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Egípcios capturavam aves para rituais sagrados

Segundo pesquisas, os animais sacrificados em homenagem ao deus Toth não eram criados em cativeiro, mas retirados da natureza

Caio Tortamano Publicado em 21/11/2019, às 07h00

Arte egípcia retratando o batismo do faraó pelas mãos do rei Toth
Arte egípcia retratando o batismo do faraó pelas mãos do rei Toth - Getty Images

Para homenagear Toth, o deus da escrita e da sabedoria, era comum que os antigos egípcios mumificassem as aves Íbis (da mesma espécie da divindade) em rituais sagrados. Entretanto, algo ainda não desvendado pelos pesquisadores era a proveniência desses animais: seriam eles mantidos e reproduzidos em cativeiro?

Em uma pesquisa genética publicada pela revista científica PLoS INE, é possível deduzir que grande parte desses pássaros foi capturada direto da natureza. Existiam evidências da criação de gatos, cães e até mesmo crocodilos para fins de mumificação, mas nenhuma criação de Íbis pôde ser confirmada.

A hipótese foi levantada através da análise do DNA presente em 40 diferentes múmias do pássaro. As espécies foram coletadas de seis tumbas com cerca de 2500 anos cada. Depois, materiais genéticos de 26 íbis modernos da mesma espécie utilizada nesses rituais foram coletados, mostrando compatibilidade quanto à sua sequência genética.

Extinto no Egito, o íbis sagrado africano era utilizado em rituais homenageando o deus da sabedoria, Toth / Crédito: Getty Images

 

Outro fator importante que pode provar a ausência de domesticidade dos Íbis é que, ao decorrer dos séculos, mudanças podem ser observadas nos genes de animais domesticados — como a falta de diversidade genética dentro da mesma espécie. Algo que não é observado nessas aves.

Algumas das múmias de Íbis encontradas não eram espécies inteiras, mas somente algumas plumas ou pedaços das cascas de ovos, podendo indicar falha no recolhimento das aves. Algo que seria improvável caso elas fossem criadas em cativeiro.


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