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Ego e rivalidade: a verdade por trás do Live Aid, segundo a banda Queen

Em entrevista da época, os integrantes do grupo inglês revelaram que, por trás das cortinas, a realidade era bem diferente do que foi mostrado, por exemplo, no filme Bohemian Rhapsody

Pamela Malva Publicado em 25/04/2021, às 12h00

Rami Malek interpretando Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody
Rami Malek interpretando Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody - Divulgação/20th Century Fox

Em meados da década de 1980, Bob Geldof e Midge Ure tinham um plano que queriam colocar em ação. Eles já tinham criado a Band Aid, uma banda formada por grandes vozes de outros grupos, cuja música arrecadou fundos para os milhares de famintos espalhados pela Etiópia. Só que os dois queriam ir além.

Assim, em 1985, eles criaram o projeto do Live Aid, um dos maiores shows da história, contando com mais de 70 bandas e cantores. Entre os muitos artistas convidados, a icônica Queen afirmou que marcaria presença, mesmo após alguns conflitos.

A participação do grupo de Freddie Mercury era tão esperada que a performance foi um dos pontos mais explorados pelo longa Bohemian Rhapsody, lançado em 2018. O problema é que, segundo o jornal britânico Express, a vida real não foi tão parecida quanto a trama apresentada no longa protagonizado por Rami Malek.

Vida e arte

Transmitido para milhões de televisões em todo o mundo, o Live Aid aconteceu no dia 13 de julho de 1985. Enquanto cerca de 30 bandas se apresentavam no estádio de  Wembley, em Londres, outras 40 performavam no John F. Kennedy, na Filadélfia.

Nos bastidores, os membros do Queen preparavam-se para uma sequência de músicas inesquecível, criada para um show ainda mais especial. Nesse momento, o filme sugere que os integrantes da banda estavam reatando relações perdidas após uma discussão.

Na vida real, no entanto, Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon não estavam no meio de um confronto. Na verdade, eles estavam em turnê há mais de um ano para promover o novo álbum The Works, segundo lembrou a BBC Brasil. 

Outra diferença é que, no longa, Mercury revela aos colegas que foi diagnosticado com HIV durante os ensaios para o Live Aid. Na vida real, contudo, as coisas foram bem diferentes: o cantor apenas contou sobre a doença dois anos após o show.

O backstage

Acontece que, muito além das distinções pontuais entre Bohemian Rhapsody e a realidade, uma entrevista realizada na época mostrou que o sentimento dos integrantes do Queen em relação às outras bandas não era tão positivo assim.

Durante a conversa, a jornalista questiona os artistas sobre o suposto ego das estrelas convidadas para o show. Nesse momento, Brian May começa a rir, junto com os colegas. "Oh não, sem ego algum…”, comenta o guitarrista. “Isso vai ser hilário."

Ao mesmo tempo, Roger Taylor ironiza que é "totalmente, totalmente impossível” haver ego entre os artistas. “Isso vai ser caótico", completa. Em seguida, Freddie Mercury decide finalizar o assunto e afirma: “Eu acho que vai ser caótico, sim. Tem que ser.”

“Quer dizer, não somos todos crianças maravilhosamente comportadas, somos?”, pontuou, enquanto fumava um cigarro. “Mas vai ser uma boa parte disso. Vai ter muito atrito e nós vamos tentar e ajudar uns aos outros, eu imagino."

Pouco antes do final da entrevista, então, May concorda com Mercury e comenta que, ainda que existam rivalidades ou egos envolvidos no show, todas as bandas querem fazer o seu melhor, para arrecadar o dinheiro para a Etiópia. “E, para variar, o dinheiro vai para o lugar certo dessa vez”, finalizou o artista.

Confira mais imagens do Live Aid, além da entrevista realizada em 1985:


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