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A mando do rei: Henrique VIII e a brutal execução dos próprios parentes

Para manter o poder, o governante inglês tinha um péssimo hábito: a brutal — e questionável — execução de qualquer um que lhe oferecesse ameaça

Caio Tortamano Publicado em 14/04/2020, às 06h00

O rei Henrique VIII da Inglaterra
O rei Henrique VIII da Inglaterra - Wikimedia Commons

Os conflitos familiares de Henrique VIII envolviam as mais ferozes disputais reais da Europa do século 16. Diversos foram os familiares que o monarca (que assumiu o trono em 1509) ordenou que fossem assassinados.

Qualquer um que ousasse disputar o trono com o rei estava passível de ser assassinado, assim como seu primo de primeiro grau, Eduardo Stafford, o 3º Duque de Buckingham. Eduardo era muito influente no círculo familiar do rei, e era muito mais querido do que o monarca, o que alertou a desconfiança de Henrique, que pediu que fosse iniciada uma investigação, acreditando que seu primo poderia estar tramando contra ele.

Sem herdeiros homens, e com direito real ao trono por conta de sua linhagem sanguínea, Eduardo se tornava cada vez mais uma ameaça real para Henrique.

O Rei fez questão de examinar pessoalmente as testemunhas que colheram as informações sobre seu primo, e reuniu evidências que puderam levar Eduardo para o tribunal. O Duque foi acusado de endossar profecias da morte do rei, e pretender a sua morte, por isso foi executado em 1521.

Outro membro da família morto por Henrique foi seu cunhado, James IV da Escócia, dessa vez de maneira menos pessoal, como tinha sido com seu primo. O Rei da Escócia — que era casada com Margaret, irmã de Henrique — tinha sua relação muito prejudicada com a Inglaterra devido ao temperamento de Henrique, e por isso decidiu ficar ao lado da França quando entraram em guerra com os ingleses.

Durante a Batalha de Flodden, James foi derrotado pelas forças britânicas lideradas pela Rainha Catarina. Uma média de 11 mil escoceses morreram no confronto, incluindo o monarca da Escócia.

A Casa de York — possíveis rivais políticos pelo poder inglês — eram uma preocupação constante para Henrique. Ele acreditava que a família poderia reivindicar o trono a qualquer momento, e o monarca fez com que a existência da casa não trouxesse maiores problemas.

Para isso, Edmund de La Pole, 3º Duque de Suffolk, primo do rei e marido de Elizabeth de York, foi decapitado depois de ter sido deixado de lado de uma anistia concedida por Henrique em 1509.

Além dessas mortes familiares, Henrique VIII tem o péssimo histórico de ordenar a morte de suas esposas pelos mais diversos motivos, como o fato de não conseguir se divorciar delas por não terem um herdeiro homem para o trono. Ana Bolena e Catarina foram duas de suas mulheres acusadas de adultério e decapitadas, mesmo que Henrique fosse por si só extremamente infiel.


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