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"Ele teria que pagar para ir embora": Pablo Escobar cogitou sequestrar Michael Jackson

A ideia de convidar o artista veio do próprio filho, todavia, El Patrón transformaria o episódio em um pesadelo

Caio Tortamano Publicado em 19/07/2020, às 08h00

El Patrón e Michael Jackson
El Patrón e Michael Jackson - Wikimedia Commons

Em 2017, durante uma entrevista ao Todo Noticias, na Argentina, o filho de Pablo Escobar, Juan Pablo Escobar — que hoje adota o nome Juan Sebastián Marroquín, para evitar associações — deu alguns detalhes até então desconhecidos sobre a relação que tinha com o pai. Autor de dois livros sobre os bastidores da vida de El Patrón, Juan revelou um peculiar episódio que quase tirou a paz do eterno rei do Pop. Isso mesmo.

Escobar planejou o sequestro do artista Michael Jackson. O motivo? Bom, Escobar queria a qualquer custo que o artista fizesse uma apresentação para comemorar o aniversário do filho.

A ideia veio depois de uma reclamação de Juan, que afirmou não aguentar mais os mesmos artistas em todas as apresentações na Hacienda Nápoles, antiga e curiosa moradia oficial do maior traficante de todos os tempos.

Entrada da propriedade, na Colômbia / Crédito: Wikimedia Commons

 

Porém, diferente do seria normal esperar do sanguinário Pablo Escobar, a primeira abordagem não seria um sequestro. Sebástian e seu pai concordaram que Michael era o maior nome a se chamar para tocar para eles — o dinheiro para isso, certamente eles tinham. A apresentação seria na enorme propriedade dos Escobar na Colômbia, e para isso iriam convidar o artista formalmente para um show.

Pablo entendia que a sua grande fazenda tinha helipontos e pistas de pouso para que Jackson pudesse se deslocar até o país latino. Além disso, a propriedade — que tinha até um zoológico particular—, contava espaços que poderiam comportar a infraestrutura de um show do rei do pop. 

Todavia, a verdadeira trama aconteceria depois da apresentação. Pablo e seus capangas plenejavam literalmente sequestrar o artista, e somente liberar o ícone por um pagamento de 60 milhões de dólares pelo resgate. "A ideia era convidá-lo para cantar e depois ele pagaria para sair do local", afirmou Juan.

O plano só não foi colocado em prática porque coincidiu com o momento de maior perseguição a Pablo Escobar, quando as autoridades passaram a tratar o traficante como inimigo da nação, colocando a Polícia Nacional da Colômbia atrás dele. Com isso, teve não somente que abandonar o bizarro plano, bem como a sua gigantesca propriedade.


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