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Da linha de sucessão a higiene bucal: 10 fatos sobre a família imperial brasileira

Pedro I e Pedro II de Bragança, com suas famílias, possuíam hábitos próprios e muito curiosos

André Nogueira Publicado em 24/12/2019, às 09h00

D. João IV
D. João IV - Wikimedia Commons

1. Dom Pedro I não era o primeiro na linha de sucessão

O trono de Dom João VI estava destinado ao seu filho mais velho, D. Francisco Antônio, mas ele morreu de causas desconhecidas aos 6 anos de idade, abrindo espaço para o segundo filho, Pedro, que se tornou o primeiro da linha de sucessão.

2. O Segundo também não

O monarca brasileiro perdeu dois irmãos mais velhos no Rio de Janeiro antes que eles completassem dois anos de idade. Terceiro na linha de sucessão, acabou se tornando Imperador ainda criança, com a abdicação do pai.

3. Vida fácil

Charge de Pedro II dormindo / Crédito: Domínio Público

 

Era costume na Família Real, que não acordava cedo, iniciar o almoço às 9h da manhã e o jantar lá pelas 16h. Todos já estavam preparados para dormir às 19h.

4. Troca de maridos

As princesas Isabel e Leopoldina iam casar no mesmo dia, a primeira com o Duque de Sachsen e a segunda com o Conde D’Eu. No entanto, nas vésperas da cerimônia, uma se apaixonou pelo pretendente da outra e elas decidiram trocar. Assim, Isabel casou com o Conde D’Eu e Leopoldina com Sachsen.

5. Duas casas, duas cidades

Petrópolis se tornou o local onde a família de Pedro II vinha veranear. Ele, junto a Teresa Cristina e as filhas, passavam seis meses no pequeno palácio de Petrópolis e seis meses no Palácio Real na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro.

Palácio de Petrópolis / Crédito: Wikimedia Commons

 

6. Banheiro

Cada membro da Família no palácio possuía seu próprio banheiro, com bacia e lavatório. Não havia água encanada - tudo era carregado através de baldes. Os monarcas tomavam banho a cada três dias.

7. Louças individuais

No circulo interno da nobreza brasileira, as louças eram chamadas de serviços. Cada utensílio pertencia a um nobre e possuía uma marca, normalmente um monograma, que indicava o dono.

8. Higiene bucal

Escarradeira de modelo clássico do 19 / Crédito: Divulgação

 

Era comum no Palácio Real o consumo de folhas de fumo para a proteção bucal: a folha era mascada e cuspida na escarradeira. Isso era considerado elegante à época. Como os nobres não escovavam os dentes, essa era a melhor maneira de cuidar da saúde bucal.

9. Leques da sedução

Entre as mulheres da época, os leques eram usados principalmente na hora da paquera. Existiam mais de 98 formas de transmitir mensagens através dos leques, como “você me conquistou” (leque sobre o peito), “me beija” (leque meio aberto pressionando os lábios) e “quando nos veremos?” (leque fechado sobre o olho direito).

10. Gabinete de Estudo

Para Dom Pedro II, o local preferido do Palácio era seu gabinete de estudos. Relatos da época apontam que ele passava a maior parte do tempo no cômodo - existia até uma cama no local.


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