Gandhi vs Gengis Khan: Quem era bom, quem era mau?

O lado ruim do do pacifista, o lado bom do conquistador

Redação AH Publicado em 27/04/2017, às 10h42 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h35

O bom do mau, o mal do bom
O bom do mau, o mal do bom - Wikimedia Commons / Fábio Marton
BOM, MAU E FEIO* 

O lado mau de
Mahatma Gandhi

Quem foi? 
Provavelmente, o maior pacifista de todos os tempos. Libertador da Índia, criador do conceito de ahmisa, a resistência exclusivamente pacífica. Autor da frase: “existem muitas causas pelas quais estou disposto a morrer, mas nenhuma pela qual estaria disposto a matar”. 

Era RACISTA: em sua juventude como advogado na África do Sul, ele defendeu o direito dos indianos... estarem acima dos negros.
Um bocado ABUSIVO. Impunha a mulheres jovens – inclusive uma sobrinha sua – a dormir nuas com ele para “testar” sua castidade.
Recusou o tratamento de penicilina para sua esposa Kasturba, porque queria evitar a medicina “imperialista”. De forma HIPÓCRITA, quando ficou doente logo depois, usou desses remédios.
Sugeriu aos judeus uma solução diante das atrocidades nazistas: o SUICÍDIO COLETIVO como protesto.
Não acreditava na liberação da CASTA mais inferior, os dalits. A eles, esperarem por uma reviravolta histórica. 


O lado bom de
Gengis Khan

Quem foi?
General, tirano, genocida. Atribuem-se às invasões mongóis que ele começou até 40 milhões de mortes – cerca de 10% da população mundial de seu tempo, deixando Hitler, Stálin e Mao Tsé-Tung comendo poeira em números proporcionais.

Um exemplo de TOLERÂNCIA: aceitou todo o tipo de fé entre seus súditos e alguns de seus filhos até mesmo se casaram com cristãs.
Em seu exército, as pessoas eram promovidas por MÉRITO. Ter ancestrais nobres não tornava ninguém um general.
Uma figura GLOBAL. Em seu caminho de conquistas, reabriu a Rota da Seda, o caminho entre o Leste Asiático e a Europa.
Fez a PAZ: ao conquistar povos inimigos entre si, trouxe uma paz inédita a esses territórios, iniciando o período conhecido como Pax Mongolica.
Era DIPLOMÁTICO: os mongóis davam a opção para um lugar simplesmente pagar tributo. Quem aceitava era deixado em paz. Também honrava suas alianças. 


Espere aí um momento!
É um tanto óbvia a escolha entre um pacifista com algumas ideias (bem) erradas e um genocida que liquidou uma em cada dez pessoas.

*A seção Bom, Mau e Feio estreou na Aventuras na História edição 167, Anita Garibaldi. Todos os fatos são reais, mas não é para ser levada ao pé da letra: pessoas, com seus defeitos e virtudes, entram para a História pelo conjunto e impacto de sua obra. A seção é um comentário irônico sobre como fatos podem ser usados para distorcer a realidade.