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Força Aérea Brasileira monta rancho de campanha para alimentar caminhoneiros nas estradas

A entrega das refeições acontece todos os dias nas balanças de pesagem da Ecovias, localizadas no km 264 (pista leste) e km 262 (pista oeste)

M. R. Terci Publicado em 07/05/2020, às 16h30

Imagem de soldado do exército e um caminhoneiro
Imagem de soldado do exército e um caminhoneiro - Divulgação/Tenente-Coronel Formaggio/BAST

Com a quarentena e as medidas radicais adotadas por alguns governadores, grande parte dos estabelecimentos comerciais e restaurantes nas rodovias federais estão fechados.

Em alguns Estados, até mesmo pontos de parada e de descanso estão interditados.

Um motorista de caminhão que, na segunda-feira, sai carregado de Fortaleza, com destino ao Sul do país, através da BR-116 ou BR-101, leva em média 5 a 7 dias para retornar.

Em diversos trechos da imensa malha viária brasileira, grupamentos de logística do Exército Brasileiro têm feito a distribuição de marmitas aos motoristas.

Para os caminhoneiros que trafegam pela SP-055, em local próximo ao Porto de Santos, no litoral paulista, a Força Aérea Brasileira, através do Grupamento de Apoio Logístico de Campanha (GALC), montou um rancho de campanha para servir alimento fresco e quente.

A entrega das refeições acontece todos os dias nas balanças de pesagem da Ecovias, localizadas no km 264 (pista leste) e km 262 (pista oeste).

Soldados da FAB / Crédito: Divulgação/Tenente-Coronel Formaggio/BAST

 

A mídia brasileira tem esquecido que a maior das virtudes humanas, aquilo que nos faz perseverar, está na esperança, não na desesperança. Tragédia, desgraça e calamidade vendem jornal, marcam pontos de audiência, mas o que o leitor ou telespectador procura é por uma luz no final do túnel.

Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, em 14 de agosto de 1945, os editores dos grandes jornais de Nova York, registraram número recorde de venda de exemplares, quatro vezes mais do que no dia em 11 de dezembro de 1941, quando Adolf Hitler declarou guerra aos Estados Unidos.

Muitos vídeos vêm circulando nas redes sociais onde também os moradores ribeiros às rodovias, vem fazendo uma grande diferença nessa situação.

Alguns caminhoneiros relatam que passam o dia inteiro sem fazer quaisquer refeições.

Na vida real, é a solidariedade quem faz sucesso.


M.R. Terci é escritor e roteirista; criador de “Imperiais de Gran Abuelo” (2018), romance finalista no Prêmio Cubo de Ouro, que tem como cenário a Guerra Paraguai, e “Bairro da Cripta” (2019), ambientado na Belle Époque brasileira, ambos publicados pela Editora Pandorga.