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Da tumba de Tutancâmon aos soldados de Terracota: Conheça 10 tumbas que foram encontradas intactas

Cerimônias funerárias sempre estiveram presentes na cultura de diversas civilizações e, algumas delas, foram tão bem preservadas que impressionaram diversos pesquisadores ao serem encontradas

Rodrigo Valente e Juliana Sada Publicado em 21/08/2020, às 10h00

A tumba do faraó Tutancâmon em cores vivas
A tumba do faraó Tutancâmon em cores vivas - Getty Images

1. Tumba de Tutancâmon, Egito (Século 14 a.C)

Encontrado no Vale dos Reis de Tebas pelo americano Howard Carter, em 1922, o túmulo do jovem faraó Tutancâmon fascinou o mundo. Dentro de quatro câmaras subterrâneas, além dos sarcófagos que guardavam sua múmia, centenas de artefatos se destacavam pela riqueza e pela preservação.

Objetos encontrados dentro da tumba de Tutancâmon / Crédito: Domínio Público

 

Entre eles, um trono, uma carruagem, armas, joias e a famosa máscara mortuária dourada.


2. Mausoléu do Imperador Qin, China (Século 3 a.C.)

O mausoléu de Qin Shi Huangdi, o primeiro imperador que unificou a China e iniciou a construção da muralha, é conhecido pelo exército de mais de 8 000 soldados esculpidos em terracota.

Exército de Terracota / Crédito: Domínio Público

 

A tumba foi encontrada em Xi’an, região central do país em 1974, por camponeses que perfuravam poços de água. Sua construção teria sido ordenada pelo próprio imperador e contado com o trabalho de milhares de homens. A necrópole é tão grande que boa parte ainda não foi escavada.


3. Tumbas Reais do Senhor de Sipán, Peru (século 3 d.C)

Ao investigar saqueadores de relíquias, o peruano Walter Alva encontrou a tumba do Senhor de Sipán, um governante mochica, descoberta em uma grande plataforma de adobe em 1987.

A tumba após a descoberta /Crédito: Divulgação

 

A cultura peruana mochica se destacou pela produção de cerâmica realista e metalurgia refinada de ouro e prata. Junto ao Senhor de Sipán foram encontrados 600 artefatos, entre ornamentos de ouro e cerâmicas, e outros oito corpos, duas lhamas e um cachorro.


4. Tumbas Reais de Micenas, Grécia (16 a.C)

O alemão Heinrich Schiliemann, obcecado pela Ilíada e a Odisseia, de Homero, foi à Grécia e à Turquia atrás de vestígios das obras. Achou as ruínas que seriam das míticas Troia e Micenas em 1876.

As tumbas Reais de Micenas / Crédito: Divulgação

 

Nesta encontrou túmulos circulares enormes dos antigos governantes da cidade. Em um deles, cinco corpos continham máscaras mortuárias de ouro, ornamentos e vasos de prata e ouro, além de armas de bronze.


5. Barco funerário de Sutton Hoo, Inglaterra (séculos 6 e 7 d.C)

A descoberta de um barco funerário em Sutton Hoo, costa leste da Inglaterra, revelou um tesouro da época do período posterior à saída dos romanos, entre os séculos 5 e 10 d.C. O achado revela detalhes da Alta Idade Média na Inglaterra.

Fotografia do navio durante sua primeira escavação, em 1939 / Crédito: Divulgação / PACE University

 

O funeral deve ter sido de uma figura proeminente do reino. Entre os objetos encontrados estão um capacete, um escudo, adereços, como uma fivela de ouro e broches, e louças. A maioria das peças está exposta no Museu Britânico de Londres.


6. Tumbas Reais de Ur, Iraque (século 26 a.C)

Foi escavada em Ur uma série de tumbas reais que revelaram ao mundo alguns dos mais espetaculares artefatos arqueológicos em 1928, boa parte de ouro e pedras preciosas. Entre as relíquias estão o famoso estandarte de Ur — que acredita-se ser uma caixa de som; uma rica diadema; e uma lira adornada com a imagem de um boi barbudo.

Tumbas Reais de Ur / Crédito: Divulgação

 

 

Em uma das mais impressionantes tumbas, a rainha possuía roupas luxuosas e estava acompanhada por outros 74 corpos. As escavações foram realizadas pelo inglês Leonard Woolley e muitos dos artefatos se encontram no Museu Britânico de Londres.


7. Tumba 43 de Varna, Bulgária (4.500 a.C.)

Necrópole da Idade do Cobre encontrada na cidade búlgara da Varna, no Mar Negro, revelou em 1972, entre quase 300 enterros, uma riquíssima tumba, provavelmente de um chefe local. A nomeada Tumba 43 continha 990 objetos de ouro.

Sepultura de Varna que contém algumas das jóias de ouro mais antigas do mundo / Crédito: Wikimedia Commons

 

Essas seriam algumas das mais antigas peças trabalhadas do metal precioso já descobertas. Entre os artefatos estão braceletes, colares, amuletos, cetros e até um falo. O túmulo também revelou armas e ferramentas de cobre, cerâmicas e belas conchas marinhas.


8. Tumba de Pakal em Palenque, México (século 7 d.C.)

Por mais de mil anos a tumba de Pakal esteve escondida abaixo do chamado templo das inscrições. Foi o arqueólogo Alberto Ruz Lhuillier que, após descobrir um túnel e retirar toneladas de escombros do caminho, chegou a uma ampla câmara mortuária que continha um enorme sarcófago de pedra decorado com inscrições em 1952.

Tumba de Pakal em Palenque / Crédito: Divulgação

 

 

Junto ao túmulo, além de uma série de objetos, os mais impressionantes de jade, como a máscara mortuária, estavam outros seis corpos, que se acredita serem de pessoas sacrificadas.


9. Mausoléu de Felipe II, Grécia (século 4 a.C.)

Felipe II, pai de Alexandre Magno, foi enterrado em uma necrópole próxima da atual cidade de Vérgina, no norte da Grécia. O grande mausoléu de mais de 100 metros de largura por 12 de altura contém outros três túmulos e foi descoberto em 1977.

Os restos mortais incinerados do monarca se encontravam dentro de uma pequena caixa de ouro, decorada com um desenho de um sol, símbolo dos reis da Macedônia. Uma coroa de ouro representando folhas e flores cobria a caixa. Entre outros objetos, havia vasos de prata e bronze, armas e armaduras e objetos de marfim.


10. Senhora do Cao, Peru (século 4 d.C.)

Três plataformas de adobe formam o sítio arqueológico de El Brujo, na costa norte do Peru. Uma das estruturas, a Huaca Cao Viejo, escondia a tumba intacta de uma governante mochica. A chamada Senhora do Cao revelou um dos maiores tesouros arqueológicos do país em 2004.

Tumba de Senhora do Cao / Crédito: Divulgação

 

Chama a atenção no corpo sua pele tatuada. Além de objetos de ouro e cobre, havia importantes símbolos de poder, como cetros e coroas. O mais significativo foi mostrar indícios de que as mulheres também governavam na sociedade mochica. O moderno museu El Brujo exibe o corpo da governante e seus tesouros.


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