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Gesto nobre: Como Churchill fez Elizabeth II quebrar o protocolo real

A rainha tomou uma atitude inesperada ao deixar seus privilégios de lado

Penélope Coelho Publicado em 19/01/2021, às 11h28

Elizabeth II, príncipe Charles e princesa Anne com o primeiro-ministro Winston Churchill
Elizabeth II, príncipe Charles e princesa Anne com o primeiro-ministro Winston Churchill - Getty Images

Há 68 anos no poder, a rainha Elizabeth II já acompanhou a entrada e saída de dezenas de primeiros-ministros britânicos, contudo, um em específico ficou marcado em sua história: Winston Churchill, primeiro-ministro em exercício quando ainda jovem, Lilibeth se tornou rainha.

O político conhecido por sua atuação durante a Segunda Guerra Mundial, estava em seu segundo mandato quando o pai de Elizabeth, rei George VI, faleceu. Quando a jovem assumiu o trono, Winston ainda estava no cargo. E foi esse período que desenvolveram uma relação de amizade.

Em 1955, Churchill optou por deixar sua posição em decorrência da saúde deteriorada. Na época, a rainha redigiu uma carta para o político dizendo que nenhum outro profissional poderia “ocupar o lugar do meu primeiro primeiro-ministro, a quem tanto o meu marido como eu devemos tanto e pela sábia orientação nos anos iniciais do meu reinado pela qual estarei sempre profundamente grata”.

Ao que tudo indica, a gratidão descrita pela rainha era verdadeira. Não à toa, a monarca optou por descumprir os protocolos reais quando Winston veio a falecer, para demonstrar respeito por sua família.

Pintura do Primeiro-ministro Winston Churchill / Crédito: Wikimedia Commons

 

O protocolo

Churchill morreu em 24 de janeiro de 1965, o homem estava em sua residência, no Hyde Park Gate, em Londres, Inglaterra e passou nove dias em agonia, em decorrência de uma trombose cerebral.

Seis dias depois de seu falecimento, o funeral estava marcado para acontecer na Catedral de São Paulo, em Londres. A rainha foi até o local para demonstrar suas condolências e se despedir do amigo. Mas, ninguém esperava algumas atitudes incomuns realizadas pela monarca na ocasião. Como revelou uma reportagem do jornal britânico Daily Express.

Sabe-se que de acordo com as regras de decoro da realeza, a monarca deve ser a última pessoa a chegar aos eventos e a primeira a sair do local. Contudo, no funeral do político, isso não aconteceu.

De acordo com a reportagem, na ocasião, Elizabeth II se dirigiu ao local do funeral antes da família do ex-primeiro-ministro. E até antes mesmo que o caixão com o corpo do homem chegasse à igreja, a fim de que a atenção não fosse voltada para ela, e sim, que esse momento fosse respeitado.

“A rainha colocou seu privilégio real de lado e concedeu a honra de chegar por último à família de Churchill e ao seu caixão” revelou o documentário Elizabeth: Our Queen, do Canal 5.

O túmulo de Churchill na Igreja de St Martin, Bladon / Crédito: Wikimedia Commons

 

Atitude admirável

Para o neto de Churchill, Sir Nicolas Soames, a atitude da rainha no funeral de seu avô foi inesquecível e continua sendo lembrada com muito carinho por toda a família do político inglês. 

“É absolutamente excepcional, senão único, para a Rainha conceder precedência a qualquer pessoa [...] Para ela chegar antes do caixão e antes do meu avô foi um gesto lindo e muito comovente”, revelou Soames, no documentário.

Por essas e outras atitudes que Elizabeth IItomou ao longo da vida, a mulher é considerada uma rainha “mais moderna” do que os monarcas anteriores. Mesmo que ainda siga com rigor as normas e rigores impostos a ela.


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