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Há 48 anos, Jim Morrison morria e dava início à teoria do "Clube dos 27"

A morte de diversos artistas aos 27 anos é uma coincidência tão estranha que chegou a ser motivo de estudo. Entenda

Vinícius Buono Publicado em 03/07/2019, às 08h00

Jim Morrison
Jim Morrison - Crédito: Reprodução

Há 48 anos, morria uma das maiores lendas da história do Rock and Roll, Jim Morrison, com a idade que ele ajudou a tornar cabalística: 27 anos. 

A morte de Morrison em 1971 contribuiu com uma lenda envolta por ares macabros, o Clube dos 27. O termo foi cunhado como consequência das mortes de grandes expoentes do rock (e da contracultura) dos anos 60 entre 1969 e 1971. Todos faleceram aos 27 anos. Além de Morrison, Jimi Hendrix e Janis Joplin também nos deixaram com essa idade, e, antes deles, Brian Jones, dos Rolling Stones, e Robert Johnson, lenda do Blues americano

Décadas mais tarde, outros grandes nomes da arte também honraram essa sinistra tradição, como os músicos Kurt Cobain e Amy Winehouse e o artista Jean-Michel Basquiat.

Estudos científicos já foram feitos acerca da possibilidade de morrer aos 27 anos, principalmente no meio artístico. Nada foi encontrado, no entanto, o imaginário popular está permanentemente gravado com o Clube dos 27.

Confira os artistas que fazem parte da lenda.

Jim Morrison (1943-1971)

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James Douglas Morrison, o Mr. Mojo Risin (um anagrama de Jim Morrison utilizado pelo próprio artista), era o vocalista do The Doors. Sua voz marcante, músicas profundas e as passagens de palavra declamada que fazia durante as apresentações marcaram época - levando o cantor a ser considerado como a própria personificação do espírito de contracultura que marcou os anos 60 nos Estados Unidos.

Após muitos anos abusando álcool e drogas como o ácido lisérgico, Morrison foi encontrado morto por sua namorada em seu apartamento em Paris. Como a lei francesa não exigia autópsia na época, oficialmente sua causa mortis foi por insuficiência cardíaca.

Janis Joplin (1943-1970)

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Possivelmente o maior vocal feminino da história do rock, Janis Lyn Joplin alcançou a fama depois de sua performance com a banda Big Brother and the Holding Company, da qual era vocalista, no Festival Pop de Monterey, Califórnia, em 1967. Após algum tempo, deixou a banda para se dedicar à carreira solo, atingindo o ápice com a voz forte e a presença elétrica de palco que lhes eram características. Janis morreu em 1970 após uma overdose de heroína num hotel em Hollywood.

Jimi Hendrix (1942-1970)

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James Marshall Hendrix (nascido Johnny Allen Hendrix) teve uma carreira curta, com apenas quatro anos na grande mídia com sua banda, The Jimi Hendrix Experience. Porém, nas palavras do próprio Hall da Fama do Rock and Roll, ele é “discutivelmente um dos maiores instrumentistas da história”.

Assim como Joplin, Jimi alcançou o status de lenda nos Estados Unidos após sua participação no Festival Pop de Monterey, onde aconteceu o momento apoteótico de sua carreira: ao término de sua apresentação, Hendrix ajoelhou-se e ateou fogo em sua guitarra ainda sobre o palco. As fotos do momento estão entre as maiores da história do Rock. Jimi Hendrix morreu asfixiado no próprio vômito após o uso de sedativos e álcool.

Brian Jones (1942-1969)

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Antes de Mick Jagger e Keith Richards, havia Lewis Brian Hopkins Jones. O músico (que, em mais uma dessa série de macabras coincidências, também morreu em 3 de julho) foi o primeiro líder dos Rolling Stones, sendo, inclusive, responsável pelo nome da banda.

Um virtuoso, Jones tocava uma grande quantidade de instrumentos, e sua guitarra harmonizava perfeitamente com a de Richards. Porém, a mudança de foco da banda para um estilo mais focado nas composições de Jagger e Richards, a liderança de Jones nos Stones foi se esvanecendo na mesma medida em que suas contribuições musicais diminuíam, enquanto os problemas com as drogas aumentavam. O artista morreu afogado na piscina de sua casa.

Robert Johnson (1911-1938)

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Pouco se sabe sobre a vida e morte de Robert Leroy Johnson, uma lenda do Blues, o que dá espaço a grande especulação e histórias fantasiosas e mirabolantes acerca de sua vida e sua carreira, sendo, a mais famosa delas, a vez em que ele supostamente fez um pacto com o diabo para alavancar sua carreira.

Johnson foi supostamente envenenado por um homem no Mississippi por ciúme - o astro teria flertado com a sua mulher. Recentemente, a Netflix lançou um documentário sobre a vida do músico chamado “O Diabo na Encruzilhada”.

Jean-Michel Basquiat (1960-1988)

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O artista americano de ascendência haitiana começou como grafiteiro na Nova York do final dos anos 70. Neo-expressionista, suas obras eram carregadas de críticas sociais, frequentemente debatendo temas como racismo e luta de classes, sempre com um aspecto dicotômico.

Uma de suas obras, apesar de não ter título, foi a obra de arte mais cara da história, sendo vendida por 110,5 milhões de dólares. A arte de Basquiat teve grande influência na cultura negra norte-americana, principalmente no hip hop. Ele foi encontrado morto em seu estúdio em Nova Iorque após uma overdose de heróina.

Kurt Cobain (1967-1994)

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Um dos maiores nomes da música nos anos 90, Kurt Donald Cobain foi vocalista e fundador do Nirvana, em 1987. Suas músicas alternavam entre versos quase sussurrados e refrãos gritados a plenos pulmões, com o instrumental acompanhando essa dinâmica de ir de zero a cem.

As letras angustiadas sobre niilismo e religiosidade tornaram Kurt “a voz de sua geração”.  A banda se mostrava a frente de seu tempo, sendo os maiores precursores do grunge no começo dos anos 90, e muito desse pioneirismo se dava pelo cantor, que frequentemente fazia declarações e participava de shows em apoio a causas LGBT, condenava o sexismo e o racismo e era publicamente pró-aborto. Kurt Cobain se suicidou com um tiro na cabeça em 1994. Segundo a mídia, e ele nunca soube lidar com tais rótulos e exposição.

Amy Winehouse (1983-2011)

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A voz poderosa de Amy Jade Winehouse fez dela uma cantora renomada desde seu primeiro álbum em 2003, com apenas 20 anos. Amy ganhou diversos prêmios e honrarias com seu estilo soul e sua voz grave em uma carreira curta e meteórica.

A cantora é a única mulher britânica a ganhar cinco Grammys, um recorde oficial no Guinness. Os problemas com as drogas e o álcool, recorrentes e públicos (um dos seus maiores sucessos, Rehab, é literalmente sobre não querer ir para a clínica de reabilitação) acabaram por ser a ruína de Amy. Após um tempo de abstinência, uma bebedeira desenfreada se mostrou fatal para a cantora, que se juntou ao infame clube dos 27 em 2011.