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Há 13 anos Breaking Bad estreava na televisão: Conheça 5 curiosidades sobre a série

Considerada uma das melhores produções de todos os tempos, trama dirigida por Vince Gilligan se destaca por imersão da narrativa e referências que poucos percebem

Fabio Previdelli Publicado em 20/01/2021, às 14h59

Pôster de divulgação de Breaking Bad
Pôster de divulgação de Breaking Bad - Divulgação/ AMC

Breaking Bad é uma das séries mais icônicas de todos os tempos. Por mais que seus primeiros episódios possam não cativar tanto, o desenrolar da trama ao longo de suas cinco temporadas, com certeza, a eternizou como uma das melhores séries de todos os tempos. 

Afinal, não é à toa que a produção ganhou inúmeros troféus, como o Emmy de Melhor Série Dramática. Ao todo, Breaking Bad foi vencedora de 45 prêmios da indústria e foi nomeada para outros 113. Além do mais, a trama dirigida por Vince Gilligan foi nomeada a 13ª colocada na lista do Writers Guild da América das 101 séries de TV mais bem escritas de todos os tempos.  

Foi em 20 de janeiro de 2008 quando o mundo se deparou com a saga de Walter White, um professor de química que descobre um câncer terminal e começa a fabricar metanfetamina para deixar sua esposa, que está grávida, e seu filho deficiente em condições melhores de vida depois que ele morrer.

Pensando nisso, o site Aventuras na História preparou uma lista com 5 curiosidades da série. Confira!

1. Personagens 

Apesar de Breaking Bad girar em torno do drama de Walter White e de sua família, a série é rica em personagens secundários que cativam o público por seu carisma, história de vida e por toda a trama que trazem à produção.  

Jesse Pinkman (Aaron Paul) contracenando com Walter White (Bryan Cranston) / Crédito: DIvulgação/ AMC

 

Porém, apesar disso, nem sempre o roteiro foi escrito para que isso acontecesse. Jesse Pinkman, por exemplo, seria só mais um dos traficantes que passariam pela vida do professor de química. Inicialmente, Gilligan planejou que o personagem morresse logo no início da série, lá pelo 9º episódio. 

Entretanto, a parceria com White fez tanto sucesso e parecia se encaixar tão bem, que os telespectadores logo se encantaram com o personagem vivido por Aaron Paul. Assim, ele acabou 'durando' até o fim da trama. 

A história também se repetiria com Giancarlo Esposito, que deu vida a Gus Fring, dono do império de Los Pollos Hermanos. Logo, o que eram para ser dois episódios, se tornaram 7, depois se estenderam a 12. Com isso, Gus permaneceu por um bom tempo na trama, sendo responsável por uma das mortes mais icônicas de toda a narrativa.


2. Episódios 

Apesar de dívida em 5 partes, as temporadas de Braking Bad não são todas regulares, com uma tendo mais episódios que outras. Ao final, a trama termina em seu 62º episódio, chamado 'Felina'.  

E se engana quem pensa que isso é uma pura coincidência. Como diria Pinkman: “Yeah Science, bitch”. Pois bem, explicamos: na tabela periódica, o 62º elemento é o samário, substância utilizada no tratamento de câncer, inclusive o de pulmão, doença que assola Walter White.  

Jesse Pinkman e Walter White/ Crédito: Divulgação/ AMC

 

Já Felina seria a junção de outros três elementos: Ferro (Fe), Lítio (Li) e Sódio (Na). O primeiro é um elemento dominante no sague, o segundo é usado na produção de metanfetamina e o último e um elemento importante encontrado nas lágrimas. 


3. Homenagem 

Quando se torna um expoente da metanfetamina em Albuquerque, Walter White, obviamente, não usa seu próprio nome no mundo do crime. Assim, o professor de química passa a se chamar de Heisenberg. Entretanto, o que poucos sabem é que a alcunha foi usada para homenagear Werner Heisenberg, cientista vencedor do Prêmio Nobel.  

Um fato curioso do Heisenberg da vida real, é que ele morreu aos 74 anos, em 1972, de câncer. Porém, esse não é o único elo de ligação entre eles. Werner também foi o responsável por estabelecer o princípio da incerteza.

Werner Heisenberg / Crédito: Sciencephoto

 

Simplificando, a teoria diz que o momento linear e a posição de um objeto qualquer não podem ser medidos ao mesmo tempo. Concluindo, se uma propriedade é definida, as demais permanecem como incertas. 

