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Em 2011, Donald Trump afirmou que Barack Obama atacaria o Irã para garantir reeleição

"(...) Acredito que ele vai atacar o Irã algum tempo antes da eleição porque ele acha que esse é o único jeito de ser eleito. Não é patético?", afirmou Trump na época

Redação Publicado em 04/01/2020, às 12h30

Donald Trump e Obama em evento oficial
Donald Trump e Obama em evento oficial - Wikimedia Commons

Um ataque realizado pelos EUA no Irã ontem, 3, resultou na morte de Qasem Soleimani, brigadeiro-general que comandava uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã. Além dele, outras oito pessoas morreram durante o bombardeio. Com o mundo em alerta, o episódio não acabou aí. 

De acordo com agências de notícias internacionais, um segundo bombardeio com o uso de drones no norte de Bagdá, que não foi assumido pelos EUA, teria causado a morte de seis pessoas ontem à noite. Acredita-se que o objetivo era matar um comandante da Hashd al-Shaabi, atual milícia do Iraque pró-Irã. Até o momento, as identidades das vítimas não foram reveladas pelos países.

Após os episódios caóticos, internautas relembraram um vídeo gravado em 2011, no qual Donald Trump debocha e critica Barack Obama, então presidente do país, pela possibilidade de entrar em guerra contra o Irã. Para Trump, Obama promoveria o ataque apenas para garantir a reeleição.

"Nosso presidente vai começar uma guerra contra o Irã porque ele não tem absolutamente qualquer habilidade para negociar. Ele é fraco e ineficiente. Nós temos um verdadeiro problema na Casa Branca. Então, eu acredito que ele vai atacar o Irã algum tempo antes da eleição porque ele acha que esse é o único jeito de ser eleito. Não é patético?".

Todavia, nos oito anos em que esteve no poder, Obama não promoveu ataques ao Irã. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país, prometeu uma “vingança implacável”. 

“O martírio é a recompensa por seu trabalho incansável durante todos estes anos. Se Deus quiser, sua obra e seu caminho não vão parar aqui e uma vingança implacável espera os criminosos que encheram as mãos com seu sangue e a de outros mártires”, afirmou Khamenei através de sua conta oficial no Twitter. 

Os episódios liderados por Trump ocorreram num momento delicado. O atual presidente do país encara um processo de impeachment que terá novos resultados no Senado ainda neste mês.