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Dos horrores do cativeiro a fama injusta: 5 fatos sobre a vida das baleias "assassinas"

De assassinas elas não tem nada, no entanto, a imagem que foi construída em volta dos animais prejudicou a espécie ao longo de diversos anos

Caio Tortamano Publicado em 13/06/2020, às 09h00

Tilikum, a baleia assassina
Tilikum, a baleia assassina - Wikimedia Commons

1. Assassinas?

O nome que as orcas recebem — baleias assassinas — é completamente absurda. Não é da natureza desses animais atacarem seres humanos quando estão na natureza. Na realidade, os únicos incidentes registrados em relação a essas espécies foram cometidos em cativeiro, um lugar extremamente estressante para esses animais.

2. Os horrores do cativeiro

Trágica, na realidade, é a vida que esses animais levam no cativeiro. Na natureza, orcas têm uma expectativa de vida semelhante a de humanos, podendo facilmente ultrapassar os 70 anos de idade. Entretanto, quando criadas em espaços fechados — como o Sea World —, a falta de espaço e o desenvolvimento extremamente proibitivo fazem com que os animais passem a ter uma expectativa de vida reduzida a 30 anos.

3. Dawn Brancheau

Além da vida reduzida, elas tendem a ficar muito mais agressivas enquanto presas. Um exemplo marcante disso envolveu uma orca e a treinadora Dawn Brancheau. A experiente treinadora cuidava das orcas do parque Sea World e era conhecida pelo tato e habilidade com que os animais obedeciam suas ordens.

Tilikum e sua futura vítima, Dawn Brancheau / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em 2010, porém, essa influência sobre a orca Tilikum — que já havia matado outros treinadores — foi colocada a prova, e a humana se viu diante de uma tragédia. Depois de uma apresentação, Dawn deu uma espécie de abraço no animal, que imediatamente a agarrou pelo rabo de cavalo e a puxou para a profundeza do tanque. Apesar dos esforços para salvar a profissional, ela saiu do tanque sem vida.

4. Estrela destinada a tragédia

Outra história triste envolvendo esses animais pode ser encontrada na trajetória de Keiko, a orca que ficou famosa após atuar no clássico filme Free Willy. Lançado em 1993, A obra mostra uma orca — Willy — que é mantida em cativeiro num parque aquático e precisa da ajuda de um garoto de 12 anos para conseguir sua liberdade. 

No entanto, o que muitos não imaginavam é que a protagonista também viveu um episódio semelhante na vida real. Capturado na Islândia Keiko foi vendido para um aquário no mesmo país. Depois de um tempo, o bicho foi transferido para o parque MarineLand, em Ontário, Canadá, onde chamou a atenção da Warner.

Keiko sendo pesada / Crédito: Wikimedia Commons

 

Depois de gerar milhões no mercado cinematográfico, o animal foi levado de volta à natureza. Uma desgraça. Keiko não se adaptou a vida no mar e acabou voltando a ter contato com humanos. Encontrou seu fim no ano de 2003, aos 27 anos de idade. O animal sofria de pneumonia, e faleceu de maneira rápida entre o diagnóstico e o dia do óbito.


5. Morte nada natural

Em 1989, o barco petroleiro Exxon Valdez  lançou quase 120 mil metros cúbicos de petróleo no mar do Alasca, atingindo diretamente um grupo de orcas que por lá passavam. Por mais que tenham conseguido fugir, os animais não sobreviveram durante muito tempo. 11 membros do grupo acabaram falecendo em questão de semanas.

Em longo prazo, o derramamento foi ainda mais danoso às orcas, que se viram sem alimentos diante da degradação do meio ambiente. Acompanhados por uma equipe de especialistas, o grupo mostrou dificuldade em se reproduzir ao longo dos anos.


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