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Estilingues gigantes: Entenda como funcionavam as antigas catapultas

Saiba mais sobre a arma que foi muito usado por Alexandre, O Grande

Redação Publicado em 19/09/2020, às 10h00

Réplica de uma antiga catapulta
Réplica de uma antiga catapulta - Wikimedia Commons

Deitaram o estilingue no chão, deram a ele braços grossos de madeira, molas feitas de corda e um novo nome: catapulta. Descendente do estilingue e do arco e flecha, essa máquina foi a principal arma de guerra até a utilização bélica da pólvora, no século 14.

Ela foi criada da Grécia em 400 a.C. e a cada vez que decidia uma batalha era modernizada e aumentava sua difusão pelas cidades gregas – em algumas, havia pátios de defesa compostos apenas por armas de molas.

O mecanismo também foi muito usado por Alexandre, o Grande, em suas batalhas no Oriente, e sua tecnologia não se perdeu com os romanos.

Eles trocaram as rodas e roldanas de madeira por equivalentes metálicas, deixando a arma mais potente e com maior precisão, o que sempre foi uma de suas desvantagens.

O mecanismo

Ao contrário doque se imagina, as catapultas eram usadas na Antiguidade em trajetórias horizontais. O uso vertical só se tornou comum na Idade Média, quando uma outra versão entrou em cena: o trebuchê.

Ele era usado para arremessar flechas, pedras e, em situações extremas, até mesmo pessoas para além das muralhas dos castelos. A corda da haste, por exemplo, era essencial para apressar o ato de puxar a haste para baixo depois do lançamento.

Já as cordas feitas de tendões de cavalo eram responsáveis pela força do equipamento. Quando mais esticadas, maior a tensão entre a haste e a base.

Com uma máquina que exigia uma equipe de no mínimo seis homens, o novelo trançado era usado para regular a força, os artilheiros, enrolavam as cordas da haste. Amarrada à base, a haste exigia pelo menos quatro homens para ser baixada.