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Ewa Wisnerska, a mulher que foi sugada por uma tempestade e sobreviveu

Em 2007, a alemã foi pega em uma tempestade, contudo sobreviveu contra todas as probabilidades

Ingredi Brunato Publicado em 29/09/2020, às 18h12

Imagem representativa de pessoa voando de paraquedas no mau tempo.
Imagem representativa de pessoa voando de paraquedas no mau tempo. - Divulgação/Pixabay

Em fevereiro de 2007, a rádio australiana ABC relatou a história de um acidente que poderia ter tido um fim trágico, todavia, surpreendentemente não foi o que aconteceu. A protagonista do ocorrido era a paraquedista Eva Wisnerska, que voava próximo à cidade de Tamworth, 280 quilômetros ao norte de Sydney, a capital da Austrália, quando uma tempestade repentina se formou e engolfou a atleta. 

Eva, que tinha 35 anos na época, era uma campeã de paraquedismo, e estava no ar como forma de preparação para uma competição internacional dessa categoria que ocorreria na semana seguinte. Outras 200 pessoas também praticavam com seus paraquedas no mesmo dia, felizmente a maioria conseguiu escapar da mudança súbita do tempo. 

Eva em documentário chamado "Paragliding Miracle", que contou sua história. Crédito: Divulgação/ Youtube 

 

O que não foi o caso de He Zhongpin, de 42 anos, que englobava a equipe de paraquedismo chinesa, e após passar pela mesma provação que a alemã, foi encontrado já sem vida a 75 km de seu local de partida.

A causa de sua morte pode ter sido tanto sufocamento pelo ar rarefeito em grandes alturas, como a descarga elétrica de um raio ou o congelamento pela baixa temperatura também característica da altitude elevada. 

Wisnerska tinha tudo para ter o mesmo destino que Zhongpin, contudo, teve uma sorte inexplicável. Os ventos da tempestade, que foram descritos como detentores da “força de um tornado”, ergueram a alemã a impressionantes 9.144 metros (o que é mais alto que o Monte Everest, para efeito de comparação), no entanto, ela voltou praticamente ilesa. 

O acidente 

Eva contou que viu a tempestade se formando e estava consciente da sua aproximação, antes do acidente ocorrer. A paraquedista estava tentando escapar quando duas frentes de nuvens se juntaram, arrastando-a para dentro da escuridão. 

Ela então passou mais de uma hora sendo sacudida de um lado para o outro no céu tempestuoso, como uma boneca de pano. Durante a maior parte desse evento traumatizante, contudo, a alemã esteve inconsciente. 

“Você não imagina a força. Você se sente como um nada, como uma folha sendo levada. A última coisa que eu lembro é que estava escuro, e eu podia ver relâmpagos em toda a minha volta”, disse a alemã à rádio ABC. 

A paraquedista foi carregada até uma área apelidada de “zona da morte” pelos seus parceiros de esporte, por conta do frio insuportável. Wisnerska teria então sobrevivido à 40 graus negativos, levando como sequela da experiência de vida ou morte apenas queimaduras de frio no rosto e orelhas. 

Também é impressionante que a alemã não tenha sufocado ou sofrido outras consequências da falta de oxigênio, como apontou um experiente praticante australiano de paraquedismo, chamado Godfrey Wenness: “Não havia oxigênio. Ela podia ter sofrido danos cerebrais. Mas depois [de ter alcançado 9.144 metros] ela retornou para uma altura de 6.900 metros com gelo por todo o seu corpo e lentamente desceu”. Ele ainda comentou que foi como se Eva tivesse “ganhado dez vezes na loteria”. 

Wisnerska também comentou que provavelmente sobreviveu ao ar rarefeito justamente por conta de ter perdido a consciência: dessa forma, seus batimentos cardíacos teriam ficado mais lentos, estimulando as outras funções do seu corpo a fazerem o mesmo. 

O pouso 

A paraquedista alemã acordou ainda no ar, e foi capaz de fazer um pouso a então 60 quilômetros de distância do seu ponto de partida. Dando entrada num hospital mais próximo, foi internada para receber tratamento no rosto e orelhas, que estavam repletas de bolhas. 

Mesmo depois de tudo, porém, a atleta não se deixou intimidar pela experiência extrema: dois dias depois do seu acidente, quando deu entrevista à rádio australiana, Eva Wisnerska anunciou que não tinha mudado seus planos originais. 

Ela explicou que ainda pretendia participar do campeonato de paraquedismo da semana seguinte. Ser erguida a uma altitude superior ao Monte Everest aparentemente estava longe de ter sido um obstáculo definitivo para a alemã, estando mais para um contratempo.


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