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Drogas e ciúmes: a conturbada vida íntima de Jimi Hendrix

Natural de Seattle, o artista cresceu como um menino tímido e reservado, mas logo se tornou um guitarrista expansivo e mulherengo que adorava os holofotes

Pamela Malva Publicado em 11/08/2020, às 19h30

Uma das últimas fotografias de Jimi Hendrix em 1970
Uma das últimas fotografias de Jimi Hendrix em 1970 - Divulgação/Youtube

No dia 27 de novembro de 1942, a cidade de Seattle conheceu o pequeno James Marshall Hendrix, um garoto quieto e apaixonado pela música. Mal sabiam seus pais que aquele bebê logo se tornaria um dos maiores guitarristas da história do rock.

Muito tímido e sensível, James começou a demonstrar interesse por notas, melodias e instrumentos aos 10 anos. Nessa época, ele tocava sua guitarra imaginária com a ajuda de uma vassoura e sonhava com palcos iluminados.

Aos 11 anos, o jovem ganhou seu primeiro violão, uma versão um pouco mais barata, que coube no bolso do pai. No ano seguinte, ele colocou as mãos na primeira guitarra de sua vida e, em pouco tempo, começou a tocar em bandas amadoras.

Nascia ali, em uma casa simples com gramado e jardim, o astro Jimi Hendrix. Antes quieto e reservado, o garoto agora dava espaço para um guitarrista expansivo, criativo, extravagante e bastante mulherengo.

Jimi Hendrix e uma de suas amadas guitarras / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Multi-tarefas

Jimi cresceu com a família em uma das melhores áreas de Seattle, que, em plena segregação racial, era considerada como um bairro de negros. Sempre muito companheiro, ele largou o ensino médio no último ano e passou a trabalhar com o pai.

Eventualmente, Jimi julgou o serviço de jardinagem chato e exaustivo e buscou formas de mudar um pouco sua rotina. Assim, em 1963, decidiu que iria entrar para o exército e servir ao estado norte-americano. 

Após 14 meses prestando serviços militares, o aspirante a músico mudou-se para a Inglaterra, em 1966. Ele havia machucado as costas em um salto de paraquedas e, por isso, foi dispensado do exército.

Uma das últimas fotografias de Jimi Hendrix / Crédito: Divulgação/Youtube

 

De Seattle para o mundo

No dia 24 de setembro daquele mesmo ano, Jimi estava se divertindo na boate Scotch of St James, em Londres, quando conheceu Kathy Etchingham. A atração foi imediata e, aos 20 anos, a jovem sentia borboletas no estômago quando estava ao lado do astro.

A essa altura do campeonato, Jimi já era um guitarrista reconhecido no meio musical e, com tantos shows, sua personalidade mudava lentamente. Pela televisão, a família Hendrix acompanhava os trejeitos ousados tomando conta do jovem músico.

O garoto quieto e até vulnerável de Seattle agora era um homem expressivo, que explodia no palco e sabia dominar a atenção das pessoas. E era inegável, Jimi era praticamente um imã para suas fãs apaixonadas.

Fotografia do icônico Jimi Hendrix / Crédito: Getty Images

 

Perdido no rock

Em meados de 1968, com um sucesso estrondoso, Jimi e Kathy estabeleceram-se em uma casa no centro de Londres. A extravagância era perceptível até na residência, que antes pertencia ao compositor barroco Georg Friedrich Händel.

Todo o amor e companheirismo, contudo, não sobreviveram à vida rock’n’roll que Jimi levava e o casal se separou, em 1969. Em maio do mesmo ano, o astro foi preso por posse de drogas ao entrar no Canadá. Na ocasião, ele afirmou que já havia experimentado de tudo, desde maconha até cocaína — deixando de fora a heroína.

Muito desse consumo era incentivado por uma das amantes de Jimi, Devon Wilson. Uma vez fã do guitarrista, ela se aproximou dele e os dois passaram a ter um relacionamento conturbado, cheio de ciúmes, drogas e possessividade.

Fotografia de Jimi Hendrixe Kathy Etchingham / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Dias antes do fim

Em janeiro de 1969, Jimi Hendrix conheceu aquela que seria sua companheira até o fim: Monika Dannemann, uma pintora alemã. Os dois se encontraram em um show do artista, ficaram juntos e só se viram novamente em abril do mesmo ano.

Mais tarde, enquanto estava em uma de suas solitárias turnês europeias, Jimi assumiu uma curta relação com a modelo dinamarquesa Kirsten Nefer. Boatos de um suposto noivado surgiram, mas nunca foram comprovados e o guitarrista logo voltou a ficar com Monika quando retornou à Londres, poucos dias antes de sua morte.

No dia 12 de setembro, Jimi chegou a receber uma ligação furiosa de Devon, que estava enciumada com a relação entre o astro e Kirsten. Seis dias mais tarde, o guitarrista de 27 anos foi encontrado morto no quarto de hotel de Monika. Era o fim de um dos guitarristas mais brilhantes que o mundo do rock já viu.


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