Aplicando isso a vida de Walter White, quando ele começa a dominar o cartel de Albuquerque e é definido como o principal produtor de metanfetamina, seu papel como pai e marido se torna incerto.

O mesmo acontece de maneira oposta, quando ele se mostra presente como pai, seu papel como traficante se torna indefinido, afinal, seu desejo inicial era produzir drogas apenas para prover o bem estar da família e não para se tornar milionário. 


4. Teoria 

Além de toda a trama, outro ponto que chama a atenção em Breaking Bad é a fotografia da série. Cada cenário, plano de fundo ou figurino parecem ser pensados para descrever a emoção vivida por um personagem em determinado momento. 

Pois saiba que isso é proposital. Se você é fã da série, muito provavelmente já ouviu falar da Teoria das Cores. Segundo ela, as cores usadas pelos personagens representam sua motivação ou personalidade naquele momento.  

O verde, muito característico nas roupas de White, por exemplo, seriam a ganância, esperança e revelação. Tons dessa mesma cor são usados por Skyler, mulher de Walter, ao descobrir os segredos de seu marido, e por Saul Goodman, advogado que faz de tudo para garantir um bom trocado, mesmo que tenha que quebrar algumas leis para isso. 

Já o amarelo pode representar a precaução e o cuidado, tanto na vida particular quanto no trabalho. Assim, a cor predomina o figurino de Gus Fring e Gale. E também é a cor da rouba usada por Pinkman e White quando eles cozinham a metanfetamina.

Walter White e Jesse Pinkman com a roupa amarela que usam para produzir metanfetamina / Crédito: Divulgação/ AMC

 

Porém, em certos momentos, Jesse também se apropria do tom, mas com um significado diferente, sendo usado em momentos de incerteza e medo, podendo ser associado a famosa expressão “amarelou”. 

Outra cor que vale destacar é o azul. Usado por Skyler durante boa parte das duas primeiras temporadas, ele representa a lealdade e confiança. Algo que realmente é mostrado por ela, uma mulher casada e fiel a seu marido. Assim como seu filho, Walter Jr., que tem no pai uma figura de inspiração. 

Já o vermelho pode ser associado ao amor, mas, principalmente, as cenas de violência e de morte, por sua óbvia ligação ao sangue. Por último, temos o preto, que representa a morte, o luto ou a quebra de um ideal que parecia insuperável. 


5. Manias

Por último temos um cenário pouco notado ao decorrer da trama: a metamorfose vivida por Walter White. Não, não estamos falando em como ele se transformou em Heisenberg, mas de como ele moldou sua personalidade e trejeitos a partir da vivencia — e morte — de outros personagens que ele mesmo assassinou. 

Logo no início da trama, vemos White aprisionando o distribuidor de drogas chamado Krazy-8. Até antes da morte do traficante, Walt come pão normalmente, sem nenhum tipo de restrição. Porém, após a briga que resultou na morte de Krazy-8, ele se serve da mesma maneira que o morto: tirando as cascas do pão. 

Walter White tirando as cascas do pão / Crédito: Divulgação/ AMC

 

A mesma “absorção” de escolhas pode ser vista no primeiro episódio da última temporada, quando o químico dirige um carro da Volvo, mesma marca preferida de Gus. O mesmo acontece quando White prefere consumir uma bebida com gelo quando ela lhe é oferecida por Hawk. A preferência pelo consumo assim era o mesmo que presidiários que ele matou tinham. 

Ante disso, já havíamos visto o professor pedir o “de sempre”, uma bebida sem gelo, logo após a morte de Mike. Em entrevista ao Digital Spy, Vince Gilligan fala sobre esse ponto: 

"Esse [ponto] foi proposital, sim. Especificamente em relação ao Gus. Eu diria que, a esta altura, não parece que algum dia veremos alguém tão inteligente quanto Gustavo Fring. Ele era, na verdade, acho, mais inteligente do que Walt, e ainda assim Walt o derrotou. Era como se o cara que atira no Barão Vermelho tivesse que abrir as asas, soltar o buquê de rosas e dizer: 'Tive sorte de ter vencido você porque você é o melhor homem'. É esse tipo de coisa. Então, sim, ele adquire esses traços, eu acho que, subconscientemente”.


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