816, aconselhou o imperador Francisco I da Áustria a aceitar a proposta de casar sua quarta filha com um jovem príncipe português.

Maria Leopoldina em pintura oficial /Crédito: Wikimedia Commons

Ele havia crescido em distantes terras sul-americanas das quais se podiam importar minerais e tinturas vegetais, e ao mesmo tempo exportar produtos manufaturados no império, que seriam embarcados em portos italianos pertencentes aos austríacos.

O casamento de Leopoldina com o príncipe herdeiro do Brasil pode ser visto, portanto, também como uma estratégia da Áustria para fazer concorrência à outra grande potência europeia vencedora de Napoleão, a Grã-Bretanha.

Um plano que, naturalmente, beneficiava a parte luso-brasileira, já que essa aliança político-matrimonial lhe dava a possibilidade de equilibrar o peso que os britânicos exerciam sobre a soberania (e o comércio) do novo Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves – um ente bicontinental criado no final de 1815, depois de uma sugestão feita, não por acaso, durante o Congresso de Viena, durante o qual as potências vencedoras de Napoleão dividiriam a influência sobre as menores.

Para que os propósitos do casamento entre Leopoldina de Habsburgo e Pedro de Bragança se cumprissem, era necessário, antes de mais nada, que da união nascesse um herdeiro.

Por isso a importância das relações físicas do casal – como sabiam as arquiduquesas da Casa da Áustria, que desde o século 13 eram instruídas para cumprir esse objetivo político. A propósito, segundo a cosmovisão do catolicismo.


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