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De Nikola Tesla a Isaac Newton: Conheça 10 cientistas loucos da vida real

A máquina de terremoto, o touro remoto-controlado, o chimpanzomem e outras histórias insanas dos anais da Ciência

Redação Publicado em 27/08/2019, às 12h00

Nikola Tesla em seu laboratório
Nikola Tesla em seu laboratório - Domínio Público

Alguns dos experimentos mencionados aqui são realmente chocantes - e poupamos o leitor de suas imagens (use o Google por sua conta e risco). Mas é importante lembrar que algumas das experiências cruéis aqui mencionadas levaram a imensos avanços em certas áreas, como transplantes, respiração artificial e interface humano-máquina. Vidas foram e continuam a ser salvas por eles.

10. Isaac Newton (1643-1727)

Crédito: Reprodução

Ainda que tenha refundado a física, grande parte do tempo do gigante intelectual britânico foi ocupada escrevendo sobre tópicos ocultistas, como alquimia, Atlântida ou profecias escondidas na Bíblia, que poderiam ser lidas através de matemática. Foi assim que calculou o fim do mundo para 2060.

9. Nikola Tesla (1856-1943)

Crédito: Domínio Público

Gênio. Entre outras, ele foi criador do radiotelescópio, do controle remoto, do motor de corrente alternada, da bobina de Tesla e (talvez), o rádio. Adorava ser retratado cercado por descargas elétricas, cultivando a imagem de excêntrico. Inventou a máquina de terremoto, que destruiu a marretadas antes que derrubasse seu prédio. Pioneiro do rádio, criou o radiotelescópio por acidente, ao receber o que julgou serem transmissões alienígenas das estrelas. No fim da vida, dizia ter inventado o raio da morte, tão terrível que iria acabar com as guerras.

8. Wilhelm Reich (1897-1957)

Crédito: Domínio Público

Criou uma teoria original para os distúrbios mentais, baseada na energia vital, que chamou orgone – que ele nunca provou existir. Mas isso não o impediu de criar câmaras de acumulação da força fictícia ou até mesmo um canhão de orgone, que seria disparado contra as nuvens para fazer chover.

7. Sydney Gottlieb (1918-1999)

Crédito: Domínio Público

Chefe do projeto MKUltra, que tentou avaliar a possibilidade do uso do ácido lisérgico (LSD) em interrogatórios – em experimentos nos quais as pessoas recebiam a droga sem saber nem dar consentimento. Depois se dedicou a tentar dar cabo a Fidel Castro. Propôs charutos envenenados, uma concha explosiva, uma roupa de mergulho cheia de bactérias e até fazer sua barba cair com tálio ou deixá-lo doidão de LSD em rede nacional. Hoje o LSD tem sua segunda chance: está sendo estudado novamente como antidepressivo, entre outros efeitos.

6. José Delgado (1915-2011)

Crédito: Domínio Público

Espanhol que fugiu para os Estados Unidos durante a Guerra Civil Espanhola, sua especialidade era implantar eletrodos no cérebro como forma de controle mental. Sem esquecer suas origens, participou de uma tourada na qual o animal, portando um implante, foi "desligado" enquanto avançava contra o cientista.

5. William Buckland (1784-1856)

Crédito: Domínio Público

Descobridor do primeiro dinossauro, tinha muito gosto pelo trabalho - comia qualquer espécie que passasse pela frente. Assim, escreveu sobre o sabor de panteras, ratos, insetos e até um fragmento do coração do rei Luís XIV, preservado por décadas antes de ir parar na pança do glutão.

4. Giovanni Aldini (1762-1834)

Crédito: Domínio Público

Inspiração do dr. Frankenstein de Mary Shelley, era sobrinho do pioneiro da eletricidade Luigi Galvani. Criou um show de horrores itinerante, no qual fazia carcaças se moverem com choques. Uma vez, reanimou o corpo de um enforcado, fazendo a plateia gritar para que fosse morto novamente.

3. Sergei Brukhonenko (1890-1960)

Crédito: Domínio Público

Deve-se ao gênio soviético avanços na circulação e respiração artificial, usados hoje em cirurgias. Ele testou suas invenções da forma mais horrenda possível: cortou a cabeça de um cachorro e a manteve viva por meio de máquinas por três horas. A cabeça até comeu um pedaço de queijo antes de seu inevitável fim. As máquinas de circulação artificial de hoje em dia devem muito a esse momento macabro.

2. Vladmir Demikhov (1916-1998) e Robert J. White (1926-2010)

Crédito: Reprodução

Empate técnico. Nos anos 1950, Demikhov criou cachorros de duas cabeças (como na imagem que abre a matéria) para testar a possibilidade de transplantes - e ele, de fato, é um dos maiores pioneiros no tema. Tentando superar seus colegas soviéticos, White partiu para uma espécie mais próxima ao ser humano. Em 1970, decapitou dois macacos e prendeu a cabeça de um no corpo do outro. O animal resultante, tetraplégico, viveu por 9 dias, se alimentando, vendo, ouvindo, cheirando e, com toda a razão do mundo, tentando morder a mão dos cientistas.

1. Ilya Ivanov (1870-1932)

Crédito: Domínio Público

O biólogo russo foi à África para tentar criar um híbrido entre chimpanzé e gente. Primeiro ele tentou inseminar macacas com sêmen humano. Como não funcionou, de volta à União Soviética, procurou mulheres dispostas a parirem o híbrido. Acabou morrendo sem ver seu sonho realizado.