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Dos banquetes a privacidade: a singular vida nos antigos castelos medievais

Eles podiam resistir a ataques por anos, e também serviam para ostentar o poder de seus senhores

Redação Publicado em 05/07/2020, às 08h00

Ilustração de um castelo francês da Idade Média
Ilustração de um castelo francês da Idade Média - Divulgação/Pixabay

Diz a frase popular: “Minha casa é um castelo”. E esse é, de fato, o critério adotado pela maioria dos historiadores atuais para diferenciar um castelo de uma fortaleza. O primeiro é a residência fortificada de um senhor, a outra é uma instalação puramente militar.

No passado, porém, não havia essa distinção, e muitas fortalezas, inclusive no Brasil, foram tradicionalmente chamadas de “castelos”.

Esse tipo específico de fortificação surgiu no fim do século 9, com a queda do Império Carolíngio fragmentando os territórios entre senhores que podiam travar pequenas guerras entre si.

Podiam ser instalados no interior, para defender fazendas, moinhos e passagens estratégicas, ou dentro de cidades, com o famoso Castelo de Windsor, em Londres, ainda cumprindo sua função original.

Castelo da Inglaterra, do século 10 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Banquetes

Nobres medievais eram bem alimentados. Em dias comuns, eram servidas no salão principal três refeições. Nas festas, cavaleiros e senhores vizinhos se encontravam para comer principalmente carne, queijo e pão e beber vinho e cerveja. Os banquetes varavam a noite e terminavam com os convivas dormindo no salão, no lugar onde caíssem.

O senhor feudal e a esposa (ou o rei e a rainha) dormiam em grandes camas de madeira, com colchão de penas. O aquecimento era feito por lareiras sem chaminés. As camas eram protegidas por dossel porque, em volta, as camareiras dormiam no chão. A ideia de privacidade era incipiente. Aposentos privados surgem no fim da Idade Média.

Torre de menagem

Castelo do século 11, na França / Crédito: Wikimedia Commons

 

Assim era chamado o coração do castelo, sua torre principal, bem maior que as outras. Essa estrutura dava visão para além dos muros e servia de último reduto em caso de invasão. As cisternas e os mantimentos nos castelos permitiam que os defensores resistissem por anos. Ainda pensando na estrutura, os muros tinham que ser altos o bastante para tornar o uso de escadas imprático. Fossos e bases inclinadas ajudavam a tornar isso ainda mais difícil. Os “dentes” no topo dos muros e torres são as chamadas ameias. Serviam para proteger o corpo dos defensores de flechadas inimigas, enquanto eles próprios disparavam as suas.

A távola

Além de casa, o castelo era um quartel. Ali cavaleiros recebiam treinamento, cavalos e armas. Torneios os mantinham ocupados na entressafra de combates. Com a cavalaria perdendo a importância estratégica diante de exércitos organizados e armas de fogo, muitos cavaleiros passaram a lutar mais por esporte que para valer.


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