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Embates com elenco e suposto envolvimento com Pinochet: as polêmicas na carreira de Roberto Bolanõs, o Chaves

Apesar do sucesso internacional diante das câmeras, Bolanõs também se envolveu em muitas controvérsias por trás delas

Fabio Previdelli Publicado em 04/04/2020, às 09h00

A turma do Chaves
A turma do Chaves - Divulgação

Chaves sempre foi um sucesso no Brasil. Antigamente, nos mais diversos horários do dia, seria muito difícil você ligar a televisão e não assistir ao menos um episódio sobre a vida de um garoto pobre de 8 anos que vivia dentro de um barril de madeira numa vila mexicana. Não demorou para que se torna-se um dos maiores clássicos da História.

Interagindo com os mais diferentes personagens, cada qual com sua característica marcante, Roberto Bolanõs conseguia misturar a inocência e carisma do protagonista com sutis críticas sociais à burguesia e a falta de empatia das pessoas — tudo isso com uma bela dose de humor.

O sucesso diante das câmeras era grande, mas os problemas por trás dela também eram — vários deles atrelados ao elenco que participava de suas criações: além do Chaves, havia o Chapolin Colorado também.

Roberto Bolanõs abraçado com um boneco do Chaves / Crédito: Wikimedia Commons 

 

Uma das principais disputas judiciais foi com a atriz Maria Antonieta de las Nieves, que no seriado dava vida a jovem Chiquinha. Tudo começou com uma briga sobre os direitos de utilização do personagem, que foi criada e registrada por Bolanõs nos anos 1970.

Um processo contra las Nieves foi aberto quando ela se caracterizou como a personagem na série “Aquí está la Chilindrina”, em 1994 — Chilindrina é o nome em espanhol para Chiquinha. A abertura da ação acarretou nos desgaste entre os dois e também em uma incessante disputa judicial.

O embate só acabou depois de 13 anos, em 2013, quando a atriz conseguiu um resultado favorável. Além do fim do processo, a amizade entre eles também acabou e os dois nunca voltaram a se falar.

Maria Antonieta de las Nieves caracterizada como Chiquinha / Crédito: Wikimedia Commons

 

Outro desgaste que Bolaños também teve foi com Carlos Villagrán, que deu vida ao Quico. A má relação entre os dois fez com que Villagrán deixasse a produção no final dos anos 1970. Além do fim da participação, ele também ficou proibido de interpretar o personagem no México.

Assim, ele se viu obrigado a deixar o país e partiu rumo à Venezuela, onde protagonizou uma série com um formato parecido ao de Chaves. Bolanõs, entretanto, não gostou muito dessa alternativa. Com o sucesso de suas séries crescendo cada vez mais, ele registrou e ficou com os direitos de todos os personagens da série, o que impediu que os atores que davam vida a eles pudessem seguir uma carreira solo.

A rixa entre Bolanõs e Villagrán não se bastou ao lado comercial, mas também ultrapassou as barreiras amorosas. Tudo porque o ator por trás de Quico chegou a namorar Florinda Meza (a Dona Floronda), antes dela se casar com Roberto. As brigas também impediram que Quico e Chiquinha participassem de uma homenagem do canal Televisa aos 40 anos da série.

O ator Carlos Villagrán / Crédito: Wikimedia Commons

 

Fora as polêmicas com o elenco, Bolanõs também foi criticado por uma apresentação que fez no Chile, em pleno regime ditatorial de Augusto Pinochet. Ele também foi acusado de comparecer em uma festa de um narcotraficante colombiano. Para se defender, o ator disse que não atuava em favor de governos ou de organizações criminosas, mas se apresentava para o povo.


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