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Figura real ou mitológica: O lendário Rei Arthur realmente existiu?

Saiba o que dizem os historiadores sobre a existência do grande guerreiro medieval

Giovanna Gomes Publicado em 28/11/2020, às 11h00

Representação do Rei Arthur
Representação do Rei Arthur - Pixabay

Arthurfoi um rei lendário que teria liderado a defesa da Grã-Bretanha contra os invasores saxões no final do século 5 e no início do século 6. Ele aparece em um conjunto de histórias, as chamadas lendas arthurianas, as quais encantam multidões há centenas de anos. Mas será que o Rei Arthur de fato existiu?

Primeiras menções ao Rei

O nome do herói apareceu pela primeira vez na obra Historia Brittonum (História dos Bretões) do monge Nênio, galês que viveu no século 9. Nela, ele menciona uma série de batalhas nas quais Arthur teria lutado.

A popularidade do personagem, entretanto, somente se estabeleceu no século 12, quando o também clérigo, Geoffrey de Monmouth, escreveu a Historia Regum Britanniae (História dos Reis da Bretanha), mencionando os grandes feitos do herói.

Estátua do Rei Arthur em Tintagel/ Crédito: Pixabay

 

Em busca do Rei Arthur histórico

Apesar de não existirem provas concretas da existência do Rei Arthur, alguns historiadores não descartam a possibilidade completamente. 

Para Geoffrey Ashe, historiador da Universidade de Cambridge, existiu um Arthur histórico. Entretanto, seu nome seria Riothamus, versão latina do bretão “Rigothamus”, que significa rei supremo. A maior evidência de que Riothamus realmente existiu é uma carta do prefeito de Roma que data do período em torno do ano 470.

“Esse era apenas um título, mas alguns relatos de época se referiam a ele como Arthur, que poderia ser seu nome de batismo”, diz Ashe. De acordo com os documentos, Riothamus  teria participado de campanhas militares na região que hoje corresponde ao País de Gales, além de que teria lutado na guerra contra os invasores da Bretanha.

Representação de Arthur/ Crédito: Getty Images

 

Outros dizem que existiu um general romano durante o século 5 ou 6 que pode ter ajudado os bretões a lutar contra os saxões. Ele não era um rei, mas teria lutado em batalhas contra os povos rivais no sul da Escócia e no norte da Inglaterra.

Há ainda aqueles que defendem a tese de que as referências sobre o rei sejam uma homenagem à figura mitológica de um urso celta com nome parecido. Outra teoria diz que Arthur é derivado do nome de uma estrela, Arcturus, a qual localiza-se próximo à constelação Ursa Maior.

O castelo de Tintagel

Em 1930, o arqueólogo Raleigh Radford, escavou o Castelo de Tintagel, localizado em Northern Cornwall, a 200 quilômetros de Londres. Acreditava-se que aquele seria o local onde nascera o rei.

Castelo de Tintagel/ Crédito: Pixabay

 

As pesquisas confirmaram que o local havia sido uma fortificação no século 6 e foram encontrados potes e vasos de cerâmica, o que indica que se tratava de um entreposto comercial. Segundo Ashe, “depois de 20 anos de trabalhos, a arqueologia não conseguiu provar que Arthur foi concebido ali, mas mostrou que foram usados fatos reais na narrativa sobre ele.”


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