7 pessoas que sobreviveram a cair sem paraquedas

Da Segunda Guerra até hoje, eles sofreram de queda livre por milhares de metros, mas viveram para contar

terça 13 março, 2018
Bear Grylls em À Prova de Tudo: por pouco suas aventuras não terminaram antes de começar
Bear Grylls em À Prova de Tudo: por pouco suas aventuras não terminaram antes de começar Foto:Discovery Channel / Reprodução

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Pode ser um pesadelo recorrente, mas ser atirado aos céus sem paraquedas nem sempre é uma sentença de morte. A resistência do ar faz com que exista uma velocidade máxima que o ser humano atinge enquanto cai, não importa a altura: 195 km/h. Não é nada fácil sobreviver a uma pancada a essa velocidade, mas estes 7 sortudos viveram para contar a história. 

6. Shayna Richardson e Richard Tanner (2005 — 3.048 metros)

NBC / Reprodução

Em outubro de 2005, a paraquedista aprendiz Shayna RIchardson ia realizar seu primeiro salto solo. O paraquedas padrão e o reserva falharam. Ela bateu seu rosto no asfalto, quebrando seu crânio, foi levada ao hospital às pressas. Onde não só descobriram que a jovem tinha sobrevivido, como que estava grávida. O bebê, batizado Richard, não sofreu nenhum dano com a queda.


3. Bear Grylls (1996 — 4.876,8 metros)

Dois aviões danificados no aeroporto de Benghazi / Domínio Público

Sim, esse Bear Grylls mesmo. Antes de se tornar uma popular personalidade e aventureiro da televisão, ele passou um curto período nas forças armadas britânicas. No Zâmbia, ele participou de um treinamento de paraquedas, durante uma tempestade. O principal não abriu e, inexperiente, aos 21 anos, ele demorou demais para cortar os cabos e abrir o reserva. Quebrou as costas, o que exigiu que ele passasse por 12 meses de fisioterapia de 10 horas por dia. 18 meses depois, ele estava subindo o Monte Everest. 

3. Juliane Koepcke (1971 — 6.040 metros)

Juliane Koepcke no documentário de Werner Herzog, Wings of Hope / Reprodução

Ela tinha 17 anos quando o voo 508 da LANSA caiu na Amazônia peruana. Ela voltava com sua mãe de uma viagem quando o avião foi atingido por um raio, explodindo no meio do ar. Juliane caiu em terra ainda presa ao assento.

Ela sobreviveu à queda com poucos ferimentos — a única entre os 92 no avião. Passou 10 dias de fome, frio e dor pois havia fraturado a clavícula. Graças ao que havia aprendido com seus pais, que moravam em um posto avançado de pesquisa no coração da Amazônia, conseguiu sobreviver. Ao 11º dia, ela encontrou uma pequena cabana onde se abrigou, no dia seguinte foi encontrada por um grupo de lenhadores peruanos, que a levaram para a cidade mais próxima.

4. Nikolas Alkemade (1944 - 5.500 m)

 Domínio Público

Na Segunda Guerra, havia poucos trabalhos mais ingratos que o do atirador de cauda. Era a primeira parte a ser mirada no bombardeiro, e apenas um vidro os separavam dos canhões inimigos. Quando Alkemande viu seu bombardeiro Avro Lancaster se incendiar, decidiu pelo mal menor. Atirou-se sem paraquedas para sofrer menos. Caiu sobre pinheiros e daí para a neve, sofrendo apenas contusões e conseguindo andar sozinho. O resto da equipe terminou carbonizada no solo. Os alemães o capturaram e duvidaram da história, até encontrarem o resto do avião. Ele se tornou popular entre os prisioneiros de guerra e até seus captores, que deram um "certificado" para ele. 

3. Allan Magee (1943 - 6700 m)

O veterano num memorial 303rd Bomb Group

O que é pior que ser um atirador de cauda de um Avro Lancaster? Ser o atirador de barriga de um B-17, voando numa claustrofóbica bolha, isolado do resto da tripulação. Quando o bombardeiro de Magee foi atingido na asa e entrou em numa queda em parafuso, ele só não teve tempo de pensar. Seu paraquedas havia sido danificado e, mesmo se não tivesse, ele ficou inconsciente na descida. Caiu através da vidraça da estação de trens de Saint Nazaire. Tinha 28 ferimentos de munição antiaérea de fragmentação (flak), vários ossos partidos, dano sério no nariz, olho, pulmões e rins e seu braço direito estava preso pela pele. 

2. Ivan Chisov (1942 — 7.010 metros)

Domínio Público

Quedas não faltaram na Segunda Guerra e há outros sobrevientes. Mas Ivan Chisov, tenente soviético, sobreviveu à mais alta. Em janeiro de 1942, seu bombardeiro médio IL-4 foi abatido pela Luftwaffe, fornçando-o a se lançar. Ele planejou não abrir o para-quedas cedo, para não ser um alvo fácil — sim, os pilotos atiravam em adversários tentando se salvar com paraquedas.  Acabou perdendo a consciência antes que pudesse abri-lo. Caiu em uma planície coberta de neve, sofreu vários ferimentos, mas conseguiu sobreviver.

1. Vesna Vulovic (1972 — 10.000 metros)

Domínio Público

A aeromoça estava trabalhando quando o avião explodiu na Tchecoslováquia, em 1972. Ela sobreviveu à queda mais alta de um ser humano, cerca de 33 mil pés, mais de 10 mil metros. Foi a única sobrevivente deste voo, teve seu crânio fraturado, duas vértebras esmagadas, quebrou a pélvis, as costelas e as duas pernas. Foi levada ao hospital onde ficou em coma por 10 dias, mas conseguiu se recuperar e voltou ao trabalho na companhia aérea na parte de escritório.​ Tempos depois ela contou sobre sua traumática história no programa "Доброе утро, Россия!", em maio de 2008.

Thais Uehara

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