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Entenda como Michael Jackson revolucionou o halftime show do Super Bowl

A lendária apresentação do rei do pop completou 27 anos e mudou a maneira como o evento é transmitido ao redor mundo

Fabio Previdelli Publicado em 02/02/2020, às 00h00

Michael Jackson se apresentando no Super Bowl
Michael Jackson se apresentando no Super Bowl - Getty Images

Estamos a poucas horas de presenciarmos mais uma grande edição do Super Bowl, um dos eventos esportivos mais assistidos e lucrativos da história. Nesta noite, 2 de fevereiro, Kansas City Chiefs e San Francisco 49ers disputarão o 54º título da história do futebol americano — este será o 50º campeão da era moderna da National Football League e a 100ª temporada da história da liga.

Além das quatro linhas, o evento será marcado pelo tradicional halftime show, que esse ano será comandado pela Shakira e terá a participação especial de Jennifer Lopez. Entretanto, os espetáculos artísticos de grandes proporções são uma parte da história recente do evento.

Isso porque, entre 1967 e 1992, as apresentações ficavam por conta de grupos universitários locais ou performances de artistas de menor expressão, como Up With People, Pete Fountain, Carol Channing e o bizarro Elvis Presto.

Michael Jackson durante apresentação no halftime show / Crédito: Getty Images

 

Por ser pouco atrativa, a queda de audiência durante o intervalo também assustava os patrocinadores, que jamais pagariam rios de dinheiro — como acontece atualmente — para associarem suas marcas a números de qualidade contestáveis que não eram assistidos por quase ninguém.

A gota d’água antes de uma drástica mudança foi justamente no ano de 1992. Na ocasião, o intervalo foi um show temático com patinadores no gelo, jogadores de hóquei olímpico, além da cantora Gloria Estefan.

Como acontece ainda hoje nos Estados Unidos, os direitos de transmissão do evento são revezados entre alguns canais de televisão. Para rivalizar com o halftime show, a Fox decidiu entrar ao vivo com o programa humorístico In Living Color, protagonizado pelos irmãos Keenan e Damon Wayans. A estratégia deu certo e, no intervalo, a audiência do Super Bowl despencou 22%. Os Wayans fizeram até uma contagem regressiva para os telespectadores voltarem a assistir ao evento esportivo.

No ano seguinte, a NFL sabia que não poderia manter o péssimo nível dos shows e precisaria ousar e inovar com a atração. O responsável por essa revolução nos intervalos foi o astro mundial do pop Michael Jackson. Ele aceitou não receber cachê pela exibição e ficou lisonjeado com a promessa de que sua apresentação de 15 minutos seria transmitida para 120 milhões de pessoas ao redor do mundo.

Michael Jackson durante apresentação no Super Bowl / Crédito: Getty Images

 

Assim, no dia 31 de janeiro de 1993, Jackson se apresentou no Rose Bowl, em Pasadena, na Califórnia. Embalado por Billie Jean, Black or White e We Are the World — além do famoso passo do Moonwalk — o show de Michael atingiu a marca de 93 milhões de telespectadores só nos Estados Unidos. Em termos de comparação, o jogo entre Dallas Cowboys e Buffalo Bills, que ocorre no mesmo ano, só atingiu o pico de 91 milhões.

Desde então, a apresentações nos halftime shows vêm crescendo cada vez mais e, como consequência, atraindo mais patrocinadores — estima-se que um intervalo de 30 segundos no evento custe cerca de 5 milhões de dólares para os anunciantes.


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